Filme: Como eu era antes de você

“Dizem que só é possível se admirar um jardim depois de certa idade, e acho que existe alguma verdade nisso. Provavelmente tem algo a ver com o grande ciclo da vida. Parece que há algo de miraculoso em ver o inexorável otimismo de um novo broto após a desolação do inverno, uma espécie de alegria na diversidade a cada ano, a forma como a natureza escolhe mostrar diferentes partes do jardim.”

Ontem estava assistindo, de novo, o filme – Como eu era antes de você – a emoção e sensibilidade do filme, da música – Photograph – fizeram meus pensamentos vagarem no universo do relacionamento, do amor.

Escolher a pessoa com quem decidimos dividir a vida, é uma das escolhas mais importantes (e difícil) a ser tomada, e qualquer um pode fazer sempre… e muitas vezes nos embrenhamos numa busca sem fim pela escolha da pessoa certa. É! Mas esquecemos que a “pessoa certa” simplesmente chega inesperadamente e rouba nosso tempo, nossos pensamentos e adentra nosso mundo criando o caos mais organizado a nos conduzir na trilha do amor.

Quando ignoramos isso, e erramos na escolha, a vida se colori de cinza, permanecendo sem brilho e às vezes nem percebemos…  Até acordar uma manhã e descobrir que anos se passaram… (Sei bem o que é isso…)

E a Phoenix chegou! Assim! Simplesmente assim… inesperadamente, naturalmente bagunçando os sentimentos, as convicções e desbravando caminhos infinitos de possibilidades e aprendizado. Ufa! Foi fantástico viajar ao seu lado. Sua amizade, carinho, amor trouxeram um colorido novo as estações da vida. Sua presença repleta de otimismo e certezas iluminaram o caminho em vários momentos – de alegria, tristeza, dor, felicidade, prazer e loucuras – gratidão imensa. 

Privilégio! Sim…

Quem consegue, “manter o amor na fotografia” “criando uma memória” para si mesmo “onde os olhos nunca fecham”, pode congelar o tempo e reviver os momentos, a qualquer instante. Isso é um privilégio! 

Porém, nem sempre sabemos eternizar o amor e suas conquistas, perdemos sua essência. Nem sempre valorizamos os pequenos detalhes que o torna eterno.

Bom! Espero ter valorizado, se não todos, pelo menos os fotografados pela memória do amor, que ao fechar dos olhos, os revivo no jardim do coração. Mas, talvez não tenha, porque nem sempre sentimos o aroma, nos detalhes, do momento que estamos vivenciando. Que importa! Tudo bem, porque consigo perceber que independentemente de onde esteja, o que esteja fazendo, com quem esteja, eu vou sempre, com toda força…

Verdadeiramente, completamente, inteiramente e intensamente amar, amar a Phoenix!!!  Porque…

"Amar pode curar
Amar pode remendar sua alma
E é a única coisa que eu sei
Eu juro que ficará mais fácil
Lembre-se disso em cada pedaço seu
E é a única coisa 
Que levamos conosco 
Quando morremos"
... o Amor ... 🐉💙🔥


Cláudio Cordeiro

Momento: Sabor do amor!

Em alguns momentos, eu a decepcionarei, em outros você me frustrará, mas, se tivermos coragem para reconhecer nossos erros, habilidade para sonharmos juntos e capacidade para chorarmos e recomeçarmos tudo de novo tantas vezes quantas forem necessárias, então nosso amor será imortal.

Diário de uma Paixão

Esparramado pelo sofá, no silêncio da madrugada, Dragon observa, por entre as frondosas árvores que embelezam seu jardim, a imensidão do Universo a dançar com as estrelas em desalinho. Mergulha em pensamentos desconexos relembrando os caminhos percorridos e o que se apresenta.

“Inúmeras vezes em minha vida me peguei admirando o céu estrelado de alguma janela… e com os olhos marejados de lágrimas murmurava ao vento: Que saudade sinto de casa, quero ir embora para casa. Porque tanta saudade de uma casa que nem sei qual é? Que loucura! Que saudade!

Embora soubesse as nuances do amor, por um tempo, ele permaneceu na gaveta do esquecimento. Esqueci dá importância do amar cotidiano, do amar que gera vida e alegria, do amar que constrói os momentos seguintes. Durante esse tempo permaneci entre nuvens espessas e acinzentadas do conformismo, da monotonia de uma vida sem sabor, sem gosto. Não percebia a necessidade de alimentar a vida com os sabores do amor. Não existe relacionamento que perdure se não for alimentado com toques de carinho, respeito, confiança, verdade, atos de compreensão e gentileza, tempo de qualidade, reciprocidade, ternura, palavras de gratidão, paixão… esses sabores inconfundíveis da arte de amar.

