Momento: Menina Linda!

“Amar em sua intensidade plena significa entrar em contato com fragilidades e vulnerabilidades que possuímos.” – Dragon  🐉

Ao contrário do que pensam… nem sempre estamos a procura de beleza, de rostos bonitos e corpos sarados, que por sinal há de monte por aí. É fácil encontrar alguém para curtir, fazer sexo, estar uns dias ou simplesmente passar um tempo junto.

Difícil mesmo é achar alguém com papo interessante, ideias e opiniões valiosas que nos faz perder a noção do tempo, nos encontrando no espaço de uma conversa inteligente, madura, sincera, livre (que dá tesão de estar e permanecer) que flui sem precisar forçar.

Cada vez fica mais raro encontrar alguém verdadeiro, com beleza intensa que vem de dentro e inteira a povoar as palavras e atitudes… madura na coerência de ser si mesma, em toda exuberância da alma, do jeito, do charme, do encanto, da paz, da companhia sincera e de todas as horas.

O sabor do sentimento sincero degustamos com pessoas que são o próprio sinônimo de amor, vida e que faz acontecer no peito uma imensa gratidão que vai ao encontro do Universo e nos conduz, capacita a sermos melhores, frutos de um radiante novo momento.

A fragrância da responsabilidade emocional podemos sentir com pessoas que sabem como curar as nossas feridas mais profundas através do singelo olhar, conversa sincera, ouvido atento e abraço gentil.

O calor do compromisso afetivo percebemos nas pessoas que são alívio para o coração angustiado, que é completude quando achamos ter perdido alguns pedaços

O sonho do amor na maturidade do amar encontramos na pessoa que lê os rabiscos mais intensos de nossa alma e retiram de lá poemas inspiradores.


Ferido por tantos espinhos
Tua alma me enxergou 
Teu coração me sentiu... 
Meus olhos a leram, 
Minha alma dançou 
Na melodia do sentimento 
E as mãos caminharam 
Pelo ondular de seu corpo leve e solto...

Acredite! Menina linda!
Que serás raiar de brisa leve,
Faceira, delícia intensa.
Tormentas a me deixar desperto,
Tão certo de ser plena, 
Nas asas de um dragão.

Acredite! Menina linda!
Que serás encanto que encanta,
Faceira, sorriso fácil.
Corpo que brilha e conduz,
Boca que seduz,
No beijo de um dragão.

Acredite! Menina linda!
Que serás, a flor colhida,
No jardim do coração
Faceira, alma inteira.
Plena e verdadeira,
No olhar de um dragão.


Cláudio Cordeiro 🐉

Reflexão: Palavras!

“Que a gentileza seja a faísca que acende o sol da alma, iluminando e movimentando os pensamentos, palavras e atitudes na fogueira do dia.” -The Dragon 🐉

As palavras são tão poderosas e por muitas vezes tão pequenas, “insuficientes”, não é? 

Em uma simples palavra pode estar o mundo, a vida, os sonhos de alguém…

Em uma pequena palavra pode estar o fim do mundo, da vida, dos sonhos de outro alguém…

Interessante é que não nos apercebemos que, uma palavra, pode acabar com um dia, com uma decisão, com um sentimento, com uma história… ou pode dar força, paz, esperança…amor!

Observe!!! Nós conseguimos esquecer, com facilidade, fatos, lugares, roupas, épocas até pessoas, mas as palavras… permanecem em nossa alma a queimar cada fluído de vida e sonhos.

São tão contraditórios, tão imensuráveis os efeitos e sentidos que a palavra podem adquirir, dependendo de como a escutamos ou falamos. Precisamos aprender a ouvir, mas também a expressar (falar), ou seja, como – com qual intenção –  a “usamos” é a “chave”, é a questão! A diferença!  A bênção ou maldição.

Olhar com “olhos do coração” e enxergar além do próprio olhar… Ouvir com “ouvidos do coração” e escutar além das palavras… – Dragon 🐉

Nós já usamos (inúmeras vezes) palavras ruins e boas, e já sentimos de volta o impacto delas. E sabemos que só o tempo pode nos trazer a maturidade necessária para utilizá-las no tempo certo e interpretá-las sem o impositivo do “EU”. E até lá, vamos passar por difíceis e árduas tarefas de aprender a usar as palavras boas, e de lutar bravamente com nossa consciência para esquecer as ruins que já nos disseram ou falamos.

