Momento: Insensatez

“De repente a máscara cai, o rei se revela um plebeu; a bela dançarina uma velha desdentada; o virtuoso guerreiro um franzino menino. – Erasmo” 

O que é a vida senão um grande teatro ao ar livre? Quiçá uma pura ilusão? Onde o jovem retira a máscara e revela ser um velho; onde o rei revela-se um plebeu; o homem, uma mulher. A vida é uma comédia, nada mais do que isto. Iludimo-nos, esperamos, saciamo-nos, e tudo é vão, tudo é ilusão, mentira, uma sombra ou um sopro. Fazendo de Deus um mero espectador da vida, fizemos de nós mesmos os bêbados que caminham abraçados na beira do abismo da desilusão.

Inúmeros vivem e desfrutam a miséria existente entre a ilusão e a estupidez. A mistura perfeita dos mais insanos perfumes que a alma humana poderia sentir exalar; a mais perfeita caricatura, a mais linda máscara que acolhem e vestem na mais pura demonstração de insensatez que os leva para o caminho por onde querem andar: o vazio da alma. 

Enquanto o duro conhecer, seja a si mesmo ou a verdade libertadora, que como disse Salomão, traz tristeza, aborrecimento, o viver por aparências traz uma sensação ilusória de liberdade no prazer. Aqueles que iludem a si e aos outros falam da janela de suas casas, falam da janela onde a cortina esconde a parede; mas quem está sentado no sofá consegue observar muito bem o “cubículo de Raskolnikov onde achar que é, e não ser o que pensa ser, ou talvez por achar que é o que é, não ousa pensar que talvez seja aquilo que diz ser. – do Livro Crime e Castigo de Dostoiévski”

E assim talvez compreendam a mísera insignificância de um momento ilusório, no “quarto da solidão acompanhada”, na “sala repleta de um vazio intenso de sentimentos”. Até lá tudo que resta é viverem na miséria que existe entre a ilusão e a estupidez – a insensatez.

E talvez seja a insensatez que nos faz trilhar caminhos, árduos e inimagináveis, em busca do compreender… então, no raiar da madrugada, partimos em uma jornada enfurecida, enlouquecida em busca de respostas. Viramos inúmeras páginas, no livro da vida, caminhos escuros do exibicionismo, prazer, loucuras do ego em devaneio. Encontramos as respostas, , exibidas pela miséria da pequenez humana. E no fim a frustação, regada por inúmeros pensamentos e lágrimas emboladas a uma sensação de alívio e desconforto, pois descobrimos que as respostas já existiam dentro de nós.

E o interessante é que… o que tanto se busca, perde completamente o sentido, quando se acha, diante da insensatez observada. A vulgaridade das atitudes, descortina a imagem construída, quebra a magia do olhar de admiração e desejo, expondo a realidade do duro conhecer.

Compreender, entender e seguir. Tento à minha maneira. Como?

Os esquimós não usam palavras para expressar excelência. Não existe uma baleia excelente, nem um urso polar excelente. O mesmo vale para nós, míseros andarilhos em busca de si mesmo, expositores das sombras que habitam a alma. Ninguém é … perfeito. Como ensina Carl Rogers… “Cada pessoa é uma ilha em si mesma, em um sentido muito real, e só pode construir pontes em direção a outras ilhas se efetivamente desejar ser ele mesmo…”

A madrugada adentra o amanhecer, busco as estrelas cintilantes, encontro a beleza do sol a encantar os sonhos, que viajam no expresso do pensamento, pelo espaço vazio onde floresciam as fantasias… E nesse espaço que se abre – na interioridade de minha alma, e somente nela – que me sinto livre para despir de qualquer subterfúgio que utilizo para encarar as banalidades e dores do encontro. Aliás, neste momento as próprias trivialidades mudam de sentido, porque tudo que faço, por mais simples que seja, revela as bases sólidas do meu ser, do meu amor. Existe liberdade para ser e sensibilidade para sentir o que sou, porque sou e essencialmente quem sou.

E, desse modo, encontro no refúgio da intimidade de m’alma, um momento único e compreendo que só é possível estar e sentir verdadeiramente alguém, quando permitimos ser inteiros e que o outro seja o nosso eu completo, sem fugas, mentiras, enganos, medos ou restrições. Com todas as loucuras, esquisitices e sonhos, já que sem eles somos tão somente a penumbra da vida.