Romântico, oras sempre fui romântico. Sempre gostei do molejo da paquera, da conquista, do namoro, da dança de rosto coladinho. Cantava em gesto e olhares o amor que sentia. As cartas de amor que escrevia eram inundadas de palavras que encantavam os olhos, fazendo vibrar a alma de quem lia, porque eram escritas com o coração. E assim alimentava “os namoros” com os preciosos sabores do amor. De namoro em namoro acabei encontrando o caminho do casamento. No início da vida a dois tudo são flores, os trajetos e os movimentos eram compartilhados. Aportaram no lar os filhos – dádivas de Deus. E assim nos primeiros anos o amor foi alimentado sem que precisássemos fazer muito esforço, era como jogar uma partida de Frescobol. Mas com o passar do tempo… a partida de Frescobol virou partida de Tênis. 

Porque? Não sei. O que aconteceu? Não sei. Enquanto estamos jogando não sabemos dar respostas.

Naquele momento apenas não sabia… tudo ficou cinza e não foi porque eu não acreditasse nos retoques das pinceladas que ajudam a reforçar o colorido – perdão, entendimento, recomeço. O colorido dos sabores apenas desapareceu e o relacionamento estacionou, faltou combustível. Talvez tenhamos esquecido de passar no “posto de gasolina da vida” para reabastecer o tanque. Tramas do destino… quem sabe. Enfim, e a vida continua…

Sempre acreditei na magia do amor, até mesmo quando imaginei que ele não existia mais. Mas eu nunca pensei ser possível um amor tão inteiro e intenso. Nunca imaginei que algum dia, fosse possível ter um sentimento ainda mais pujante. Sentir e vivenciar o melhor dos sentimentos, com a alma livre, em sua completude, sem limites para sonhar, sentir e existir. Penso que, algumas vezes, somos simplesmente “idiotas”, estamos o tempo todo tentando controlar, estabelecer limites para tudo, inclusive para os sentimentos. É! “Idiotas!” É simples, para algumas coisas conseguimos estabelecer limites ou até mesmo controlá-las, então imaginamos poder fazer o mesmo para tudo. Ah! O amor! Quando se trata de sentimento tão intenso… podemos até tentar, mas isso não quer dizer que vamos conseguir. É inevitável… quando o aroma do amor resolve adentrar inesperadamente e abraçar sua alma.

Inevitável! Inevitavelmente ele chegou em um sorriso e invadiu meus pensamentos, sem pedir licença, alojou-se no coração, se apossando de minha alma. Roubou toda a razão e por um minuto a trancafiou. Minuto suficiente, para que os lábios se encontrassem num encaixe perfeito de nossas almas. Bum! E a faísca estava acessa sem permissão. Foi o suficiente para a explosão do “barco e sua ancora” e a ruptura da “gaiola de ferro”. E agora, o que fazer? Suspirar, engolir seco, correr, sorrir, gritar… novamente não sei. Estávamos livres! Libertos das paixões – prisões – que criamos para nós mesmos. Liberdade para ir sem medo. Mas me esqueci que não temos controle sobre o amor e que a “alma permanece onde se encanta”.  E a minha alma se encantou pela sua alma, e o meu amor se enamorou do seu amor. E nossos corpos se descobriram na mais perfeita sintonia. Tudo se encaixava. Mais parecia uma orquestra a tocar a mais bela sinfonia de êxtase no palco do amor.

Esse sentimento, chamado amor, foi crescendo aos poucos, mas de repente já era maior do que a minha imaginação alcançava. Era imenso e intenso. Gigante e expansivo. Não cabia mais somente em mim, e fui obrigado a abrir portas e janelas da minha alma, para que o amor se expandisse ainda mais e encontrasse a milhares de quilômetros o amor que timidamente, mas não menos intenso, se expandia da alma dela. E nesse encontro, o amor transformou o EU e VOCÊ em NÓS.

Que loucura! Que saudade! Saudade do amor! Reencontro! Recomeço! Agora sei para onde ir. Encontrei minha casa no reencontro do amor. Desde então quando olho para o céu estrelado… sinto meu pensamento fugir numa busca encantadora de momentos mágicos vivenciados e a vivenciar no pequenino e aconchegante apartamento. Toda as noites adentro em pensamento e percorro todo o seu interior – da cozinha, passando pela sala e chegando ao quarto – meus “olhos” a procuram no sofá, na banheira, no chuveiro, na varanda, e acabam por encontrá-la na exuberante cama, onde os nossos pensamentos se unem na arte de amar. E por falar em amar. Vamos tomar um café da manhã? Nutella, mel, torradas, suco de laranja, banana e morangos. Sempre um amanhecer repleto de sensações indescritíveis. Sempre que o pensamento a procura, na memória imortal do amor, sinto que estou voltando para casa… em cada pensamento uma saudade! Em cada saudade a esperança!

E hoje?