E, com conhecimento de causa, lhes digo que o mais difícil é esquecer… como é ruim. Algumas vezes elas entram dentro de nós e fixam como tatuagens na pele, não saem por nada, elas chegam a mudar quem somos e como vemos o mundo, tiram de nós o brilho de muitos sentimentos puros, nos tornamos uma versão de nós mesmos desgastada e mais rude, grosseira…

Nós estamos repletos de buracos feitos pelos tiros de precisão realizados por elas… as “fatídicas”. Então! O mundo ao nosso redor nos quer de volta, aquele que éramos! Os sentimentos e demonstrações que costumávamos ter! Difícil não! O engraçado é que por muitas vezes as mesmas pessoas que nos “apedrejaram” serão as que vão exigir de nós o melhor… exigir a melhor parte, a brandura na reação, as melhores palavras, o melhor “amor”.

Como somos contraditórios!

Façamos essa análise: quantas pessoas já “apedrejamos” com nossas palavras? Pessoas que amamos muito, ou desejamos amar. E ficaremos nos perguntando quão desnecessário é essa vida que levamos, tiramos, roubamos, extinguimos com nossas pobres e rudes palavras.

Como pode ser diferente?

E tudo está em pequenas palavras, ditas e não ditas, boas e ruins… que podemos dizer mais ou nunca dizer…

Mais… amo você.

Mais… me desculpe.

Mais… como você está?

Mais… vai ficar tudo bem.

Mais… você consegue.

Mais… estou com você!

O menos não precisa ser nem dito… melhor né…



Cláudio Cordeiro 🐉

Momento: Somos um só! Somos Yin e Yang! Lua e Sol!

“Não importa que tipo de portal se abra diante de nós… Mesmo que nossos momentos juntos às vezes nos entristeçam, quero amar incansavelmente… e foi assim que decidi amar o destino que me escolheu. Hoje… e só por hoje. E para sempre. “ – Dragon 🐉

A dualidade de tudo que existe no universo. As duas forças fundamentais opostas e complementares que se encontram em todas as coisas:

O yin – princípio da noite, Lua, a passividade, absorção.

O yang – princípio do dia, Sol, a luz, atividade.


Quando a mágica do amor universal se fez presente 
Seus casulos se tocaram no voo perdido do universo em desalinho
No lapso do instante de um portal que se abre,
Adentrando o infinito do Universo finito
Surgem no princípio do próprio tempo do destino
Dragon e Phoenix!
Água e fogo! 
Passado e presente! 
Presente e futuro! 
Vida e morte! 
Morte e renascimento!

Parecem se conhecerem. 
Deve ter sido coincidência. 
O destino não tem coincidências. 
Ele é inevitável, por natureza. 
Tudo que parece coincidência estava fadado a acontecer,
E o que está fadado a acontecer chama-se destino.
Mas quando se percebe o seu significado, 
É sempre tarde demais. 
Dragon, demorou muito para perceber isto. 
Quando é o destino, não há coincidências. 
O destino é determinado por suas escolhas, 
Mas há momentos em que é o seu destino que lhe escolhe.

Eventos predestinados estão se desenrolando agora mesmo. 
Dragon sentiu uma premonição triste de que vai durar pouco, 
Mas decidiu amar o destino que lhe escolheu. 
Eu te amo. Ainda está fascinado pelo que disse?

Dragon estava destinado a amar a Phoenix.
Phoenix estava destinada a amar o Dragon.
Em toda possibilidade. Sempre...
Sobre e sob a vida
Um não existe sem o outro
Renascer e nascer num contínuo inexplicável
Precisam se lembrar disso.
Necessitam saber o que já lhes pertence.
É o que os conecta.
Quando se lembrarem, se reencontrarão.
Então voltarão ao início, 
Em um lugar atemporal. 
Um portal no instante do destino.

Tudo que se transforma por dentro pode ser visto por fora.
Tudo que se transforma por fora jamais é sentido por dentro.

O tempo é o infinito do momento
Uma única gota d'água retém o pulso do passado, 
Um único momento retém o pulso de todos os tempos. 
O passado e o futuro.
Quem entende o momento entende todo o tempo. 
O tempo e a jornada.

Não se esqueça – Dragon - de que a vida é uma dádiva.
Ela tem infinitas incógnitas. 
Indeléveis sabores.
Inimagináveis estradas – de luz e escuridão.
Só tem uma coisa que pode ser feita a respeito. 
Se render. Sim, é preciso se render. É preciso se render a vida... 
E... Dragon! Viva... é preciso viver.