Assim, não vale a pena, se esconder em padrões para agradar quem não aprecia as nossas peculiaridades, pois isso traria mais vazio ao buraco que se abriu com o duro conhecer. É necessário estar desperto para ouvir aqueles que entendem das melodias da alma, já que são nestas que as nossas estranhezas mostram o seu encanto. Precisamos de pessoas que saibam interpretá-las…



Cláudio Cordeiro 🐉

Artigo: Lágrimas guardadas

“Ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.” – Augusto Cury

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O coração das boas pessoas é cheio de lágrimas guardadas

No coração das boas pessoas não cabe o sentimento de tristeza. Elas lutam pelos outros, nunca dizem não e são o melhor apoio em qualquer momento de necessidade. No entanto, quando choram o fazem escondidas porque não podem mais continuar, porque estão cansadas demais de serem fortes e suas almas necessitam dessas lágrimas para melhorar.

Esse tipo de situação de alta carga emocional é muito comum nas pessoas acostumadas a dar tudo de si por quem está ao seu redor. Chamamos essas pessoas de “boas pessoas” e, ainda que todos nós consigamos separar muito bem o que é bom e o que é ruim, existem determinadas personalidades muito mais aptas a gerar bem-estar aos outros. Assim, essas pessoas são mais sujeitas a ficarem sobrecarregadas, a se decepcionarem e a sofrerem emocionalmente.

Choramos lágrimas escondidas que ninguém vê, liberamos tensões, medos e tristezas em cantos escuros para não sermos descobertos, para que ninguém perceba que fomos feitos do mesmo material de todas as outras pessoas.

Goethe, o poeta, dramaturgo e novelista, grande especialista portanto em emoções humanas, costumava dizer que quem nunca terminou uma refeição e depois se fechou e algum lugar para chorar nunca provou o autêntico sabor da vida. As pessoas choram por muitas e diversas razões, mas há quem simplesmente o faça porque está cansado de aparentar que pode com tudo. Que é invencível.

Vamos nos aprofundar nesse aspecto.

Por que as boas pessoas choram escondidas

Falamos no início que é comum categorizar as pessoas como boas pessoas se essas têm a personalidade mais orientada para os outros do que para si mesmas. São comportamentos que encontram a felicidade fazendo o bem, dando tudo em troca de nada. É portanto um altruísmo cheio de dignidade que é muito admirável de tão humilde. Mas, por sua vez, é também muito duro para a pessoa.

Um costume muito frequente nesse tipo de perfil é que a pessoa prefere sofrer emocionalmente em solidão, ao invés de compartilhar seus sentimentos com outras pessoas. Isso se dá dessa maneira – ao menos na maioria das vezes – por vários aspectos psicológicos que foram definidos pela Universidade de Ciências da Saúde no Japão. A raiz desses comportamentos foi retratada em um interessante estudo publicado na revista médica “Library of Medicine National Institutes of Health“.

Nessa pesquisa foi analisado o trabalho de 300 enfermeiras ao longo de um ano. Segundo as próprias enfermeiras explicaram, em alguns casos elas são obrigadas a enfrentar situações muito duras, de alta carga emocional. Quando precisam desabafar, as enfermeiras preferiam fazer isso em solidão porque sentiam que era muito mais catártico, alcançavam um bem-estar mais reparador desse modo. Bastavam alguns minutos de choro em rigorosa solidão para depois voltarem para suas responsabilidades.

A psicologia das lágrimas

Choramos para nos libertar, para transformar a tensão em água salgada. Choramos para que o medo encontre o alívio e para que a tristeza se transforme em um choro capaz de consolar. A forma como fazemos isso, seja junto a alguém ou sozinhos como no caso das enfermeiras, não tem qualquer importância. O essencial é que consigamos alcançar uma cura adequada de acordo com as nossas necessidades particulares.

As lágrimas jamais serão reflexo de fraqueza, mas sim da capacidade de ser forte.