Hoje entendo a importância de alimentarmos o relacionamento todos os dias com o combustível do amor. É necessário temperá-lo continuamente caso contrário ele estaciona, fica parado, vai definhando até secar e morrer. Simplesmente se dissolve na poeira do tempo e na imensidão do espaço. E cabe a nós não deixarmos isso acontecer. Não podemos permitir que a singela mágica do amor, que nos envolve intensamente, se perder, definhar, desaparecer apenas porque “esquecemos” de abastecer o veículo, de encher o tanque com os singelos sabores do amor – toques de carinho, respeito, confiança, verdade, atos de compreensão e gentileza, tempo de qualidade, reciprocidade, ternura, palavras de gratidão, paixão – e tantos outros ainda mais suaves e saborosos. ”

Dragon adormece na saudade dos pensamentos abraçados na esperança do reencontro … 🐉💙🔥


Não há como medir
A distância do momento.
Tão longe ficamos... e,
Não chegamos!
Nem fomos!
Há um lugar comum,
Um vazio... restou,
Uma saudade ficou.

Quero ouvir
Tuas histórias
Ainda não contadas
Então! Demoras
Um pouco mais...

Ocupa meu olhar
Com a tua imagem
Meu desejo
Com tua sensualidade
Minha boca
Com teu beijo.

Acabam os sabores,
Desbotam as cores
Da poesia a ser escrita,
No livro da vida.

Então, volta!
Então, fica! 

Cláudio Cordeiro

Livro: As Cinco Linguagens do Amor

“Quero que todos os dias do ano, todos os dias da vida, de meia em meia hora, de cinco em cinco minutos me digas: eu te amo.”

Carlos Drummond de Andrade

Amore

Dragon compartilhava suas reflexões com a Phoenix sobre o livro que terminará de ler.

“O amor maduro é bonito, leve, intenso, inteiro, constrói presentes perfeitos e sempre nasce quando estamos distraídos, muito distraídos, deixando marcas profundas no momento que desfrutamos de sua beleza, uma beleza livre dos delírios de jovens rebeldes.

Agora, nem todas as pessoas, mesmo as que chegaram aos 40 ou 50 anos, são capazes de construir um amor maduro, consciente e feliz. Ainda podemos observar inúmeros corações amargos… que não foram capazes de fazer a própria viagem interior para poder perdoar, e fazer das vivências passadas caminhos renovados para transitar com esperança. Porque a maturidade não é trazida pelos anos, nem pelos danos. E sim pela atitude e sabedoria das emoções vivenciadas.

O amor verdadeiro se implanta no momento em que a paixão, após vivenciada por um tempo, variando de casal para casal, sai de cena sabiamente. E é nesse momento que os cônjuges devem ter maturidade e sabedoria suficiente para manter esse amor verdadeiro.

Agora! Percebo a importância de entender perfeitamente as linguagens do amor. Esse entendimento é essencial para conseguirmos construir um relacionamento maduro, saudável e verdadeiro para que dure a eternidade de um momento.”


Recomendo a leitura do livro de Gary Chapman – As cinco linguagens do amor – nele encontramos um manancial de vivências que o autor chama de “linguagem do amor primária” que promovem o bem estar entre os parceiros promovendo um relacionamento duradouro.

Quando compreendemos a linguagem do amor primária do parceiro, conseguimos expressar o amor de forma mais eficiente promovendo um relacionamento duradouro e feliz.

Essas são as cinco linguagens do amor que mantém o “tanque cheio”:

Palavras de Afirmação;

Tempo de qualidade;

Presentes;

Atos de Serviço;

Toque físico.

Uma pessoa pode ter uma ou mais linguagens do amor e não necessariamente terá a mesma linguagem do seu companheiro.

Qual a sua linguagem primária do amor? 🐉💙🔥


Cláudio Cordeiro

Diálogo: A despedida

Dizer adeus é dizer sim ao recomeço. Herman Hesse escreveu que “ a cada chamado da vida o coração deve estar pronto para a despedida e para novo começo, com ânimo e sem lamúrias, aberto sempre para novos compromissos. Dentro de cada começar mora um encanto que nos dá forças e nos ajuda a viver. ”

A noite se esvai no amanhecer. Dragon desperta com o sol resplandecendo em seu corpo. A noite havia sido de encontro e despedida. Ainda sonolento, meio melancólico, lê a mensagem recebida naquele instante.

— Delicia te conhecer melhor…

— Até o nosso próximo encontro, seja lá quando for… Obrigada pelo perfume!!! 😘

Dragon relembra os momentos mágicos que vivenciaram, do anoitecer no pontilhão ao amanhecer na cachoeira, saboreando os beijos entre conversas intensas de experiência, compartilhando toques e desejos na entrega de seus corpos. Então, a realidade o despertou por completo. Chegou o momento da despedida. A Phoenix estava de partida para a cidade dos sonhos. Distante! Um oceano de distância.

Olhando fixamente, em direção ao horizonte, reponde a mensagem em sua própria certeza.

— … muito breve. 😃😍

— Gratidão, linda Phoenix, por permite te reencontrar e amar sem reservas, sem pudores.

— Você chegou, permaneceu por uns dias e deixou, em minha alma, a memória do sorriso refrescante, o olhar desafiador, a inteligência sedutora, a mágica suave da liberdade e o desejo de voar, voar e ser feliz. Nunca mais serei o mesmo de antes… antes fosse sempre este… que renasceu no reencontro de almas e redescobriu que tem asas.  Tenho asas… posso voar livremente, sem medo, sem dor, apenas voar e isso é fantástico.