As pessoas se conectam as outras através 
Do bem ou do mal,
Do amor ou da consciência. 
Se conecte pelo fio do amor, do amor infinito.
Não pela linha da consciência, da consciência em culpa.
Se conecte pelo amor para que o Universo te proteja e cuide.
Ele vai abrir os braços e caminhar junto. 
Não apenas na alegria, felicidade ou prazer. 
Também na escuridão, tristeza e perigo.

Não fuja. 
Não tenha medo. 
Rir e chorar fazem bem. 
Aproveite. Permita o destino te escolher.
E ame o destino que te escolheu.
É a única maneira de compreender a plenitude de cada momento. 
E só então poderá viver uma vida plena.
Não tenha medo de viver e acreditar...
Mais uma vez.

Deixe que o tempo transforme 
Dragon em quem Dragon é. 
E o destino escolha 
Apenas descubra quem Dragon é 
E abra suas asas para a vida. Voe...
Quando fizer isso, sua alma acenderá e ascenderá.
É assim que você se torna um, com você e com o mundo
Com o Universo e todo o resto.
Contanto que você não pare de perguntar.
Nunca se canse de fazer essa pergunta pelo resto da vida.
Quem é você?
You're the Dragon!!!


Cláudio Cordeiro 🐉

Espiritualidade: Atitudes na Escuridão

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As resoluções, atitudes que tomamos com o pensamento em desalinho, em desequilíbrio emocional inevitavelmente atrairá o remorso e a dor. Durante os momentos de escuridão emocional, mental as quedas são quase inevitáveis.

Cuidado! Observe os sinais!

Atitudes irrefletidas são geradas nas profundezas do desespero;

Atitudes violentas estão escondidas na escuridão da irritação;

Atitudes de maldade intencional são tramadas e executadas durante a negritude do ódio;

Atitudes vingativas estão escondidas sob manto tenebroso da mágoa;

Atitudes que denigrem e caluniam nascem do charco pútrido da inveja, do ciúme.

Atitudes autocidas tem gênese no abismo negro da ansiedade destruidora.


Quando a nevoa escura da desarmonia interior se aproximar e começar a encobrir seus pensamentos distorcendo suas emoções…

NÃO REAJA, PARE! REFLITA!… Uma reação impensada é condutora do carro desgovernado da culpa.

Quando a tempestade do desequilíbrio e descontrole emocional se fizer presente…

NÃO FALE, PARE! REFLITA!… Uma palavra impensada é condutora do veneno mortal do remorso.

Quando a dúvida e a tempestade chegar formando uma paisagem tormentosa e escura… Busque a luz do diálogo, da compreensão, do amor que apazígua o coração e relaxa a mente, pondo em ordem os pensamentos e as emoções, antes de qualquer tomada de decisão.

Faça luz em seu caminho antes de qualquer decisão. Liberte-se!



Cláudio Cordeiro 🐉

Momento: Um Encontro Inesperado…

“O amor é apenas a descoberta de nós mesmos nos outros, e o prazer no reconhecimento.” – Dragon 🐉

Todos que adentram o nosso limite, o rompem pra ensinar, aprender, estar, ser ou… apenas nos transformar!!! Mas existem aquelas que vem para nos despertar, fazer crescer, sorrir, bailar na melodia encantadora da vida e amar na intensidade do pensamento. Pessoas de alma pura, de brilho no olhar, de espírito leve, gestos suaves e palavras sinceras, que quando chegam trazem uma nova referência, um ponto de vista renovador, dão uma novo colorido aos nossos dias e nos incentivam a sermos “MELHORES”.

Elas nos ensinam que cada experiência pode servir para a nossa evolução espiritual e que a cada dia podemos assumir uma melhor versão de quem somos… sendo quem somos. São conexões que se estabelecem na alma pelo poder do amor.

Sua importância não está no tempo que passamos com essas pessoas, e sim no impacto que causam em nós. Pois esse tipo de sintonia não se limita ao tempo.

Todos nós em algum momento já encontramos ou encontraremos almas assim. Que são como um raio do sol, um lumiar da lua, um frescor da brisa que nos desperta da dor da decepção, da angústia do medo, da ilusão apaixonada e do sono da existência.


Um Encontro Esperado

Enquanto caminho pela estonteante estrada da vida, 
O corpo vibra no infinito movimento do desejo, 
De coração aberto, na certeza do amor encontrar.

Olho nos olhos de cada estranho da caminhada, 
E Identifico a mesma saudade que tenho, 
Do amor adormecido, desejado e esperado.

Enquanto danço na saudade infinita,
Minha alma viaja na estrada do sonho, 
Sempre procurando o coração adormecido.