Um aspecto em que há unanimidade é que no geral são as mulheres as pessoas que costumam exercer mais o papel de cuidadoras. São elas que, com grandeza em seus corações, dão tudo a troco de nada pelos seres que amam, sejam seus filhos, seus parceiros ou suas famílias… Por isso estudos como o realizado pela Organização Holandesa para a Investigação Científica falem das lágrimas da mulher como um tipo de linguagem interior com grande utilidade emocional.

As lágrimas: biologia, psicologia e catarse

Podemos observar e entender as lágrimas desde perspectivas diferentes:

  • Segundo a biologia, existiria na verdade uma razão pela qual as mulheres têm mais facilidade na hora de chorar. A resposta está na testosterona, que no caso do homem atuaria como inibidora do choro, ao mesmo tempo em que o hormônio prolactina, muito mais elevado nas mulheres, facilita a liberação das lágrimas.
  • Para muitos psicólogos as lágrimas nos ajudam a ter uma melhor compreensão de nosso mundo interior e de nossas necessidades. Esta expressão emocional atua primeiro como um tranquilizante, para depois nos permitir ver com uma clareza mental mais adequada as nossas necessidades que não estão sendo atendidas, que requerem sem dúvida uma mudança em nosso modo de ser.
  • O poder catártico das lágrimas pode alcançar um maior benefício se recorrermos ao bom choro. Segundo os especialistas, as lágrimas emocionais liberadas durante esse processo contêm muito mais proteínas e, desse modo, têm um poder curativo no organismo da pessoa.

Para concluir, as boas pessoas costumam chorar escondidas porque desse modo conseguem um maior consolo e intimidade para poderem ser elas mesmas sem uma armadura, sem uma couraça que esconde o que está por dentro. As armaduras sempre pesam e, ainda que um bom choro tranquilize e desfaça amarguras e decepções, nunca é demais priorizar a si mesmo de vez em quando e colocar limites para atender um pouco melhor o coração que, longe de ser de pedra, é de carne, sonhos e lágrimas salgadas.

Por: Valéria Amado via http://amenteemaravilhosa.com.br/


Cláudio Cordeiro 🐉

Reflexão: Sempre Inteiro

“E eu tenho esta vida que é toda minha. Absolutamente sob minha responsabilidade. E quando eu erro, às vezes, acabo acertando. Às vezes, termino arrependida. Mas eu tento, sempre tento. E avanço mesmo quando isto significa dar uma pausa e esperar. O tempo certo é o tempo do tempo mesmo. O que é melhor nem sempre é o que se anseia avidamente. Felicidade é uma bestagem dessas: matar saudade, matar a fome com aquilo que se tem vontade, perder o medo, conquistar um amigo, encontrar um amor, mas estar totalmente inteiro no lugar que se escolheu. E querer bem: a si, ao Outro, ao Mundo… Um bem-querer que inunda tudo. E sossegar nossas paixões para, quando tivermos de lançar mão delas, nos mover com voracidade em direção àquilo que se quer, porque é justo e merecido.”- Marla de Queiroz

A Terra, pequeno ponto azul na imensidão do Universo, é uma grande escola – para o eterno aprendizado -, um fabuloso teatro – para a grande apresentação -, uma incrível orquestra – para a sublime sinfonia -,  e nós somos os aprendizes, os artistas e os músicos que através da “Majestosa Vida” temos a oportunidade de compartilhar a inteireza do ser no encontro do amor.

Para que nossas relações, sejam quais forem, possam florescer no jardim do coração, encantar o coração com amor, precisamos nos fazer inteiros, nos compreender inteiros, mesmo que repletos de cicatrizes na alma e medos intensos no coração.

Para termos um relacionamento solidificado no amor, precisamos edificar primeiramente o amor em nós mesmos, sendo inteiro no amar, caso contrário seremos apenas sombras no amor do outro.

Para construirmos um relacionamento feliz, necessitamos ser felizes sozinhos em primeiro plano, caso contrário seremos apenas sombras na felicidade alheia.

Uma relação não é feita de metades. Quando somos metades, não conseguimos saber qual a diferença entre amor e paixão, amor e desejo, amor e amizade, amor e interesse. Mas, quando somos inteiros a paixão se transforma em amor, o desejo se perde no amor, a amizade consolida o amor e o interesse se esvai para o amar sem limites.

