Momento: Inconfesso Desejo

"Queria ter coragem Para falar deste segredo Queria poder declarar ao mundo Este amor Não me falta vontade Não me falta desejo Você é minha vontade Meu maior desejo Queria poder gritar Esta loucura saudável Que é estar em teus braços Perdido pelos teus beijos Sentindo-me louco de desejo Queria recitar versos Cantar aos quatros ventos As palavras que brotam Você é a inspiração Minha motivação Queria falar dos sonhos Dizer os meus secretos desejos Que é largar tudo Para viver com você Este inconfesso desejo"

Carlos Drummond de Andrade


Recostado sob frondosa árvore, Dragon admira o esplendor do entardecer. Acabara de ler memorável poema do poeta mineiro – Carlos Drummond. Seus pensamentos invadem o ambiente redor, perfumando a natureza com o inconfesso desejo.

Assim como o poeta mineiro também tenho… um inconfesso desejo de revelar o AMOR…

Que sinto e decodifica minha alma expondo todas as mais secretas intenções de amar

Que vivo e inibe todos os medos de amar

Que rompeu com as barreiras do convencional, me permitindo adentrar novamente no campo da imaginação, dos sonhos de amar

Que é a mais bela energia criadora e propulsora do infinito desejo de amar

Que motivou a força interior na busca da chave que rompeu a resistência de amar

Que arrebentou as grades de uma vida sem sabor, possibilitando a liberdade de amar

Que coloriu meu mundo com cores vivas na arte transformadora de amar

Que iluminou a estrada do futuro com a luz da felicidade de amar

Que é vigoroso alicerce sustentador da construção que abriga a opulência de amar

E sua maravilhosa inspiração que alimenta meus sonhos, a cada noite, na certeza de ter encontrado o verdadeiro caminho que conduz aos detalhes da simplicidade de amar.

Nada mais inconfessável do que o desejo de desejar o inconfesso desejo…

de confessar a loucura dos secretos pensamentos de amar

de gritar a insensatez dos indefinidos modos de amar

de falar a linguagem capaz de definir os encantos de amar

de cantar a construção das notas verdadeiras e plenas do sentido de amar

de escutar o som do coração que me conduz ao delicioso prazer de amar

de olhar a felicidade que explode além das fronteiras de amar

de caminhar sendo o que sou, sendo livre e tendo a liberdade de amar

de viver no pensamento e ser amado na plenitude do sentimento de amar

E hoje…

Confesso meu inconfessável desejo de descobrir quando é agora o melhor momento para amar Amar a encantadora Phoenix.

… AGORA É O MELHOR MOMENTO DE SEMPRE AMAR… PHOENIX. 🐉💙🔥


Cláudio Cordeiro

E você já descobriu AGORA quando é o melhor momento para AMAR?

Momento: Corpo e Alma

“Explicar o que sentimos por uma pessoa especial e por quem nos apaixonamos sob os termos estritos da química do amor é subtrair a magia do assunto. ” – Albert Einstein

Phoenix!

Eu me perco na picante sensualidade de seu corpo,

E me encontro na doce suavidade de sua alma.


Indescritível! Exuberante!
A Sensação que desperta em meu corpo, minha alma

Ao despir seu corpo suavemente
Amando-o intensamente.

Ao sensualmente cativar sua alma
Contemplando-a inteiramente.


Me encanta! Me seduz!
O exato momento 
Que nossos pensamentos se tornam um.

No proceder irreverente do seu corpo
Que fica a me provocar
Solicitando carícias e afagos.

No olhar despretensioso de sua alma
Que permanece a me convidar
Desejosa de carinho e amor.

Phoenix!

Eu me perco nas tortuosas e prazerosas curvas de seu corpo,

E me encontro na saborosa ingenuidade de sua alma.


Indescritível! Exuberante!
A Sensação que desperta em meu corpo, minha alma

Ao tatear seu corpo delicadamente,
Com beijos e suspiros
Enlaçando seus lábios
Em minha Alma

Ao navegar sua alma calmamente,
Com olhares e sorrisos
Conduzindo seus desejos
Em meu corpo.


Me encanta! Me seduz!
O exato momento 
Que nossos corpos se tornam um

No balanço frenético e 
Descompassado do seu corpo
Conduzindo meu corpo
Ao mar do prazer

No perfume intenso e 
Sedutor de sua alma
Encaminhando minha alma 
Ao jardim do coração.

Onde a sensação de prazer e amor se acumpliciam


Eu me perco…

Eu me encontro…

No encantador reencontro de nossos corpos,

No inebriante reencontro de nossas almas,

Na liberdade de amar de corpo e alma – a Phoenix. 🐉💙🔥


Cláudio Cordeiro

E Você já se Encontrou na Liberdade de Amar de Corpo e Alma.

Momento: O Som da Phoenix

“A música precisa de um vazio chamado silêncio para ser ouvida. Um poema precisa do vazio da folha de papel em branco para ser escrito. É no vazio da jarra que se colocam flores.”