E com a emoção estampada em seus olhos conclui:

— Voa Phoenix, rumo a cidade dos sonhos, levando nossos desejos, sonhos e nos faça renascer a cada pingo de saudade.

— Voa Phoenix, deixando a sensação de nunca estar indo.

— Voa Phoenix, permanecendo em meu amor.

— Voa Phoenix, durma, acorde, sonhe e renasça em meus braços despertando para uma partida de frescobol.

— Beijos… saudades…

Phoenix sorri disfarçadamente e responde:

— Dragon!!!

— Que lindo…

— Me fez pensar sobre a nossa pergunta inicial – porque a gente se encontrou agora? – quando disse: “Agora tenho asas… posso voar livremente, sem medo, sem dor, apenas voar e isso é fantástico.”

— Isso é liberdade!

— É bom saber que você descobriu que sempre teve asas.

— Acho que o propósito deste reencontro foi o de liberar amarras, suas e minhas…

— Libertar…

— Libertar…

— Para onde iremos voar não importa tanto, o que importa é que agora podemos voar! Muito obrigada.

— Vamos jogar muito frescobol!

— 😉

Dragon! Cerra os olhos, deixando se transportar no tempo de uma despedida, e no pensamento, com a certeza do reencontro, afirmando:

— Já estamos na partida… jogando. 🐉💙🔥


Existem momentos 
Que não se explicam...
Apenas acontecem
Lapsos no tempo 
Que se eternizam...
Na memória da alma

Existem detalhes
Que se expressam
No abraço atrevido
No beijo demorado
No toque sensual
No sorriso cativante
No olhar apaixonado
E permanecem...
Na intensidade 
Do momento

Momentos e detalhes
Que ausentes
Dá saudade
Saudade que invade
A inteireza da alma
Alma que derrama
Na imensidão da distância 
A saudade da partida.

See you soon! Love Phoenix!


Cláudio Cordeiro

Reflexão: Combustível do Relacionamento

“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”

Fernando Pessoa


Amanhece. A doce Phoenix perpassa o ambiente e o perfume do amor exala de seu olhar apaixonado. Dragon, olhando por cima dos ombros, visualiza seu delicioso sorriso. Envolvendo-a em seu abraço, um beijo suave em seus lábios recebe, deseja-lhe bom dia.

Observando-a em sua singela preguiça matinal, inicia um diálogo.

— O amor é o grande agente transformador da vida. Tão necessário à alma e aos relacionamentos quanto o corpo necessita do oxigênio. Tesouro imperecível que quanto mais dividimos mais multiplicamos as possibilidades de alegria e felicidade.

Fale mais Dragon, exclama a Phoenix….

— Muitos relacionamentos por surgirem fundamentados em uma relação de troca, de possessividade, de comércio pernicioso, seja pela questão financeira, pelas questões familiares ou por questões emocionais, já nascem fadados ao fracasso. Esses relacionamentos estão sempre gerando a exigência da retribuição promovendo ansiedade e angustia. Nesse contexto o amor deixa de ser espontâneo e passa a ser ocasional, interesseiro, gerador de culpa, dor e dependência.

— Esses dependentes em sua maioria são pessoas ansiosas, irrealizadas, vazias e atormentadas por paixões desenfreadas que se apegam a um amor doentio, transferindo para outrem, todos os seus conflitos na busca de uma segurança que não encontraram. Essa relação fica então no “fio da navalha”, nesse jogo de interesse onde os casais supõem que se amam, mas na realidade estão apenas se protegendo da solidão, acomodados na dependência emocional que criaram, esperando apenas o tempo… da ilusão ser desfeita.

— O amor liberta, rompe os laços das ilusões e das emoções, promove o bem-estar e não gera dependência.

— O amor é a base de sustentação e o principal ingrediente na construção de um relacionamento sólido e duradouro.

— Assim devemos gerar o hábito de amar sem negociar, sem desejo de troca, sem transferência de conflitos ou cobranças e principalmente sem interesses que não seja os de construir e crescer.

— Nenhum relacionamento sobrevive sem este combustível.

Phoenix estende um olhar carinhoso ao Dragon e o surpreende com uma pergunta:

— Quanto desse combustível você tem colocado em nosso relacionamento?

Dragon após um breve silêncio, conclui:

— O amor é espontâneo e pode ser percebido, sentido, no aroma de um sorriso ao amanhecer.

— Amar por amar. Essa conduta nos permite conhecer e compreender o companheiro e transformar a convivência num farol que ilumina a estrada do relacionamento.

— Quanto a sua pergunta… A estrada do relacionamento permanece iluminada quando o farol é abastecido ora por um, ora por outro. É preciso existir sintonia, harmonia e equilíbrio no uso deste combustível. Relacionamento se faz na reciprocidade do intangível combustível chamado amor.

Sorrindo Phoenix convida Dragon a tomar o café da manhã… 🐉💙🔥


Phoenix! Como não amar? 