Simples assim! Metade… é apenas metade de si mesmo. Metade… é apenas sombra no relacionamento.

Somos seres inteiros e precisamos encontrar outros seres inteiros para que possamos viver uma relação plena, extasiante em todos os sentidos.

Um relacionamento que envolve seres completos – na busca da plenitude pessoal – , há uma vibração positiva, uma interação harmoniosa em todos os sentidos, humano, espiritual e físico.

Não se contente em ser metade, nem permita que o outro assim o seja. Vamos lá! Auxilie-o a ter suas próprias asas, a ser completo, caso contrário o voo será sempre pequeno e sem brilho. Se permanecerem sendo metades não conseguiram voar além dos sonhos para visualizar o magnífico esplendor do amor que aquece a vida.

Seja inteiro, seja pleno, seja intenso… e abrace com energia, beije profundamente, ame intensamente e viva na completude da própria vida.

Um ser inteiro, não machuca, não é vítima nem algoz, é senhor (a) de sua liberdade e consciência, cuida do relacionamento, protege o ser que ama, porque compreende quanto é árduo e longo o caminho da cura.

Um ser inteiro respeita seu relacionamento, porque está pleno e não tem “sombras insatisfeitas” comandando seus vazios e seu íntimo.

Um ser inteiro – ama e deixa-se ser amado – sem medos, sem sombras, sem meias verdades, e se der medo, segue com medo mesmo!

Então, não se permita ser metade. Se não puder ser inteiro, amar… deixa ir… vá…


Não quero metades 
Sou inteiro
Não me falta, parte alguma 
Remendei-me a vida inteira

Tomei conta de mim 
Os pedaços do passado 
Já foram alinhavados 
Deixei para trás

Em remendos acarinhados 
Os guardei, não me desfiz 
Aprendi que remendos 
Também vestem...

Quero costurar momentos 
Com matizes, sentimentos 
No o crepúsculo da vida 
Já, nada mais a esperar...

Só o sentido, que darei a existência 
Quando o amor novamente 
De mansinho chegar 
A minha porta bater

Abrirei, para que possa entrar 
Não mais uma metade 
Para completar-me 
Mas em sentimento inteiro

Para somar, entrelaçar, abraçar 
Terminar a tela... pintar 
Novas vestes a bordar.
Sentimentos a doar.

Cláudio Cordeiro 🐉

Poema: Resplandecer

Apesar da distância,
O amor, sorridentemente,
Renasce a cada amanhecer
No jardim encantado do desejo
Como “tulipas” coloridas pela “tinta invisível” do prazer.

Meu amor está além dos pensamentos!
Sentidos no toque intangível,
De cada suspiro de prazer,
Vivenciado intensamente na intimidade do amar.

Meu amor está além das palavras!
Uma camisa trocada,
Um corredor de prazer,
Um toque suave,
Uma saudade sentida.

Meu amor está além do tempo!
Do Verão… no sol da varanda,
Da Primavera… nas flores da perede,
Do Outono… nas folhas do chão,
Do Inverno… na neve do banho,
Estações da intimidade nos momentos – do amar – na maturidade de ser.

Meu amor está além da poesia!
De uma letra desenhada com escolhas,
Numa linha traçada pelos sonhos,
Em uma página rabiscada com a “lapiseira do coração”.

Meu amor é
Um barco de pensamentos sentidos,
No mar de palavras desenhadas,
Pela areia do tempo,
Como poesia perfumada,
No jardim das intenções… de encantar, vivenciar, compreender, ser e amar,
Continuamente no Resplandecer Infinito (do seu) Sorriso.



Cláudio Cordeiro 🐉

Momento: Sabor do Amor

“O tempo pausa para que possamos saborear cada momento do amor…” – Dragon 🐉

Na intimidade de seus pensamentos. Dragon refletia: “Ingrediente principal no despertar do relacionamento, aroma da ardente paixão que perfuma o inspirador desejo, o AMOR adentra a essência de nossa alma e dá SABOR ao relacionamento, como os raios solares invadem o amanhecer, a brisa esvoaça no entardecer e os feixes do luar banham o encantador anoitecer. ”

Sabor e amor, do Latim, SAPOR, “sabor”, relacionado ao verbo SAPERE, que tanto queria dizer “ter gosto, sentir gosto”, como “compreender, saber”. Saber apreciar o amor e seu aroma mágico, encantador de sonhos, na intensidade do momento, descortina a inteireza do relacionamento na plenitude da vida.