Rubem Alves

… e nós encontramos no vazio de um silencioso momento almejado o caminho perdido de nós mesmo.

Dragon 🐉

Em sua cova iluminada apenas pelo brilho do olhar, Dragon, sintonizava os pensamentos com a bela Phoenix. A distância! Que importa! Juntos e conectados estavam.

Deitado na maciez da aconchegante pedra marrom, as palavras sorviam facilmente por temas diversos. Falavam de tudo e tudo sentiam. Vivenciando cada pequeno sentimento e momento apresentado. Trabalho, sonhos, vida e desejos… alegremente pulavam de um a outro assunto.

E na intensidade do instante a respiração se torna ofegante, os batidos do coração estão sintonizados numa hipnose fantástica de volúpia. Dragon enlaça os pensamentos mais secretos da Phoenix, e no suspiro de um segundo adentra o ninho repleto de desejo, para enamorarem noite adentro. A sensualidade das palavras e o arder do sentimento reduzia o agora – o espaço e o tempo – na doce noite de prazer.

Sutilmente, Dragon conduz a inebriante Phoenix por caminho construído com as cores do arco-íris, iluminado por vagalumes perfumados de felicidade, até pequeno Parque, de frondosas árvores, belo e majestoso lago rodeado de flores lindíssimas e incontáveis sons, onde a natureza produziu majestosa clareira repleta de grama macia e flores do campo.

No esplendor desse cenário o prazer sem fim apoderou-se dos amantes em inconfessos desejos. E a noite se fez escura acompanhada de intensos clarões dos relâmpagos e estrondos dos trovões. Ali em meio a relva verdejante, sob a bolha do amor, os inocentes e distraídos amantes, estavam protegidos em cada movimento de sensualidade e devaneio.

O prazer foi sentido no toque de amar. O toque sentido na pele, no balanço frenético dos corpos e percebido no perfume exalado no instante mágico do êxtase. A volúpia do desejo se fez permanente em cada movimento, em busca da insustentável leveza do amor, numa explosão de sons que cantavam o infinito clímax em regalo (isso mesmo… indescritível sensação descrita. Tente sentir).

Em suas asas esplendorosas, Dragon segue com a Phoenix. Adormecida e extenuada, deita-a suavemente em seu ninho acolchoado e avermelhado.

Dragon fecha os olhos – navega no espaço e tempo – da Cova fica a observar…

O Ninho é invadido pelo vento que sopra forte a assobiar – uma cantiga doce e prazerosa – trazendo a suave chuva como orvalho a gotejar. A Phoenix inundada pelo suspirar faz do Ninho a bela pira a se queimar… enfim, Phoenix, renasceu do fogo ardente – da pira de palmeiras – em meio a notas musicadas de infinita beleza lançando o estonteante “Som do Coração”. O mais suave e doce ruído a ecoar do Ninho para a Cova…

Rápido, ligeiro…

Leve, meigo…

Encantador, surpreendente…

Escorregou baixinho, com tom de medo, pela gretinha aberta – no escorrer do orvalho no momento de prazer sobre a relva – do coração. Ecoando forte pela natureza – promovendo indescritível sensação de amor – foi conduzido pelo relâmpago iluminando o infinito momento de ser sempre agora escutado na percepção do Universo.

O Som do Coração foi assim…. A canção do amor que chegou 🐉💙🔥


“Eu não sei, não sei dizer
Mas de repente essa alegria em mim
Alegria de viver
Que alegria de viver
E de ver tanta luz, tanto azul!
Quem jamais poderia supor
Que de um mundo que era tão triste e sem cor 
Brotaria essa flor inocente
Chegaria esse amor de repente
E o que era somente um vazio sem fim
Se encheria de cores assim
Coração, põe-te a cantar
Canta o poema da primavera em flor
É o amor, o amor chegou 
Chegou enfim"

Vinicius de Moraes

Cláudio Cordeiro

Você é a canção de toda transformação!

Momento: Phoenix! Parabéns!


“Nunca é tarde demais para ser aquilo que sempre se desejou ser.”

George Eliot

Perdido em seus pensamentos, Dragon, observa da janela de sua imensa caverna, o Universo infinito e singular, com os intermináveis caminhos de luzes e cores, iluminando cada momento da caminhada na estrada do tempo… e no tempo de um sorriso, olha mais uma vez a imensidão solitária do universo, inalando o perfume inebriante do amor, trazido pelos pensamentos, molhando os olhos com a doce lágrima da saudade.

Hoje! Aportava no Universo a mais bela e estonteante presença da vida. Phoenix! Deslumbrante Phoenix!

Tempo! Tempo! Tempo!