Minha alma vibra na paixão ardente,
Na busca incessante do reencontro.
Do amor sentido, na estrada da vida.


Cláudio Cordeiro 🐉

Sensual: Simetria do Amanhecer

“Quando alguém sorrir para você com os olhos, se encante e viva intensamente esse olhar. Você sorriu… eu me encantei.” – Dragon 🐉

Amanhece… o som da noite, em seu sonho, ainda suspira saboroso. O frescor da manhã chega, despercebido, com a brisa úmida a invadir toda a Cova da Phoenix. Pássaros gorjeiam suave melodia, inundando o aconchegante ninho, despertando a exuberante Phoenix.

Esparramada pela cama, é um convite ao amor. Vestindo uma calcinha azul esverdeada, camiseta preta, deixando seu corpo de pela alva e suave, semidesnudo, a receber a brisa fresca. Dragon, observa, com os olhos ávidos de desejo, os detalhes do despertar tímido da amada.

Mansamente, Phoenix, enfrenta o raiar do dia, o brilho do sol a invadir seu ninho, embriagada de sono, esvoaça contra a gravidade matinal, senta sobre a pira, num renascer saboroso. Vislumbra, ainda sonhando, a expressão, curiosa e tranquila, desenhada nos traços fortes do desejoso Dragon. Se espreguiça com um gemido tímido de suavidade incomparável, desejosa, ameaça voar e se embrulhar gostosamente, sob as assas aconchegantes do amado Dragon. Mas… resiste oferecendo ao espelho um estonteante sorriso espontâneo e ao chuveiro um corpo encantador.

O desligar da água revela as magnificas e sensuais curvas do prazer. Gotas d’agua escorrem por seu corpo como folhas a deslizar sob a brisa refrescante. Os cabelos encaracolados, encharcados deitam, mansamente, sobre o ombro expondo toda a inusitada sensualidade momentânea. Uma sensação de inquietude, absorve o olhar do Dragon, seu pensamento mergulha nas profundezas do desejo despertando a volúpia do prazer visual. Um leve sorriso desponta em seus lábios, acompanhado pelo toque de suas mãos em si mesmo. Um olhar silencioso é direcionado a Phoenix, que percebe o volume do desejo, e mansamente se aproxima, mergulhando deliciosamente sem pressa, lentamente, quente, molhada, intenso.

Encostados no beiral da porta, entrada para o magnífico ninho, onde o amor se faz presente, breves delírios são sentidos. Os toques se misturam aos olhares entrelaçados entre beijos e sussurros ofegantes. A sensação experimentada é de ter o corpo acariciado como se estivéssemos sendo tocados por pétalas de rosas aromáticas. Uma sensação indescritível…

Phoenix morde levemente o lábio inferior pressionando-o firme ao sentir o escorregar dos lábios, os deslizes da língua percorrendo seu majestoso corpo em ebulição. Uma dança frenética no salão do prazer. Os corpos respondem a cada passo num encaixe perfeito. Ora Dragon, ora Phoenix… um bailar de movimentos harmoniosos nos deslizes e simétricos nas escorregadas mágicas da boca em saborosa cinesia.

Rapidamente, Dragon, adentra o quarto e observa seu corpo, pelo imenso espelho, se esparramar sobre o tapete. Phoenix dá dois passos em direção ao prazer, olhando fixamente, seu corpo desce suavemente sobre Dragon num encaixe esplendoroso. Vagarosamente, ela sente o amor adentrar seu corpo em movimento. Uma fragrância deliciosa invade o ambiente a cada pulsar, o prazer escorre em plenitude no balançar frenético e sensual. Os Sons emitidos, no templo do deleite, entoavam a mais bela sinfonia de desejo.

Seus corpos experimentam o início de um leve tremor. Observam-se pelo espelho. Sentem cada elevar e recuar dos corpos, numa dança de olhares em prazer, percebendo cada desejo, sabendo que pouco a pouco, o tremor aumentará e uma deliciosa e benéfica catástrofe acontecerá em breve: aberturas e explosões. Respiravam ofegantemente enquanto a magistral orquestra do amar os extasiava.

Phoenix saboreava toda volúpia do desejo de Dragon adentrando seu corpo úmido de prazer e excitação, provocando gemidos. Sentia o dedilhar em sua doce intimidade, tocando-lhe como alguém que entra num bosque pela primeira vez e começa a passear por todas as direções tentando mapear cada pedaço do desejo. Seus seios, rígidos, pareciam flutuar abraçados fortemente pelas mãos do Dragon. Seu olhar perdido sob as pálpebras refletia o despontar do momento.