A mágica está em compartilhar amor com sabedoria sentindo o sabor de cada gesto, cada olhar, cada palavra, detalhes inusitados do cotidiano, porque o amor é para ser provado, degustado ao amanhecer, pelo entardecer e no anoitecer dos aromas diários. Todos os dias é preciso escolher amar, permitir que a cabeça (a razão) esteja em plena consonância com o coração (o gostar).

Cada amanhecer é uma página em branco que a vida nos proporciona escrever, pode ser palavras duras, rebuscadas ou escritas com uma caligrafia suave e grafia doce. Não importa! Todas as linhas conduzem o sabor do amor, onde as palavras bailam e encontram seu apogeu na exuberância do sentimento rabiscado com as tintas invisíveis do amar, pleno e intenso.

No viver do amanhecer o amor é um poema de beleza infinita, página de gratidão, cujos versos sensuais são constituídos de propostas de luz na imensidão da manhã, escrito de forma intensa, ao sabor do sentir, na partitura do relacionamento…

Cada entardecer é uma exuberante partitura na ária da vida, executada com instrumentos afinados, no sabor da confiança, no aroma da compreensão, no perfume do respeito, onde a musicalidade saborosa do amor é degustada na “orquestra” do relacionamento. O que importa? É dividi-lo com quem caminha na mesma vibração, na mesma sinfonia, desenhando na partitura, do relacionamento, as notas musicais que completam o magistral “sonho real” de saborear, amar e dedilhar os acordes da felicidade…

No viver do entardecer, desejamos o bailar dos sentimentos no sabor do olhar, na melodia equilibrada das palavras, no afinar das atitudes, na harmonia musical dos aromas perfumados pelo amor. E, se o entardecer nos oferecer uma nova partitura, apontando desafios, novas melodias, então, mudamos o instrumento, a afinação, a música, respeitando a exuberante sinfonia do amor na arte do relacionamento…

Cada anoitecer é uma infinita dança suave no eterno palco chamado relacionamento, para apresentação do saboroso amor, no florescer da intimidade dos sorrisos em devaneios, nas conversas que aquecem o sentimento, na privacidade dos momentos íntimos a reflorestar o coração desnudo. No fim, o relacionamento pode ser suave na conjunção do esvoaçar gostoso do amar, na deliciosa sensação de ter liberdade para escolher ser, estar e permanecer. Para tanto, basta que saibamos enxergar como promover essa dança, essa suave dança, que envolve os passos do ardente desejo do amor.

No viver do anoitecer, descobrimos que o desconhecido pode ser algo maravilhoso, quando nos permitirmos construi-lo corajosamente e inteiramente na integridade de nós mesmos, compreendendo que não existe mais tempo para rebeldia, tropeços, enganos, ilusões… E, se o anoitecer oferecer o palco do amor, vamos bailar no salão do amar e explodir em êxtase, ao nos esparramarmos sobre a cama, nus e selvagens, dançando ao sabor do desejo, na melodia soprada pela brisa que adentra suavemente na alma, inteiramente e intensidade no coração.

O SABOR deve permear a busca pelo AMOR, cabendo aos parceiros, primeiramente degustar o amor em suas próprias vidas e aprender a saboreá-lo, degustá-lo no rabiscar do amanhecer, na ária do entardecer, no bailar do anoitecer, para assim conduzir poeticamente os sentimentos por caminhos afetivos onde os sentidos, à flor da pele, trarão prazeres imensuráveis pelo doce sabor que possui o amor e, com isso, a sede e a fome pelo amar nunca cessarão.


Rubens Alves desnudou magnificamente a alma do poeta e vestiu seus pensamentos quando disse: “Uma das missões da poesia, é colocar palavras no lugar da dor. Não para que a dor termine, mas para que ela seja transfigurada pela beleza.”

Se você não existisse, ainda assim eu sentiria saudades de você, porque és...