Que anda ligeiro, na imensidão do espaço, deixando ao longo do caminho os momentos, as lembranças.
Que anda ligeiro, na estrada da natureza, enlaçando cada ser na primavera do próprio tempo.
Que anda ligeiro, na escola do sentimento, amadurecendo a convivência, diminuindo divergências, oportunizando momentos de intenso sabor, criando espaço para a paixão, na universidade do amor.
Que anda ligeiro, no palco do amor, trazendo a experiência, o encantar, o apaixonar, na beleza incontida da alma, refletida no corpo em movimento, sob o desejo descontraído.
Que anda ligeiro, na trilha da saudade, relembrando cada instante, na suavidade dos lábios, no calor do abraço, na graciosidade do sorriso, sintonizados na energia do pensamento.
Que anda ligeiro, no ciclo da vida, proporcionando no sopro da existência, a intensidade da gratidão, pelas histórias e conquistas, sabores e diversão, prazer e êxtase.
Que anda ligeiro, transformando os momentos da vida, proporcionando o transbordar da felicidade por tê-la encontrado no teatro desafiador da vida, tão bela quanto encantada permanece, comemorando mais um renascer na vida, tão singela sorrindo.

Phoenix! Hoje! O tempo que anda ligeiro, convida-nos a comemorarmos o teu despertar em mais um ciclo, na caminhada pela infinita estrada da vida e agradecermos a oportunidade de realizar a travessia dos infindáveis caminhos do aprendizado.

Mais uma primavera, no amanhecer da “cidade dos sonhos”, iluminará o jardim secreto da Phoenix. E no anoitecer deste dia especial, minha alma se libertará suavemente do corpo, percorrendo o espaço ligeiro no tempo, invadindo o jardim secreto, levado pela brisa doce do amor, e carinhosamente abraçando a Phoenix, cantarei em teus ouvidos, a melodia mágica da arte de amar.

“She’ll look at you and smile
And her eyes will say
She’s got a secret garden…” Parabéns! Felicidades! 🐉💙🔥


Cláudio Cordeiro

Filme: Como eu era antes de você

“Dizem que só é possível se admirar um jardim depois de certa idade, e acho que existe alguma verdade nisso. Provavelmente tem algo a ver com o grande ciclo da vida. Parece que há algo de miraculoso em ver o inexorável otimismo de um novo broto após a desolação do inverno, uma espécie de alegria na diversidade a cada ano, a forma como a natureza escolhe mostrar diferentes partes do jardim.”

Ontem estava assistindo, de novo, o filme – Como eu era antes de você – a emoção e sensibilidade do filme, da música – Photograph – fizeram meus pensamentos vagarem no universo do relacionamento, do amor.

Escolher a pessoa com quem decidimos dividir a vida, é uma das escolhas mais importantes (e difícil) a ser tomada, e qualquer um pode fazer sempre… e muitas vezes nos embrenhamos numa busca sem fim pela escolha da pessoa certa. É! Mas esquecemos que a “pessoa certa” simplesmente chega inesperadamente e rouba nosso tempo, nossos pensamentos e adentra nosso mundo criando o caos mais organizado a nos conduzir na trilha do amor.

Quando ignoramos isso, e erramos na escolha, a vida se colori de cinza, permanecendo sem brilho e às vezes nem percebemos…  Até acordar uma manhã e descobrir que anos se passaram… (Sei bem o que é isso…)

E a Phoenix chegou! Assim! Simplesmente assim… inesperadamente, naturalmente bagunçando os sentimentos, as convicções e desbravando caminhos infinitos de possibilidades e aprendizado. Ufa! Foi fantástico viajar ao seu lado. Sua amizade, carinho, amor trouxeram um colorido novo as estações da vida. Sua presença repleta de otimismo e certezas iluminaram o caminho em vários momentos – de alegria, tristeza, dor, felicidade, prazer e loucuras – gratidão imensa. 

Privilégio! Sim…

Quem consegue, “manter o amor na fotografia” “criando uma memória” para si mesmo “onde os olhos nunca fecham”, pode congelar o tempo e reviver os momentos, a qualquer instante. Isso é um privilégio! 

Porém, nem sempre sabemos eternizar o amor e suas conquistas, perdemos sua essência. Nem sempre valorizamos os pequenos detalhes que o torna eterno.

Bom! Espero ter valorizado, se não todos, pelo menos os fotografados pela memória do amor, que ao fechar dos olhos, os revivo no jardim do coração. Mas, talvez não tenha, porque nem sempre sentimos o aroma, nos detalhes, do momento que estamos vivenciando. Que importa! Tudo bem, porque consigo perceber que independentemente de onde esteja, o que esteja fazendo, com quem esteja, eu vou sempre, com toda força…

Verdadeiramente, completamente, inteiramente e intensamente amar, amar a Phoenix!!!  Porque…

"Amar pode curar
Amar pode remendar sua alma
E é a única coisa que eu sei
Eu juro que ficará mais fácil
Lembre-se disso em cada pedaço seu
E é a única coisa 
Que levamos conosco 
Quando morremos"
... o Amor ... 🐉💙🔥


Cláudio Cordeiro

Momento: Sabor do amor!