Dragon, curva-se levemente abraçando-a num encaixar magnifico de seus desejos. O movimento é sutil e poderoso. Seus corpos estão unidos. Os olhares se revelam e os lábios entreabertos é um convite ao saboroso beijo. A percepção de que o tempo é o infinito do momento, e no próximo movimento, a deliciosa e favorita sensação seria degustada, sem querer que aquele sabor terminasse depois de lentamente apreciá-lo, os movimentos cessaram repentinamente. Cessaram para que a sensação daquele momento não terminasse rapidamente. Os olhos cobertos pelas pálpebras, tentavam perpetuar aquele sabor, aquela sensação prazerosa. Enganando o tempo, que pausou no saborear do amar, no afogar dos lábios e toques carinhosos.

Um leve movimento do Dragon foi suficiente para despertar o fogo interior da Phoenix, fazendo-a arder em brasa. Os movimentos se fizeram mais intensos e sensuais. Uma explosão de prazer estava acontecendo. Seus corpos tremiam. Respiração descompassada. Inteiramente entregues ao sabor do amor… explodiram em um orgasmo deliciosamente orquestrado.

Dragon acaricia com ternura o rosto da Phoenix, olhando profundamente em seus olhos, exclama: Gratidão por desnudar minhas emoções caminhando no jardim do sentimento, construindo pontes de amor sobre o vale do medo e por seduzir minha alma, na indelével sensação, infinita e mágica, de amar e ser amado na finitude do infinito tempo de amar. “I see You”… Phoenix! Beleza meiga, encanto mágico de um simples e intenso amanhecer.


Arrepia-me a pele
Sussurra desejos
Morde meus lábios
Faz de mim seu
Tira-me de mim
Para me encontrar
Em você.

Cláudio Cordeiro 🐉

Momento: Insensatez

“De repente a máscara cai, o rei se revela um plebeu; a bela dançarina uma velha desdentada; o virtuoso guerreiro um franzino menino. – Erasmo” 

O que é a vida senão um grande teatro ao ar livre? Quiçá uma pura ilusão? Onde o jovem retira a máscara e revela ser um velho; onde o rei revela-se um plebeu; o homem, uma mulher. A vida é uma comédia, nada mais do que isto. Iludimo-nos, esperamos, saciamo-nos, e tudo é vão, tudo é ilusão, mentira, uma sombra ou um sopro. Fazendo de Deus um mero espectador da vida, fizemos de nós mesmos os bêbados que caminham abraçados na beira do abismo da desilusão.

Inúmeros vivem e desfrutam a miséria existente entre a ilusão e a estupidez. A mistura perfeita dos mais insanos perfumes que a alma humana poderia sentir exalar; a mais perfeita caricatura, a mais linda máscara que acolhem e vestem na mais pura demonstração de insensatez que os leva para o caminho por onde querem andar: o vazio da alma. 

Enquanto o duro conhecer, seja a si mesmo ou a verdade libertadora, que como disse Salomão, traz tristeza, aborrecimento, o viver por aparências traz uma sensação ilusória de liberdade no prazer. Aqueles que iludem a si e aos outros falam da janela de suas casas, falam da janela onde a cortina esconde a parede; mas quem está sentado no sofá consegue observar muito bem o “cubículo de Raskolnikov onde achar que é, e não ser o que pensa ser, ou talvez por achar que é o que é, não ousa pensar que talvez seja aquilo que diz ser. – do Livro Crime e Castigo de Dostoiévski”

E assim talvez compreendam a mísera insignificância de um momento ilusório, no “quarto da solidão acompanhada”, na “sala repleta de um vazio intenso de sentimentos”. Até lá tudo que resta é viverem na miséria que existe entre a ilusão e a estupidez – a insensatez.

E talvez seja a insensatez que nos faz trilhar caminhos, árduos e inimagináveis, em busca do compreender… então, no raiar da madrugada, partimos em uma jornada enfurecida, enlouquecida em busca de respostas. Viramos inúmeras páginas, no livro da vida, caminhos escuros do exibicionismo, prazer, loucuras do ego em devaneio. Encontramos as respostas, , exibidas pela miséria da pequenez humana. E no fim a frustação, regada por inúmeros pensamentos e lágrimas emboladas a uma sensação de alívio e desconforto, pois descobrimos que as respostas já existiam dentro de nós.