Poema no amanhecer
Melodia no entardecer
Dança no anoitecer

Sol em dias de inverno 
Manhã florida de primavera
Brisa leve nas tardes de outono 
Estrela em noites de verão 

Tivesse eu outras vidas... todas seriam para amar você, de novo...E de novo...! 🐉💙🔥


Cláudio Cordeiro 🐉

Momento: Phoenix! O nome do amor

“As vezes eu queria voltar em alguns momentos da minha vida. Não pra mudar nada, só pra sentir algumas coisas duas vezes…” – Dragon 🐉

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Em sua magistral caverna, Dragon, busca o profundo significado do sentimento desafiador que envolve seus pensamentos. Debruçado na infinita enciclopédia do universo – Dragon – sabiamente, percebe na simplicidade a exuberância desse sentimento. E, na estrada longínqua do renascimento, pelo fogo da vida, compreende os “sinais” deixado pela imensurável beleza sentida, conhecida… e soletrada em sete letras que despertam a magia universal do aprendizado compreendido no amar …

Plenamente sua alma numa explosão de desejos, vivendo

Hoje o renascer ardente em um

Olhar singelo e inteiro na

Estrada encantada do sentimento que ilumina a

Noite mágica do coração pleno de

Intensidade, sedento de prazer, encobertos pelo

Xale da sensualidade e pelas loucuras do dia-a-dia.


“Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado…

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados…

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite…

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado…

Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela…

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.

Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!”

Carlos Drummond de Andrade


Cláudio Cordeiro 🐉

Momento: Eu me Levanto!

“Quando você sai de uma tempestade, não é a mesma pessoa que entrou. Esse é o propósito da tempestade… da vida.” – Dragon 🐉

Quanto mais nos distanciamos dos valores edificantes, da magistral intimidade do amar, daquilo que nos encanta em função do que é puramente conveniente ou simplesmente permitido, escolhido, o amor se esvai em seu sentido e os momentos mágicos a dois se tornam silêncios de intensos ruídos.

É preciso estar sempre em vigilância e atento as escolhas que não fizemos, mas nos permitimos seguir.

Então… mantenha-se sempre leal ao que te encanta, a sua essência, a seus sentimentos e viva plenamente a intensidade do amor, a inteireza do momento, sendo integro e verdadeiro consigo mesmo e com seu companheiro.

“É importante não perder de vista as coisas que te encantam, pois ali há um pouco da tua essência”.


Posso ser inscrito no livro da memória, no momento da história, na página amarga da ilusão, com mentiras amargas do olhar, ouvir e falar. Posso deitar no pó do amargor, mas ainda assim, como o pó, vou me levantar.

No Planalto da vida “vazia” ecoa a vingança sem pudor, a maldade sem piedade. Esquecidos do perdão que pacifica, da verdade que liberta, do tempo que tudo desvela.

A dúvida é verdade… A verdade é dúvida… Não leve isso tão a mal, sou apenas um andarilho, ainda imperfeito, carregando pedras e ventos em minha pequena e antiga alma.

Olhar perdido no vazio da imensa decepção, banhei-me em lágrimas dilacerantes. Com lágrimas a banhar a face de minha alma, esbravejei enfraquecido pela dor, contemplando a lua na escuridão do infinito. Ah! Assim como a lua finita no raiar do sol, na primazia exuberante das ondas do mar, de onde se ergue a esperança… ainda assim, vou me levantar.

Posso ser fuzilado com palavras, rasgado com olhares, sufocado no ódio, derretido na insensatez, simples assim, como Dragon no ar, vou pairar, vou voar.

A liberdade, a lealdade, o respeito esvoaçaram no espaço da comunicação, aprisionados na angústia, na ansiedade, na tristeza. Porém na liberdade comunicativa das palavras, danço, bailo e paro no ar como se tivesse, asas de beija-flor.

Dos trapos costurei as páginas dessa história inimaginável, incontável e… acima de um passado, emaranhado na árvore da vida, enraizado no tempo de dor e desventuras sem iguais, em tempos idos, ressurge na força das atitudes repetidas a oportunidade perdida.

Sou uma gota no oceano da vida, vasto e irrequieto, indo e vindo contra a arrebentação… deixando para trás manhãs, tardes e noites vividos nas vozes da decepção, sons da traição, medo e sofrimento… em uma madrugada que é maravilhosamente límpida, no sereno suave das palavras paterna, tudo se esclarece, clareia e Eu me levanto.