Em alguns momentos, eu a decepcionarei, em outros você me frustrará, mas, se tivermos coragem para reconhecer nossos erros, habilidade para sonharmos juntos e capacidade para chorarmos e recomeçarmos tudo de novo tantas vezes quantas forem necessárias, então nosso amor será imortal.

Diário de uma Paixão

Esparramado pelo sofá, no silêncio da madrugada, Dragon observa, por entre as frondosas árvores que embelezam seu jardim, a imensidão do Universo a dançar com as estrelas em desalinho. Mergulha em pensamentos desconexos relembrando os caminhos percorridos e o que se apresenta.

“Inúmeras vezes em minha vida me peguei admirando o céu estrelado de alguma janela… e com os olhos marejados de lágrimas murmurava ao vento: Que saudade sinto de casa, quero ir embora para casa. Porque tanta saudade de uma casa que nem sei qual é? Que loucura! Que saudade!

Embora soubesse as nuances do amor, por um tempo, ele permaneceu na gaveta do esquecimento. Esqueci dá importância do amar cotidiano, do amar que gera vida e alegria, do amar que constrói os momentos seguintes. Durante esse tempo permaneci entre nuvens espessas e acinzentadas do conformismo, da monotonia de uma vida sem sabor, sem gosto. Não percebia a necessidade de alimentar a vida com os sabores do amor. Não existe relacionamento que perdure se não for alimentado com toques de carinho, respeito, confiança, verdade, atos de compreensão e gentileza, tempo de qualidade, reciprocidade, ternura, palavras de gratidão, paixão… esses sabores inconfundíveis da arte de amar.

Romântico, oras sempre fui romântico. Sempre gostei do molejo da paquera, da conquista, do namoro, da dança de rosto coladinho. Cantava em gesto e olhares o amor que sentia. As cartas de amor que escrevia eram inundadas de palavras que encantavam os olhos, fazendo vibrar a alma de quem lia, porque eram escritas com o coração. E assim alimentava “os namoros” com os preciosos sabores do amor. De namoro em namoro acabei encontrando o caminho do casamento. No início da vida a dois tudo são flores, os trajetos e os movimentos eram compartilhados. Aportaram no lar os filhos – dádivas de Deus. E assim nos primeiros anos o amor foi alimentado sem que precisássemos fazer muito esforço, era como jogar uma partida de Frescobol. Mas com o passar do tempo… a partida de Frescobol virou partida de Tênis. 

Porque? Não sei. O que aconteceu? Não sei. Enquanto estamos jogando não sabemos dar respostas.

Naquele momento apenas não sabia… tudo ficou cinza e não foi porque eu não acreditasse nos retoques das pinceladas que ajudam a reforçar o colorido – perdão, entendimento, recomeço. O colorido dos sabores apenas desapareceu e o relacionamento estacionou, faltou combustível. Talvez tenhamos esquecido de passar no “posto de gasolina da vida” para reabastecer o tanque. Tramas do destino… quem sabe. Enfim, e a vida continua…

Sempre acreditei na magia do amor, até mesmo quando imaginei que ele não existia mais. Mas eu nunca pensei ser possível um amor tão inteiro e intenso. Nunca imaginei que algum dia, fosse possível ter um sentimento ainda mais pujante. Sentir e vivenciar o melhor dos sentimentos, com a alma livre, em sua completude, sem limites para sonhar, sentir e existir. Penso que, algumas vezes, somos simplesmente “idiotas”, estamos o tempo todo tentando controlar, estabelecer limites para tudo, inclusive para os sentimentos. É! “Idiotas!” É simples, para algumas coisas conseguimos estabelecer limites ou até mesmo controlá-las, então imaginamos poder fazer o mesmo para tudo. Ah! O amor! Quando se trata de sentimento tão intenso… podemos até tentar, mas isso não quer dizer que vamos conseguir. É inevitável… quando o aroma do amor resolve adentrar inesperadamente e abraçar sua alma.

Inevitável! Inevitavelmente ele chegou em um sorriso e invadiu meus pensamentos, sem pedir licença, alojou-se no coração, se apossando de minha alma. Roubou toda a razão e por um minuto a trancafiou. Minuto suficiente, para que os lábios se encontrassem num encaixe perfeito de nossas almas. Bum! E a faísca estava acessa sem permissão. Foi o suficiente para a explosão do “barco e sua ancora” e a ruptura da “gaiola de ferro”. E agora, o que fazer? Suspirar, engolir seco, correr, sorrir, gritar… novamente não sei. Estávamos livres! Libertos das paixões – prisões – que criamos para nós mesmos. Liberdade para ir sem medo. Mas me esqueci que não temos controle sobre o amor e que a “alma permanece onde se encanta”.  E a minha alma se encantou pela sua alma, e o meu amor se enamorou do seu amor. E nossos corpos se descobriram na mais perfeita sintonia. Tudo se encaixava. Mais parecia uma orquestra a tocar a mais bela sinfonia de êxtase no palco do amor.