E o interessante é que… o que tanto se busca, perde completamente o sentido, quando se acha, diante da insensatez observada. A vulgaridade das atitudes, descortina a imagem construída, quebra a magia do olhar de admiração e desejo, expondo a realidade do duro conhecer.

Compreender, entender e seguir. Tento à minha maneira. Como?

Os esquimós não usam palavras para expressar excelência. Não existe uma baleia excelente, nem um urso polar excelente. O mesmo vale para nós, míseros andarilhos em busca de si mesmo, expositores das sombras que habitam a alma. Ninguém é … perfeito. Como ensina Carl Rogers… “Cada pessoa é uma ilha em si mesma, em um sentido muito real, e só pode construir pontes em direção a outras ilhas se efetivamente desejar ser ele mesmo…”

A madrugada adentra o amanhecer, busco as estrelas cintilantes, encontro a beleza do sol a encantar os sonhos, que viajam no expresso do pensamento, pelo espaço vazio onde floresciam as fantasias… E nesse espaço que se abre – na interioridade de minha alma, e somente nela – que me sinto livre para despir de qualquer subterfúgio que utilizo para encarar as banalidades e dores do encontro. Aliás, neste momento as próprias trivialidades mudam de sentido, porque tudo que faço, por mais simples que seja, revela as bases sólidas do meu ser, do meu amor. Existe liberdade para ser e sensibilidade para sentir o que sou, porque sou e essencialmente quem sou.

E, desse modo, encontro no refúgio da intimidade de m’alma, um momento único e compreendo que só é possível estar e sentir verdadeiramente alguém, quando permitimos ser inteiros e que o outro seja o nosso eu completo, sem fugas, mentiras, enganos, medos ou restrições. Com todas as loucuras, esquisitices e sonhos, já que sem eles somos tão somente a penumbra da vida.

Assim, não vale a pena, se esconder em padrões para agradar quem não aprecia as nossas peculiaridades, pois isso traria mais vazio ao buraco que se abriu com o duro conhecer. É necessário estar desperto para ouvir aqueles que entendem das melodias da alma, já que são nestas que as nossas estranhezas mostram o seu encanto. Precisamos de pessoas que saibam interpretá-las…



Cláudio Cordeiro 🐉

Artigo: Lágrimas guardadas

“Ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.” – Augusto Cury

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O coração das boas pessoas é cheio de lágrimas guardadas

No coração das boas pessoas não cabe o sentimento de tristeza. Elas lutam pelos outros, nunca dizem não e são o melhor apoio em qualquer momento de necessidade. No entanto, quando choram o fazem escondidas porque não podem mais continuar, porque estão cansadas demais de serem fortes e suas almas necessitam dessas lágrimas para melhorar.

Esse tipo de situação de alta carga emocional é muito comum nas pessoas acostumadas a dar tudo de si por quem está ao seu redor. Chamamos essas pessoas de “boas pessoas” e, ainda que todos nós consigamos separar muito bem o que é bom e o que é ruim, existem determinadas personalidades muito mais aptas a gerar bem-estar aos outros. Assim, essas pessoas são mais sujeitas a ficarem sobrecarregadas, a se decepcionarem e a sofrerem emocionalmente.

Choramos lágrimas escondidas que ninguém vê, liberamos tensões, medos e tristezas em cantos escuros para não sermos descobertos, para que ninguém perceba que fomos feitos do mesmo material de todas as outras pessoas.

Goethe, o poeta, dramaturgo e novelista, grande especialista portanto em emoções humanas, costumava dizer que quem nunca terminou uma refeição e depois se fechou e algum lugar para chorar nunca provou o autêntico sabor da vida. As pessoas choram por muitas e diversas razões, mas há quem simplesmente o faça porque está cansado de aparentar que pode com tudo. Que é invencível.

Vamos nos aprofundar nesse aspecto.

Por que as boas pessoas choram escondidas

Falamos no início que é comum categorizar as pessoas como boas pessoas se essas têm a personalidade mais orientada para os outros do que para si mesmas. São comportamentos que encontram a felicidade fazendo o bem, dando tudo em troca de nada. É portanto um altruísmo cheio de dignidade que é muito admirável de tão humilde. Mas, por sua vez, é também muito duro para a pessoa.

Um costume muito frequente nesse tipo de perfil é que a pessoa prefere sofrer emocionalmente em solidão, ao invés de compartilhar seus sentimentos com outras pessoas. Isso se dá dessa maneira – ao menos na maioria das vezes – por vários aspectos psicológicos que foram definidos pela Universidade de Ciências da Saúde no Japão. A raiz desses comportamentos foi retratada em um interessante estudo publicado na revista médica “Library of Medicine National Institutes of Health“.