Se em cada nascer do sol
Sinto o prazer no sorriso
Se em cada esconder da lua
Sinto o desejo no beijo
Se em cada momento
Sinto o encanto na presença
Se em cada café da manhã
Sinto o deleite no sabor
Se em cada respirar
Sinto o aroma do amor
Se em cada conversa
Sinto a leveza da voz

Phoenix! Como não te amar? 

A cada amanhecer
A cada anoitecer 
A cada momento
A cada café da manhã
A cada respirar
A cada conversa
Se permanece estonteante
No silêncio ausente de meus pensamentos.

Como não amar a Phoenix? Impossível!



Cláudio Cordeiro

Momento: Bilhete para Phoenix

“Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente! Se estiver tudo certo, continue! Se sentir saudades, mate-as! Se perder um amor, não se perca!… Se o achar, segure-o! Circunde-se de rosas e ame… O mais é nada.”

Fernando Pessoa

Linda e sonhadora Phoenix!

Hoje, em um dia qualquer de janeiro, enquanto as horas se esvaem ao entardecer de mais um dia, Dragon, sentado à beira da piscina, saboreando o amargo suave de um malte estupidamente gelado, busca sua companhia encantadora para um afogar de amor na calmaria da piscina.

Onde estará tão doce e meiga presença?

Porque partiste tão rápido deixando um sentimento tão intenso?

Seus olhos reviram todos os espaços a tua procura, na ânsia de encontrar sua presença. Em vão! Encontra-te nas belezas do pensamento repleto de saudade e molhado pelo orvalho das lágrimas que escorrem abundante pelo peito cheio de tristeza.

Forte e arrojado Dragon! Sua vulnerabilidade está visível nas águas límpidas e calmas, expondo o reflexo de sua nobre rebeldia e sufocante dor por uma ausência sentida. As lágrimas infinitas da saudade o torna frágil, revelando a intensidade do sentimento vivenciado.

Foram apenas 10 dias… Tempo suficiente! E o amor adormecido – no coração do Dragon – despertou e se encantou pela simplicidade do sorriso gostoso, pela profundidade do olhar expressivo, pelos lábios fartos de beijos macios e calientes da Phoenix.


Ah! o beijo… No átimo de um beijo, o primeiro beijo, um viajar profundo pelo âmago da alma, por mundos infinitos de sonhos, pensamentos, desejos que permanecerão vivos no inconsciente da eternidade.

O beijo é uma estrofe que duas bocas rimam na poesia do desejo.

No momento do beijo,
Encontro o amor em abundância,
Na alma desnuda,
No sonho translúcido,
No pensamento de um olhar,
No desejo infinito,
Da volúpia de um beijo,
Inspirando-me na singeleza profunda e suave - de seus lábios -,
Fazendo-te minha eterna poesia de desejo e prazer

E agora Dragon? Quanto tempo ficará sem a presença estonteante da Phoenix, sem sentir seus beijos, sem olhar seu olhar. Quanto tempo? Talvez para sempre… Talvez Dragon, tenha sido apenas um “agora” no espaço do tempo de 10 dias indescritíveis.

E agora Dragon? Como compreender esse sentimento inconsequente e repleto de dualidade. Que sufoca e ao mesmo tempo abre os pulmões a mais bela respiração. Que amedronta e ao mesmo tempo revela uma sintonia geradora de confiança e segurança. Que foi descoberto agora e ao mesmo tempo já existia antes da descoberta. Que traz a sensação de já ter voado pelo universo infinito do sentimento ao lado da Phoenix desde o princípio dos tempos.

E agora Dragon? Como compreender essa sensação indescritível que invade a mente se espalhando pelo corpo estremecido. Não faz sentido… sentir medo e desejo, alegria e tristeza, perceber a felicidade tão perto e tão distante.


O copo transbordou com a espuma saborosa do malte…. Sorvendo o liquido, em um gole, e na vã tentativa de desmanchar o reflexo da ausência sentida, despertando de um sonho vivido, para voltar a ser quem é… Dragon compreendeu! Jamais voltará a ser quem era, a faísca da transformação foi acessa e suas assas começaram a crescer. Voe! Voe!

E repentinamente, Dragon, deslizou pela borda iluminada da piscina em um mergulho profundo, intenso e inteiro, na experiência de ser livre, estar livre e se sentir livre, embora atado a incompreensão do sentimento nascente e indescritível. Sentia-se livre e transformado para adentrar a arte de amar e ser amado.

Ao lançar seu frondoso corpo para fora da imensa piscina, com a mente leve, sem fantasmas, o corpo molhado sendo aquecido pelos raios dourados do sol, acreditou, imaginou estar seu pensamento liberto da doce presença da Phoenix. Oh! Insensato e inocente Dragon! A presença forte e arrebatadora da Phoenix continuou a invadir seu pensamento, trazendo aos olhos as lágrimas de uma saudade apaixonada.

Sentado em imensa espreguiçadeira a beira da piscina, permaneceu a fitar a água balançando e transbordando a borda, se entregou e vivenciou a lembrança deliciosa e arrebatadora do reencontro de pura magia e encanto no aconchegante calor da Phoenix.