Caminhando na estrada da vida, desviando das pedras traiçoeiras, abro as asas do perdão a esvoaçar, me erguendo acima das alturas, e assim, renasço na expressão lúcida do olhar reconhecido e amando.

Eu me levanto! e sigo adiante…



Cláudio Cordeiro 🐉

Momento: Como Folha no Outono

“Alguns momentos são inexplicáveis, outros são inesquecíveis, mas existem aqueles que são sublimes, só é possível viver isso! Vivendo!!” – Núbia Lima.

Tem dia que acordamos em poesia, desperto em sonhos, olhando as montanhas, enxergando a serração do momento, pensando num lugar desejando estar em outro.

Acordo, desperto e sonho
Abrir as asas, voar
Na intensidade do olhar 
Na inteireza do sorriso
No desejo do beijo
Na melodia do corpo
Deslizar pela sedução 
Do prazer de te ler
Inteira no amar 
Fechar as asas e
Em tua pira pousar.

Tem dia que levantamos e sentimos falta do sol, olhar, do tempo, sorriso, do vento frio, cheiro e das outras vielas por onde caminhamos descalços com suavidade.

Na mansidão do amanhecer 
Meus lábios
Sentem falta de teus beijos.

Na calmaria do dia
Meu corpo
Sente falta do toque macio de sua pele.

Na brevidade do entardecer
Meus olhos
Sentem falta do brilho de seu sorriso.

Na solidão do anoitecer
Minha alma
Sente falta do perfume de seu sabor. 

Tem dia que despertamos e revivemos lembranças das esquinas diferentes, do bom dia, do café coado no amor, que não sentimos a tempo…

Tem dia que ainda sonolentos, sonhamos com a pele roçando, bocas se beijando, no ouvido sussurrando… nossos corpos suando, se entregando e amando.

Tem dia que adormecemos no silêncio da ausência sentimos falta, saudade… uma saudade intensa “de algo inteiro” que nem se tem certeza que se viveu ou a incerteza de simplesmente ter sonhado no limiar da manhã.

Tem dia que acordamos no adormecer do amor e nos sentimos como folha solta, em dias de outono, que o vento leva magicamente pelo tempo e, mansamente deita em outras paisagens.

Vida! mágica vida!


Cláudio Cordeiro 🐉

Sensual: Um Amanhecer ao seu lado

“Importante é transformar cada momento em agradáveis recordações.” – Dragon 🐉

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Dragon Acorda! Levanta!

No momento que o meu olhar transpassa o portal do aconchegante ninho de aventuras excitantes, o encanto se faz surpreendente com tamanha beleza e Dragon fica a admirar deliciosamente o amanhecer.

Os primeiros raios de sol adentram pela janela iluminando a suavidade de seu corpo, coberto apenas por um singelo e transparente lençol, deixando transparecer toda sensualidade fogosa da Phoenix no ninho.

Phoenix ainda está a dormir.

Vagarosamente meus dedos percorrem seus lindos cachos, removendo-os, deixando seu pescoço nu, a mercê de meus lábios. Escuto um suspiro. Sinto o perfume suave de sua pele… penso poder roubar sua essência. Doce engano!

E num movimento macio, repleto de maliciosidade, Phoenix permite o lençol deslizar suavemente deixando transparecer as curvas sensuais – habilmente delineadas pela natureza – para o deleite de meu olhar ávido de prazer.

E sob o meu olhar desejoso… seu corpo balança no compasso perfeito e harmônico da respiração e dos suspiros, esbanjando sensualidade. O olhar, agora, viaja pelos caminhos estreitos e encantadores de uma delícia de mulher, fazendo pouso no abrir de seus olhos. Minhas mãos acompanham o movimento em equilíbrio. O calor de meu corpo encontrou a candura de sua pele e nossos lábios se descobriram na intimidade do encanto de um beijo.

Ela olhou, mordeu os lábios, sorriu deliciosamente pedindo o “café da manhã”…

Seu beijo doce 
Libertinamente se
Estende pelo meu corpo,
Seu olhar de malícia é
Combustível para minha
Mente fantasiar.