Esse sentimento, chamado amor, foi crescendo aos poucos, mas de repente já era maior do que a minha imaginação alcançava. Era imenso e intenso. Gigante e expansivo. Não cabia mais somente em mim, e fui obrigado a abrir portas e janelas da minha alma, para que o amor se expandisse ainda mais e encontrasse a milhares de quilômetros o amor que timidamente, mas não menos intenso, se expandia da alma dela. E nesse encontro, o amor transformou o EU e VOCÊ em NÓS.

Que loucura! Que saudade! Saudade do amor! Reencontro! Recomeço! Agora sei para onde ir. Encontrei minha casa no reencontro do amor. Desde então quando olho para o céu estrelado… sinto meu pensamento fugir numa busca encantadora de momentos mágicos vivenciados e a vivenciar no pequenino e aconchegante apartamento. Toda as noites adentro em pensamento e percorro todo o seu interior – da cozinha, passando pela sala e chegando ao quarto – meus “olhos” a procuram no sofá, na banheira, no chuveiro, na varanda, e acabam por encontrá-la na exuberante cama, onde os nossos pensamentos se unem na arte de amar. E por falar em amar. Vamos tomar um café da manhã? Nutella, mel, torradas, suco de laranja, banana e morangos. Sempre um amanhecer repleto de sensações indescritíveis. Sempre que o pensamento a procura, na memória imortal do amor, sinto que estou voltando para casa… em cada pensamento uma saudade! Em cada saudade a esperança!

E hoje?

Hoje entendo a importância de alimentarmos o relacionamento todos os dias com o combustível do amor. É necessário temperá-lo continuamente caso contrário ele estaciona, fica parado, vai definhando até secar e morrer. Simplesmente se dissolve na poeira do tempo e na imensidão do espaço. E cabe a nós não deixarmos isso acontecer. Não podemos permitir que a singela mágica do amor, que nos envolve intensamente, se perder, definhar, desaparecer apenas porque “esquecemos” de abastecer o veículo, de encher o tanque com os singelos sabores do amor – toques de carinho, respeito, confiança, verdade, atos de compreensão e gentileza, tempo de qualidade, reciprocidade, ternura, palavras de gratidão, paixão – e tantos outros ainda mais suaves e saborosos. ”

Dragon adormece na saudade dos pensamentos abraçados na esperança do reencontro … 🐉💙🔥


Não há como medir
A distância do momento.
Tão longe ficamos... e,
Não chegamos!
Nem fomos!
Há um lugar comum,
Um vazio... restou,
Uma saudade ficou.

Quero ouvir
Tuas histórias
Ainda não contadas
Então! Demoras
Um pouco mais...

Ocupa meu olhar
Com a tua imagem
Meu desejo
Com tua sensualidade
Minha boca
Com teu beijo.

Acabam os sabores,
Desbotam as cores
Da poesia a ser escrita,
No livro da vida.

Então, volta!
Então, fica! 

Cláudio Cordeiro

Reflexão: Combustível do Relacionamento

“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”

Fernando Pessoa


Amanhece. A doce Phoenix perpassa o ambiente e o perfume do amor exala de seu olhar apaixonado. Dragon, olhando por cima dos ombros, visualiza seu delicioso sorriso. Envolvendo-a em seu abraço, um beijo suave em seus lábios recebe, deseja-lhe bom dia.

Observando-a em sua singela preguiça matinal, inicia um diálogo.

— O amor é o grande agente transformador da vida. Tão necessário à alma e aos relacionamentos quanto o corpo necessita do oxigênio. Tesouro imperecível que quanto mais dividimos mais multiplicamos as possibilidades de alegria e felicidade.

Fale mais Dragon, exclama a Phoenix….

— Muitos relacionamentos por surgirem fundamentados em uma relação de troca, de possessividade, de comércio pernicioso, seja pela questão financeira, pelas questões familiares ou por questões emocionais, já nascem fadados ao fracasso. Esses relacionamentos estão sempre gerando a exigência da retribuição promovendo ansiedade e angustia. Nesse contexto o amor deixa de ser espontâneo e passa a ser ocasional, interesseiro, gerador de culpa, dor e dependência.

— Esses dependentes em sua maioria são pessoas ansiosas, irrealizadas, vazias e atormentadas por paixões desenfreadas que se apegam a um amor doentio, transferindo para outrem, todos os seus conflitos na busca de uma segurança que não encontraram. Essa relação fica então no “fio da navalha”, nesse jogo de interesse onde os casais supõem que se amam, mas na realidade estão apenas se protegendo da solidão, acomodados na dependência emocional que criaram, esperando apenas o tempo… da ilusão ser desfeita.

— O amor liberta, rompe os laços das ilusões e das emoções, promove o bem-estar e não gera dependência.

— O amor é a base de sustentação e o principal ingrediente na construção de um relacionamento sólido e duradouro.