E no calor da magnifica convivência e infindável aprendizado, vislumbrou a oportunidade de caminhar novamente na estrada tortuosa e difícil do relacionamento. Num lapso de sensatez e lucidez, abriu a mente recepcionando todos os pensamentos e lembranças, envolvendo-os com a luz da emoção e do mais puro sentimento já sentido, entregou-os suavemente ao seu coração imortal.  

E o tempo se esvaiu no entardecer do dia, sob suave melodia… 🐉💙🔥

A noite iluminada pelo luar se apresentava pujante e soberba. Envolvido pela mágica energia de “Photograph“, Dragon, tranquilamente caminhava, observando o reflexo do luar nas águas límpidas e azuladas. Seu pensamento, naquele instante, abraçado na paz que fluía das profundezas de seu olhar, decidiu, harmonizado com as emoções nascentes do coração, entregar todo seu amor e desejos a doce encantadora Phoenix.

Uma certeza Dragon carregava em seu coração…  “Voltarei a vê-la… simplesmente … sinto minha alma envolver sua alma, meu coração pulsar no mesmo ritmo do seu, estamos conectados pela força motriz do Universo – o amor. Posso sentir seu calor, seu cheiro, sua respiração. Loucura! Não. São os laços invisíveis e infinito do amar.

Saudade Phoenix! Saudade Phoenix!

Simples assim! …. No reencontro de almas milenares e comprometidas no amor, tenho plena convicção de a conhecer desde antes.

You are Phoenix! I am Dragon!


Cláudio Cordeiro

Reflexão: Instante Mágico

“O amor é o espaço e o tempo medidos pelo coração.”

Marcel Proust

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar, nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam, não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você.

Mário Quintana


Ao degustar as saborosas palavras do incomparável “Mário Quintana”, Dragon esparramou-se pelo chão, fitando o céu em seu infinito azul e se deliciando com os pensamentos direcionados a adorável Phoenix… tão distante –no tempo e no espaço – mas enraizada em seu coração. Suas divagações encamparam o amor e como esperamos ansiosamente ser invadido pela mágica inebriante chamada amar. 

Interessante é que nem sempre o amor chega no momento que queremos ou desejamos. E ficamos a questionar o Universo quando vamos encontrar o grande amor, aquele alguém que chega e intensifica a nossa vida.

O amor é simplesmente a simplicidade de um momento audacioso, sofisticado e encantador. O amor chega a ser engraçado, hilário. Ele se aproxima sem pedir licença, acelera o pulsar do coração e faz tremer os pensamentos. Ficamos sem ação, porque somos surpreendidos por sua mágica nos momentos mais inesperados de forma audaz nos envolvendo nas circunstâncias mais incomuns.

Surpreendente e muitas vezes inoportuno (chega sem aviso prévio). Bom ou ruim? Sem julgamentos! O que sei é que a maioria das pessoas não consegue perceber, sentir o impacto, desse momento tão sublime e significativo. O amor é tão surpreendente que se apodera de nossa vida, transformando toda a nossa existência.

Dizem que o melhor lugar para se estar é dentro de um abraço e é bem assim que o amor chega, jogando os braços sobre nós e vai nos envolvendo dentro de um imenso e gostoso abraço. Dentro desse abraço nos perdemos e nos achamos na mais deslumbrante sinfonia de sublimes vibrações.

Dragon adormece… e voa nas assas do sublime sonho de encontrar a Phoenix…  O amor é simples assim! Sempre fazendo as flores florescerem no jardim encantado do coração e “quem vai dizer as borboletas”… não pouse, não faça ninho?

 Composição: Fábio Caetano / Marcelo Barbosa Barreti / Nil Bernardes.

O amor é  bem assim! Sempre fazendo o extraordinário acontecer “Quando a gente ama”. 🐉💙🔥


Cláudio Cordeiro  

Momento: Tênis ou Frescobol

“É isto que amamos nos outros: o lugar vazio que eles abrem para que ali floresçam as nossas fantasias”

Rubem Alves

A Phoenix chegou com um sorriso radiante, irresistível. Trouxe junto um perfume inebriante de uma alma suave e doce.

O encantamento foi imediato. Meu olhar encontrou seu olhar. Nossas conversas se vestiam com a qualidade da emoção, da inteligência e das experiências vivenciadas. Nos abrimos em diálogos de confiança e esperança. Inacreditável! Tão pouco tempo e tanta abertura.

Tempo! Tempo! Apenas 10 dias! Tempo suficiente para pintar os sonhos com a magia do possível e iluminar os caminhos com as luzes da realidade.

Tempo! Tempo! Apenas 10 dias! Tempo suficiente para o entrelaçar de suas almas, entre conversas magistralmente inteligentes e libertadoras, tendo como testemunha o burburinho da cidade em festa.

Tempo! Tempo! Apenas 10 dias! Tempo suficiente para o enredar de seus corpos, entre beijos e olhares desejosos de prazer, tendo como testemunhas o rock de garagem, o carro, a escada, a varanda, a praça, o pontilhão, a estação de trem, a estrada… a “cidade em seus recantos” e o amanhecer em êxtase.