Delicadamente beijo
A candura de sua pele
Sua alma baila
Em gemidos sussurrados
Enquanto seu corpo dança
No baile da sedução.

Sua língua transborda
Meu desejo.

Minhas mãos “poetiza”
Seu corpo a bailar
Harpejando seus seios,
Escorregando pelo ventre
Escrevendo a fantasia
No livro do Prazer

Sua mão delicadamente
Toca meu desejo

Alcanço sua calcinha, e
Suavemente desço
Suas pernas trançam
Em minhas costas
Movimentos suaves
De plena sensualidade

Seu olhar perdido
Expressa meu desejo

No lapso
De um movimento
Num encaixe perfeito
Sinto seu calor
Intenso e inteiro
No balançar do corpo

Seu corpo meigo
Sente meu desejo

Mordendo os lábios
Delicadamente
Suas nádegas
Roçando meu corpo
No movimento suave
Do encaixe perfeito

Seus lábios deliciosos
Aquece meu desejo

Entrelaçados nos lábios
Conectados no olhar
Harmoniosos no movimento
Plenos na amorosidade
Do "café da manhã"
Explodindo em êxtase
No amar eterno


Cláudio Cordeiro 🐉

Momento: Inconfesso da Saudade

“Deixe demorar dentro da alma apenas o inconfesso desejo que alimenta a volúpia em amar seu amor.” – Dragon 🐉

Na simplicidade da Caverna, no íntimo de seus aposentos – Dragon – ainda sonolento, esparramado pela imensa cama vazia, vagueia pelo mundo dos pensamentos, na tentativa de identificar os sentimentos aflorados em seus sonhos. Observa as árvores trêmulas, pelo vento a esvoaçar as folhas, sentindo a claridade despontando no amanhecer do domingo. Saboreando intensamente o céu azul e límpido, seus desejos alçam voo, na imensidão do espaço, conduzindo sua imaginação pelos caminhos da saudade de um amor distante.

Na leveza de um movimento seu olhar percorre todo o ambiente a procura da doce presença sentida. Em vão. No ambiente apenas a solidão do sonho em pensamento. Na beleza do pensamento sentido, repleto de emoção, o desejo se faz saudade, molhado pelo orvalho das lágrimas que escorrem abundante pelo peito cheio de tristeza.

Dragon fica a conversar com seus pensamentos, tentando compreender esse sentimento que o sufoca e revive. “A sensação que invade a alma, adentrando meu ser é indescritível, não faz sentido… sinto medo e desejo, alegria e tristeza, percebo a felicidade tão perto e distante ao mesmo momento.”

E no afogar dos sentimentos incompreendidos, Dragon brada com o olhar fixo no horizonte, a dor e o desejo daquele momento:

Onde estará tão doce e meiga presença?


Hoje acordei!
Com vontade
De dizer
De olhar
De abraçar
De escutar
De tocar
De sentir
Com desejo... de sua presença.

Com desejo 
De te dizer
E ai! Que tal um “café”
E ai! Hora do “almoço”
E ai! Tem “janta” antes de dormir
Refeição completa...
E no final, apenas te olhar!

Com vontade 
De te olhar
Sentada na varanda
Vendo o entardecer 
Na cidade dos sonhos.
Sentada no sofá
Assistindo um filme.
Sentada na cama
Conversando sobre tudo e nada.
Sentada no carro
Dizendo... apenas olhando...
E no final, apenas te abraçar!

Com desejo 
De te abraçar
Intensamente ao amanhecer
Inteiramente ao entardecer
Imensamente ao anoitecer
E no final, apenas te escutar!

Com vontade 
De te escutar
Contar histórias
Reclamar, desabafar, sorrir
Falar, vamos estudar
E no final, apenas te tocar!

Com desejo 
De te tocar
No amanhecer
No tomar banho
No sair para passear
Me encantar
E no final, apenas te sentir!

Com vontade 
De te sentir
Presente em minha vida
Presente em nossa casa
Presente no próximo encontro
Presente nessa imensa saudade.

Hoje acordei! 
Com a vontade inconfessável do desejo de desejar o inconfesso desejo...
Com vontade de desejar o inconfesso desejo de te amar.

Cláudio Cordeiro 🐉