— Assim devemos gerar o hábito de amar sem negociar, sem desejo de troca, sem transferência de conflitos ou cobranças e principalmente sem interesses que não seja os de construir e crescer.

— Nenhum relacionamento sobrevive sem este combustível.

Phoenix estende um olhar carinhoso ao Dragon e o surpreende com uma pergunta:

— Quanto desse combustível você tem colocado em nosso relacionamento?

Dragon após um breve silêncio, conclui:

— O amor é espontâneo e pode ser percebido, sentido, no aroma de um sorriso ao amanhecer.

— Amar por amar. Essa conduta nos permite conhecer e compreender o companheiro e transformar a convivência num farol que ilumina a estrada do relacionamento.

— Quanto a sua pergunta… A estrada do relacionamento permanece iluminada quando o farol é abastecido ora por um, ora por outro. É preciso existir sintonia, harmonia e equilíbrio no uso deste combustível. Relacionamento se faz na reciprocidade do intangível combustível chamado amor.

Sorrindo Phoenix convida Dragon a tomar o café da manhã… 🐉💙🔥


Phoenix! Como não amar? 

Se em cada nascer do sol
Sinto o prazer no sorriso
Se em cada esconder da lua
Sinto o desejo no beijo
Se em cada momento
Sinto o encanto na presença
Se em cada café da manhã
Sinto o deleite no sabor
Se em cada respirar
Sinto o aroma do amor
Se em cada conversa
Sinto a leveza da voz

Phoenix! Como não te amar? 

A cada amanhecer
A cada anoitecer 
A cada momento
A cada café da manhã
A cada respirar
A cada conversa
Se permanece estonteante
No silêncio ausente de meus pensamentos.

Como não amar a Phoenix? Impossível!



Cláudio Cordeiro

Momento: Bilhete para Phoenix

“Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente! Se estiver tudo certo, continue! Se sentir saudades, mate-as! Se perder um amor, não se perca!… Se o achar, segure-o! Circunde-se de rosas e ame… O mais é nada.”

Fernando Pessoa

Linda e sonhadora Phoenix!

Hoje, em um dia qualquer de janeiro, enquanto as horas se esvaem ao entardecer de mais um dia, Dragon, sentado à beira da piscina, saboreando o amargo suave de um malte estupidamente gelado, busca sua companhia encantadora para um afogar de amor na calmaria da piscina.

Onde estará tão doce e meiga presença?

Porque partiste tão rápido deixando um sentimento tão intenso?

Seus olhos reviram todos os espaços a tua procura, na ânsia de encontrar sua presença. Em vão! Encontra-te nas belezas do pensamento repleto de saudade e molhado pelo orvalho das lágrimas que escorrem abundante pelo peito cheio de tristeza.

Forte e arrojado Dragon! Sua vulnerabilidade está visível nas águas límpidas e calmas, expondo o reflexo de sua nobre rebeldia e sufocante dor por uma ausência sentida. As lágrimas infinitas da saudade o torna frágil, revelando a intensidade do sentimento vivenciado.

Foram apenas 10 dias… Tempo suficiente! E o amor adormecido – no coração do Dragon – despertou e se encantou pela simplicidade do sorriso gostoso, pela profundidade do olhar expressivo, pelos lábios fartos de beijos macios e calientes da Phoenix.


Ah! o beijo… No átimo de um beijo, o primeiro beijo, um viajar profundo pelo âmago da alma, por mundos infinitos de sonhos, pensamentos, desejos que permanecerão vivos no inconsciente da eternidade.

O beijo é uma estrofe que duas bocas rimam na poesia do desejo.

No momento do beijo,
Encontro o amor em abundância,
Na alma desnuda,
No sonho translúcido,
No pensamento de um olhar,
No desejo infinito,
Da volúpia de um beijo,
Inspirando-me na singeleza profunda e suave - de seus lábios -,
Fazendo-te minha eterna poesia de desejo e prazer

E agora Dragon? Quanto tempo ficará sem a presença estonteante da Phoenix, sem sentir seus beijos, sem olhar seu olhar. Quanto tempo? Talvez para sempre… Talvez Dragon, tenha sido apenas um “agora” no espaço do tempo de 10 dias indescritíveis.

E agora Dragon? Como compreender esse sentimento inconsequente e repleto de dualidade. Que sufoca e ao mesmo tempo abre os pulmões a mais bela respiração. Que amedronta e ao mesmo tempo revela uma sintonia geradora de confiança e segurança. Que foi descoberto agora e ao mesmo tempo já existia antes da descoberta. Que traz a sensação de já ter voado pelo universo infinito do sentimento ao lado da Phoenix desde o princípio dos tempos.

E agora Dragon? Como compreender essa sensação indescritível que invade a mente se espalhando pelo corpo estremecido. Não faz sentido… sentir medo e desejo, alegria e tristeza, perceber a felicidade tão perto e tão distante.