Tempo! Tempo! Apenas 10 dias! Tempo suficiente para o reencontro de almas sedentas em redescobrir a arte de amar profundamente.

No anoitecer te conheci
No sorriso me perdi
Na magia do beijar
Quando percebi
Já estava a te amar

Quanta loucura…
A cada momento buscava
Em tua alma navegar
Em teu corpo caminhar
Na ânsia de amar

O beijo, que doce magia
O corpo estremecia
Numa noite sem luar
Com música a esvoaçar
No carro começar
Na varanda debruçar
Na praça esbravejar
Na estrada extasiar

No amanhecer te reconheci
No olhar me perdi
Na magia do beijar
Quando percebi
Já estava a te amar

No momento vivi
O amor que jamais pensei existir
De te reencontrar jamais vou desistir
Pois sei que sempre vou te amar
E juntos, vamos relembrar
No vazio elementar
Floresceu como delicada flor
O perfume do amor

Tempo! Tempo! Senhor da metamorfose, impulsionando o momento e todos transformando. Novos pensamentos, novos ideais, novos sonhos e uma vontade de amar interminável. As asas despontaram (Nascia o Dragon!) rompendo as grades da gaiola… As chamas reacenderam (Renascia a Phoenix!) explodindo a âncora do passado… ele voo… ela voo… e percorrendo os recantos da alma, buscavam encontrar as veias que conduziam ao coração e, assim, desatar as correntes do medo, libertando todos os sentimentos que conduzem ao amor, na ânsia de viver todo o desejo de amar e sonhar renascendo num enlaçar de energia para uma partida de frescobol. 🐉💙🔥


Relacionamento, Tênis e Frescobol

Depois de muito meditar sobre o assunto, conclui que os relacionamentos são de dois tipos: há os relacionamentos tipo Tênis e os relacionamentos tipo frescobol.

Os relacionamentos tipo Tênis são uma fonte de raiva, ressentimento e terminam sempre mal. Os relacionamentos tipo frescobol são uma fonte de alegria e tem chance de ter vida longa.

Explico-me:

Para começar uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo plenamente. Dizia ele: “Ao pensar sobre a Possibilidade de um casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: Você crê que seria capaz de conversar com esta pessoa até sua velhice? Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo, São aquelas construídas sobre a arte de conversar. “

Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E amantes inexperientes, agem contrariamente ao que pensam, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: “Eu te amo …”

Barthes advertia: “Passada a primeira confissão, ‘eu te amo’ não quer dizer mais nada. É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética.

Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma.”

O Tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E sua derrota se revela no erro seu, o outro foi Incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem uma noção exata do ponto fraco do seu adversário. E é justamente para aí que ele vai dirigir em sua cortada – palavra muito sugestiva — que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar.

O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente em um momento que o jogo não pode continuar mais, porque o adversário foi colocado fora do jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis, dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro POSSA, então, pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser um derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como uma ejaculação precoce; um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, vir e ir … E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância; começa-se tudo de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos …

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob uma forma de palavras …

Conversar é ficar batendo sonho prá cá, sonho prá lá …. Mas há casais que jogam como se jogassem tênis.

Ficam a espera do momento certo para uma cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão … O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no Frescobol é diferente, o sonho do outro é um brinquedo que DEVE ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que falar, ao outro, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor … Ninguém ganha, para que ganhem os dois.

E se deseja então, que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim.

Rubem Alves


Cláudio Cordeiro

Diálogos: Saber e Acreditar

“A vida é um poema de beleza infinita, página de gratidão, cujos versos sensuais são constituídos de propostas de luz na imensidão da noite, escrito de forma intensa na partitura da natureza.”

Dragon

Dragon caminha na finitude dos próprios pensamentos, num diálogo interno, sobre as questões da vida e sua repentina mania de proporcionar momentos inquietantes em surpresas fascinantes.

“ A vida, em certos momentos, invariavelmente nos convida a descrença no “Ser Humano”, a desconfiar na existência do amor, a acreditar na solidão como estrada segura. E, no momento que mais acreditei estar caminhando nesse deserto sombrio, de descrença e desconfiança, eis que surge, em passos lentos, em caminho paralelo, a adorável Phoenix. Nos conhecíamos, entretanto, não percebíamos a existência um do outro, e mesmo assim, na celeridade do cruzar de nossos olhos, minha alma foi invadida pela faísca inquietante do desejo. Sentia um queimar interno, embaralhando os pensamentos. Não compreendia a dualidade da sensação sentida, pois naquele instante não existia aspiração, nem intenção e, ainda assim, uma sensação de inquietude na alma me invadia.

Sentia ter encontrado. Sabia que não estava procurando. Não entendia essa dualidade! Apenas sentia, sabia. Não acreditava que o Universo, em momento tão singular de inquietude intima e descrença, fosse capaz de proporcionar, tão fascinante surpresa.