Nessa pesquisa foi analisado o trabalho de 300 enfermeiras ao longo de um ano. Segundo as próprias enfermeiras explicaram, em alguns casos elas são obrigadas a enfrentar situações muito duras, de alta carga emocional. Quando precisam desabafar, as enfermeiras preferiam fazer isso em solidão porque sentiam que era muito mais catártico, alcançavam um bem-estar mais reparador desse modo. Bastavam alguns minutos de choro em rigorosa solidão para depois voltarem para suas responsabilidades.

A psicologia das lágrimas

Choramos para nos libertar, para transformar a tensão em água salgada. Choramos para que o medo encontre o alívio e para que a tristeza se transforme em um choro capaz de consolar. A forma como fazemos isso, seja junto a alguém ou sozinhos como no caso das enfermeiras, não tem qualquer importância. O essencial é que consigamos alcançar uma cura adequada de acordo com as nossas necessidades particulares.

As lágrimas jamais serão reflexo de fraqueza, mas sim da capacidade de ser forte.

Um aspecto em que há unanimidade é que no geral são as mulheres as pessoas que costumam exercer mais o papel de cuidadoras. São elas que, com grandeza em seus corações, dão tudo a troco de nada pelos seres que amam, sejam seus filhos, seus parceiros ou suas famílias… Por isso estudos como o realizado pela Organização Holandesa para a Investigação Científica falem das lágrimas da mulher como um tipo de linguagem interior com grande utilidade emocional.

As lágrimas: biologia, psicologia e catarse

Podemos observar e entender as lágrimas desde perspectivas diferentes:

  • Segundo a biologia, existiria na verdade uma razão pela qual as mulheres têm mais facilidade na hora de chorar. A resposta está na testosterona, que no caso do homem atuaria como inibidora do choro, ao mesmo tempo em que o hormônio prolactina, muito mais elevado nas mulheres, facilita a liberação das lágrimas.
  • Para muitos psicólogos as lágrimas nos ajudam a ter uma melhor compreensão de nosso mundo interior e de nossas necessidades. Esta expressão emocional atua primeiro como um tranquilizante, para depois nos permitir ver com uma clareza mental mais adequada as nossas necessidades que não estão sendo atendidas, que requerem sem dúvida uma mudança em nosso modo de ser.
  • O poder catártico das lágrimas pode alcançar um maior benefício se recorrermos ao bom choro. Segundo os especialistas, as lágrimas emocionais liberadas durante esse processo contêm muito mais proteínas e, desse modo, têm um poder curativo no organismo da pessoa.

Para concluir, as boas pessoas costumam chorar escondidas porque desse modo conseguem um maior consolo e intimidade para poderem ser elas mesmas sem uma armadura, sem uma couraça que esconde o que está por dentro. As armaduras sempre pesam e, ainda que um bom choro tranquilize e desfaça amarguras e decepções, nunca é demais priorizar a si mesmo de vez em quando e colocar limites para atender um pouco melhor o coração que, longe de ser de pedra, é de carne, sonhos e lágrimas salgadas.

Por: Valéria Amado via http://amenteemaravilhosa.com.br/


Cláudio Cordeiro 🐉

Reflexão: Sempre Inteiro

“E eu tenho esta vida que é toda minha. Absolutamente sob minha responsabilidade. E quando eu erro, às vezes, acabo acertando. Às vezes, termino arrependida. Mas eu tento, sempre tento. E avanço mesmo quando isto significa dar uma pausa e esperar. O tempo certo é o tempo do tempo mesmo. O que é melhor nem sempre é o que se anseia avidamente. Felicidade é uma bestagem dessas: matar saudade, matar a fome com aquilo que se tem vontade, perder o medo, conquistar um amigo, encontrar um amor, mas estar totalmente inteiro no lugar que se escolheu. E querer bem: a si, ao Outro, ao Mundo… Um bem-querer que inunda tudo. E sossegar nossas paixões para, quando tivermos de lançar mão delas, nos mover com voracidade em direção àquilo que se quer, porque é justo e merecido.”- Marla de Queiroz

A Terra, pequeno ponto azul na imensidão do Universo, é uma grande escola – para o eterno aprendizado -, um fabuloso teatro – para a grande apresentação -, uma incrível orquestra – para a sublime sinfonia -,  e nós somos os aprendizes, os artistas e os músicos que através da “Majestosa Vida” temos a oportunidade de compartilhar a inteireza do ser no encontro do amor.