O copo transbordou com a espuma saborosa do malte…. Sorvendo o liquido, em um gole, e na vã tentativa de desmanchar o reflexo da ausência sentida, despertando de um sonho vivido, para voltar a ser quem é… Dragon compreendeu! Jamais voltará a ser quem era, a faísca da transformação foi acessa e suas assas começaram a crescer. Voe! Voe!

E repentinamente, Dragon, deslizou pela borda iluminada da piscina em um mergulho profundo, intenso e inteiro, na experiência de ser livre, estar livre e se sentir livre, embora atado a incompreensão do sentimento nascente e indescritível. Sentia-se livre e transformado para adentrar a arte de amar e ser amado.

Ao lançar seu frondoso corpo para fora da imensa piscina, com a mente leve, sem fantasmas, o corpo molhado sendo aquecido pelos raios dourados do sol, acreditou, imaginou estar seu pensamento liberto da doce presença da Phoenix. Oh! Insensato e inocente Dragon! A presença forte e arrebatadora da Phoenix continuou a invadir seu pensamento, trazendo aos olhos as lágrimas de uma saudade apaixonada.

Sentado em imensa espreguiçadeira a beira da piscina, permaneceu a fitar a água balançando e transbordando a borda, se entregou e vivenciou a lembrança deliciosa e arrebatadora do reencontro de pura magia e encanto no aconchegante calor da Phoenix.

E no calor da magnifica convivência e infindável aprendizado, vislumbrou a oportunidade de caminhar novamente na estrada tortuosa e difícil do relacionamento. Num lapso de sensatez e lucidez, abriu a mente recepcionando todos os pensamentos e lembranças, envolvendo-os com a luz da emoção e do mais puro sentimento já sentido, entregou-os suavemente ao seu coração imortal.  

E o tempo se esvaiu no entardecer do dia, sob suave melodia… 🐉💙🔥

A noite iluminada pelo luar se apresentava pujante e soberba. Envolvido pela mágica energia de “Photograph“, Dragon, tranquilamente caminhava, observando o reflexo do luar nas águas límpidas e azuladas. Seu pensamento, naquele instante, abraçado na paz que fluía das profundezas de seu olhar, decidiu, harmonizado com as emoções nascentes do coração, entregar todo seu amor e desejos a doce encantadora Phoenix.

Uma certeza Dragon carregava em seu coração…  “Voltarei a vê-la… simplesmente … sinto minha alma envolver sua alma, meu coração pulsar no mesmo ritmo do seu, estamos conectados pela força motriz do Universo – o amor. Posso sentir seu calor, seu cheiro, sua respiração. Loucura! Não. São os laços invisíveis e infinito do amar.

Saudade Phoenix! Saudade Phoenix!

Simples assim! …. No reencontro de almas milenares e comprometidas no amor, tenho plena convicção de a conhecer desde antes.

You are Phoenix! I am Dragon!


Cláudio Cordeiro

Reflexão: Instante Mágico

“O amor é o espaço e o tempo medidos pelo coração.”

Marcel Proust

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar, nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam, não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você.

Mário Quintana


Ao degustar as saborosas palavras do incomparável “Mário Quintana”, Dragon esparramou-se pelo chão, fitando o céu em seu infinito azul e se deliciando com os pensamentos direcionados a adorável Phoenix… tão distante –no tempo e no espaço – mas enraizada em seu coração. Suas divagações encamparam o amor e como esperamos ansiosamente ser invadido pela mágica inebriante chamada amar. 

Interessante é que nem sempre o amor chega no momento que queremos ou desejamos. E ficamos a questionar o Universo quando vamos encontrar o grande amor, aquele alguém que chega e intensifica a nossa vida.

O amor é simplesmente a simplicidade de um momento audacioso, sofisticado e encantador. O amor chega a ser engraçado, hilário. Ele se aproxima sem pedir licença, acelera o pulsar do coração e faz tremer os pensamentos. Ficamos sem ação, porque somos surpreendidos por sua mágica nos momentos mais inesperados de forma audaz nos envolvendo nas circunstâncias mais incomuns.

Surpreendente e muitas vezes inoportuno (chega sem aviso prévio). Bom ou ruim? Sem julgamentos! O que sei é que a maioria das pessoas não consegue perceber, sentir o impacto, desse momento tão sublime e significativo. O amor é tão surpreendente que se apodera de nossa vida, transformando toda a nossa existência.

Dizem que o melhor lugar para se estar é dentro de um abraço e é bem assim que o amor chega, jogando os braços sobre nós e vai nos envolvendo dentro de um imenso e gostoso abraço. Dentro desse abraço nos perdemos e nos achamos na mais deslumbrante sinfonia de sublimes vibrações.

Dragon adormece… e voa nas assas do sublime sonho de encontrar a Phoenix…  O amor é simples assim! Sempre fazendo as flores florescerem no jardim encantado do coração e “quem vai dizer as borboletas”… não pouse, não faça ninho?

 Composição: Fábio Caetano / Marcelo Barbosa Barreti / Nil Bernardes.