E no lapso de um momento de lucidez, o óbvio vem à tona, e percebo que em meio aos encontros e desencontros das emoções, sentimentos, pessoas existem, que “chegam”, outras “passam”, de alguma forma por nossa vida e jamais são esquecidas. Mas, apenas uma permanece guardada na mais gostosa e suave lembrança, ou na mais bela e doce ferida através dos laços invisíveis do amor sem fim. “

Phoenix, sentindo os pensamentos de Dragon, envia-lhe uma mensagem, iniciando breve diálogo.

— Se lembra da nossa conversa sobre a diferença entre “saber” e “acreditar”?

— Achei interessante esta da Clarice…

“ Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender… Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo. ”

Clarice Lispector

— É mais sobre “entender”, mas interessante também.

Dragon:

— Muito interessante… Depois da nossa conversa, uma das coisas em que acredito é: não preciso ter medo. Não preciso entender a dualidade do sentimento. Preciso apenas acreditar na possibilidade e recebê-lo com a alma livre de crenças sufocantes. O que realmente importa é o que sinto, sei e acredito. Entender…

— O que verdadeiramente importa! É viver a vida em sua plenitude… acreditando nas surpresas fascinantes da vida.

Phoenix:

— É bem assim… Aprendemos sempre uns com os outros, sempre!

— Quando o estudante está pronto, o mestre aparece!

— Somos todos mestres e estudantes eternos.

Dragon:

— É bem assim… Já estou voando!

Phoenix:

— 😊

— ❤️❤️❤️

Dragon:

— Beijo. Saudade de seu cheiro, seu calor.

Phoenix:

— 🔥🔥🔥🤗😊


No inesperado de um encontro quero acreditar…

Acreditar!!! Que serás raiar de brisa leve.
Acreditar!!! Que serás inteira na metade de um todo.
Acreditar!!! Que serás o esplendor de um olhar ardente.
Acreditar!!! Que serás a canção mais bela a ser deliciada.
Acreditar!!! Que serás a companhia perfeita na noite escura.
Acreditar!!! Que serás a conversa que acalma a alma.
Acreditar!!! Que serás o encanto da noite pelo brilho do sorriso apaixonante.

Acreditar que serei, intenso e inteiro, para em seus olhos – exuberantes – enxergar, quem desejo encontrar e amar. 🐉💙🔥


Cláudio Cordeiro

Reflexão: O Sorriso

“Toda mulher leva um sorriso no rosto e mil segredos no coração.”

Clarice Lispector

Phoenix! Seu Sorriso, meu encanto.

no instante de um momento captado, por entre a multidão de pessoas, a Phoenix irradia aquele sorriso imenso de alegria e intenso de felicidade…

O sorriso… este esticar dos lábios, exibindo majestosamente os dentes, alterando complemente a expressão facial, é um fator preponderante da alegria e fundamental na arte de ser feliz. A felicidade, normalmente, no dia a dia, vem expressa no mais belo sorriso.

Phoenix! Seus olhares são mágicos e repletos de sorrisos estonteantes, mas seu coração transborda mil segredos.

Sorria, sorria e sorria…  adorável Phoenix!

Porque o sorriso… é interpretado como um estado de alegria, contagiando a todos;

Porque o sorriso… provoca otimismo, positivismo em seu entorno, promovendo um ambiente alegre e confiante;

Porque o sorriso… gera um relaxamento das tensões e harmoniza o ser, dando a sensação de paz, que transborda contagiando o ambiente, as pessoas;

Porque o sorriso… motiva a confiança, pois normalmente enxergamos por trás de um sorriso a amizade florescer;

Porque o sorriso… permite aos olhos enxergar a leveza da alma.

Porque o sorriso… aquiesce viver melhor, mais alegre e feliz.

Porque o sorriso amplia o mundo diante do olhar, tornando tudo mais alegre, colorido e agradável.

Sorria, sorria e sorria…   encantadora Phoenix!

Porque o sorriso… Ah! seu sorriso encantou meu olhar, iluminando minha alma na solidão de uma noite, em meio a tanto burburinho.

Simples assim!!! 🐉💙🔥

No primeiro olhar
Deu pra imaginar
Vai acontecer
Tentei evitar
Mas ao desviar
Vi um céu de estrelas
E ao sorrir, que luz
Seu riso tem uma luz
Que ninguém mais traduz
Só o luar
Chegou pra ficar, pra iluminar
E me enlouquecer

Ao se aproximar
Não deu pra negar
Não pude esconder
Li no seu olhar
Estava escrito lá
Até nas estrelas
E ao sorrir, que luz
Que brilho ela possui
Meu Deus, ela seduz
Com seu olhar
Veio pra ficar
Pra me encantar
E me envolver

Loucos pra sonhar
Foram se entregar
Sem ninguém saber
Risos pelo ar
Livres para amar
Sede de viver
Não sei como foi
Mas se a vida pôs
Tudo entre nós dois
Então vai ser
E esse amor em nós
Vai sorrir após
Cada amanhecer

(Composição: Gilson Peranzzetta / Nelson Wellington)


Cláudio Cordeiro