Para que nossas relações, sejam quais forem, possam florescer no jardim do coração, encantar o coração com amor, precisamos nos fazer inteiros, nos compreender inteiros, mesmo que repletos de cicatrizes na alma e medos intensos no coração.

Para termos um relacionamento solidificado no amor, precisamos edificar primeiramente o amor em nós mesmos, sendo inteiro no amar, caso contrário seremos apenas sombras no amor do outro.

Para construirmos um relacionamento feliz, necessitamos ser felizes sozinhos em primeiro plano, caso contrário seremos apenas sombras na felicidade alheia.

Uma relação não é feita de metades. Quando somos metades, não conseguimos saber qual a diferença entre amor e paixão, amor e desejo, amor e amizade, amor e interesse. Mas, quando somos inteiros a paixão se transforma em amor, o desejo se perde no amor, a amizade consolida o amor e o interesse se esvai para o amar sem limites.

Simples assim! Metade… é apenas metade de si mesmo. Metade… é apenas sombra no relacionamento.

Somos seres inteiros e precisamos encontrar outros seres inteiros para que possamos viver uma relação plena, extasiante em todos os sentidos.

Um relacionamento que envolve seres completos – na busca da plenitude pessoal – , há uma vibração positiva, uma interação harmoniosa em todos os sentidos, humano, espiritual e físico.

Não se contente em ser metade, nem permita que o outro assim o seja. Vamos lá! Auxilie-o a ter suas próprias asas, a ser completo, caso contrário o voo será sempre pequeno e sem brilho. Se permanecerem sendo metades não conseguiram voar além dos sonhos para visualizar o magnífico esplendor do amor que aquece a vida.

Seja inteiro, seja pleno, seja intenso… e abrace com energia, beije profundamente, ame intensamente e viva na completude da própria vida.

Um ser inteiro, não machuca, não é vítima nem algoz, é senhor (a) de sua liberdade e consciência, cuida do relacionamento, protege o ser que ama, porque compreende quanto é árduo e longo o caminho da cura.

Um ser inteiro respeita seu relacionamento, porque está pleno e não tem “sombras insatisfeitas” comandando seus vazios e seu íntimo.

Um ser inteiro – ama e deixa-se ser amado – sem medos, sem sombras, sem meias verdades, e se der medo, segue com medo mesmo!

Então, não se permita ser metade. Se não puder ser inteiro, amar… deixa ir… vá…


Não quero metades 
Sou inteiro
Não me falta, parte alguma 
Remendei-me a vida inteira

Tomei conta de mim 
Os pedaços do passado 
Já foram alinhavados 
Deixei para trás

Em remendos acarinhados 
Os guardei, não me desfiz 
Aprendi que remendos 
Também vestem...

Quero costurar momentos 
Com matizes, sentimentos 
No o crepúsculo da vida 
Já, nada mais a esperar...

Só o sentido, que darei a existência 
Quando o amor novamente 
De mansinho chegar 
A minha porta bater

Abrirei, para que possa entrar 
Não mais uma metade 
Para completar-me 
Mas em sentimento inteiro

Para somar, entrelaçar, abraçar 
Terminar a tela... pintar 
Novas vestes a bordar.
Sentimentos a doar.

Cláudio Cordeiro 🐉

Poema: Resplandecer

Apesar da distância,
O amor, sorridentemente,
Renasce a cada amanhecer
No jardim encantado do desejo
Como “tulipas” coloridas pela “tinta invisível” do prazer.

Meu amor está além dos pensamentos!
Sentidos no toque intangível,
De cada suspiro de prazer,
Vivenciado intensamente na intimidade do amar.

Meu amor está além das palavras!
Uma camisa trocada,
Um corredor de prazer,
Um toque suave,
Uma saudade sentida.

Meu amor está além do tempo!
Do Verão… no sol da varanda,
Da Primavera… nas flores da perede,
Do Outono… nas folhas do chão,
Do Inverno… na neve do banho,
Estações da intimidade nos momentos – do amar – na maturidade de ser.

Meu amor está além da poesia!
De uma letra desenhada com escolhas,
Numa linha traçada pelos sonhos,
Em uma página rabiscada com a “lapiseira do coração”.

Meu amor é
Um barco de pensamentos sentidos,
No mar de palavras desenhadas,
Pela areia do tempo,
Como poesia perfumada,
No jardim das intenções… de encantar, vivenciar, compreender, ser e amar,
Continuamente no Resplandecer Infinito (do seu) Sorriso.



Cláudio Cordeiro 🐉