O amor é  bem assim! Sempre fazendo o extraordinário acontecer “Quando a gente ama”. 🐉💙🔥


Cláudio Cordeiro  

Momento: Tênis ou Frescobol

“É isto que amamos nos outros: o lugar vazio que eles abrem para que ali floresçam as nossas fantasias”

Rubem Alves

A Phoenix chegou com um sorriso radiante, irresistível. Trouxe junto um perfume inebriante de uma alma suave e doce.

O encantamento foi imediato. Meu olhar encontrou seu olhar. Nossas conversas se vestiam com a qualidade da emoção, da inteligência e das experiências vivenciadas. Nos abrimos em diálogos de confiança e esperança. Inacreditável! Tão pouco tempo e tanta abertura.

Tempo! Tempo! Apenas 10 dias! Tempo suficiente para pintar os sonhos com a magia do possível e iluminar os caminhos com as luzes da realidade.

Tempo! Tempo! Apenas 10 dias! Tempo suficiente para o entrelaçar de suas almas, entre conversas magistralmente inteligentes e libertadoras, tendo como testemunha o burburinho da cidade em festa.

Tempo! Tempo! Apenas 10 dias! Tempo suficiente para o enredar de seus corpos, entre beijos e olhares desejosos de prazer, tendo como testemunhas o rock de garagem, o carro, a escada, a varanda, a praça, o pontilhão, a estação de trem, a estrada… a “cidade em seus recantos” e o amanhecer em êxtase.

Tempo! Tempo! Apenas 10 dias! Tempo suficiente para o reencontro de almas sedentas em redescobrir a arte de amar profundamente.

No anoitecer te conheci
No sorriso me perdi
Na magia do beijar
Quando percebi
Já estava a te amar

Quanta loucura…
A cada momento buscava
Em tua alma navegar
Em teu corpo caminhar
Na ânsia de amar

O beijo, que doce magia
O corpo estremecia
Numa noite sem luar
Com música a esvoaçar
No carro começar
Na varanda debruçar
Na praça esbravejar
Na estrada extasiar

No amanhecer te reconheci
No olhar me perdi
Na magia do beijar
Quando percebi
Já estava a te amar

No momento vivi
O amor que jamais pensei existir
De te reencontrar jamais vou desistir
Pois sei que sempre vou te amar
E juntos, vamos relembrar
No vazio elementar
Floresceu como delicada flor
O perfume do amor

Tempo! Tempo! Senhor da metamorfose, impulsionando o momento e todos transformando. Novos pensamentos, novos ideais, novos sonhos e uma vontade de amar interminável. As asas despontaram (Nascia o Dragon!) rompendo as grades da gaiola… As chamas reacenderam (Renascia a Phoenix!) explodindo a âncora do passado… ele voo… ela voo… e percorrendo os recantos da alma, buscavam encontrar as veias que conduziam ao coração e, assim, desatar as correntes do medo, libertando todos os sentimentos que conduzem ao amor, na ânsia de viver todo o desejo de amar e sonhar renascendo num enlaçar de energia para uma partida de frescobol. 🐉💙🔥


Relacionamento, Tênis e Frescobol

Depois de muito meditar sobre o assunto, conclui que os relacionamentos são de dois tipos: há os relacionamentos tipo Tênis e os relacionamentos tipo frescobol.

Os relacionamentos tipo Tênis são uma fonte de raiva, ressentimento e terminam sempre mal. Os relacionamentos tipo frescobol são uma fonte de alegria e tem chance de ter vida longa.

Explico-me:

Para começar uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo plenamente. Dizia ele: “Ao pensar sobre a Possibilidade de um casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: Você crê que seria capaz de conversar com esta pessoa até sua velhice? Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo, São aquelas construídas sobre a arte de conversar. “

Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E amantes inexperientes, agem contrariamente ao que pensam, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: “Eu te amo …”

Barthes advertia: “Passada a primeira confissão, ‘eu te amo’ não quer dizer mais nada. É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética.

Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma.”

O Tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E sua derrota se revela no erro seu, o outro foi Incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem uma noção exata do ponto fraco do seu adversário. E é justamente para aí que ele vai dirigir em sua cortada – palavra muito sugestiva — que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar.

O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente em um momento que o jogo não pode continuar mais, porque o adversário foi colocado fora do jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis, dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro POSSA, então, pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser um derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como uma ejaculação precoce; um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, vir e ir … E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância; começa-se tudo de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos …

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob uma forma de palavras …

Conversar é ficar batendo sonho prá cá, sonho prá lá …. Mas há casais que jogam como se jogassem tênis.

Ficam a espera do momento certo para uma cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão … O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no Frescobol é diferente, o sonho do outro é um brinquedo que DEVE ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que falar, ao outro, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor … Ninguém ganha, para que ganhem os dois.

E se deseja então, que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim.

Rubem Alves


Cláudio Cordeiro