Espiritualidade: Atitudes na Escurid√£o

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As resolu√ß√Ķes, atitudes que tomamos com o pensamento em desalinho, em desequil√≠brio emocional inevitavelmente atrair√° o remorso e a dor. Durante os momentos de escurid√£o emocional, mental as quedas s√£o quase inevit√°veis.

Cuidado! Observe os sinais!

Atitudes irrefletidas s√£o geradas nas profundezas do desespero;

Atitudes violentas estão escondidas na escuridão da irritação;

Atitudes de maldade intencional s√£o tramadas e executadas durante a negritude do √≥dio;

Atitudes vingativas estão escondidas sob manto tenebroso da mágoa;

Atitudes que denigrem e caluniam nascem do charco p√ļtrido da inveja, do ci√ļme.

Atitudes autocidas tem gênese no abismo negro da ansiedade destruidora.


Quando a nevoa¬†escura da desarmonia interior se aproximar e come√ßar a encobrir seus pensamentos distorcendo¬†suas emo√ß√Ķes…

N√ÉO REAJA, PARE! REFLITA!… Uma rea√ß√£o impensada √© condutora do carro desgovernado da culpa.

Quando a tempestade do desequil√≠brio e descontrole emocional se fizer presente…

N√ÉO FALE, PARE! REFLITA!… Uma palavra impensada √© condutora do veneno mortal do remorso.

Quando a d√ļvida e a tempestade chegar¬†formando¬†uma paisagem tormentosa e escura… Busque a luz do di√°logo, da compreens√£o, do amor que apaz√≠gua o cora√ß√£o e relaxa a mente, pondo em ordem os pensamentos e as emo√ß√Ķes, antes de qualquer tomada de decis√£o.

Faça luz em seu caminho antes de qualquer decisão. Liberte-se!



Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Momento: Um Encontro Inesperado…

“O amor √© apenas a descoberta de n√≥s mesmos nos outros, e o prazer no reconhecimento.” – Dragon ūüźČ

Todos que adentram o nosso limite, o rompem pra ensinar, aprender, estar, ser ou… apenas nos transformar!!! Mas existem aquelas que vem para nos despertar, fazer crescer, sorrir, bailar na melodia encantadora da vida e amar na intensidade do pensamento. Pessoas de alma pura, de brilho no olhar, de esp√≠rito leve, gestos suaves e palavras sinceras, que quando chegam trazem uma nova refer√™ncia, um ponto de vista renovador, d√£o uma novo colorido aos nossos dias e nos incentivam a sermos “MELHORES”.

Elas nos ensinam que cada experi√™ncia pode servir para a nossa evolu√ß√£o espiritual e que a cada dia podemos assumir uma melhor vers√£o de quem somos… sendo quem somos. S√£o conex√Ķes que se estabelecem na alma pelo poder do amor.

Sua import√Ęncia n√£o est√° no tempo que passamos com essas pessoas, e sim no impacto que causam em n√≥s. Pois esse tipo de sintonia n√£o se limita ao tempo.

Todos n√≥s em algum momento j√° encontramos ou encontraremos almas assim. Que s√£o como um raio do sol, um lumiar da lua, um frescor da brisa que nos desperta da dor da decep√ß√£o, da ang√ļstia do medo, da ilus√£o apaixonada e do sono da exist√™ncia.


Um Encontro Esperado

Enquanto caminho pela estonteante estrada da vida, 
O corpo vibra no infinito movimento do desejo, 
De coração aberto, na certeza do amor encontrar.

Olho nos olhos de cada estranho da caminhada, 
E Identifico a mesma saudade que tenho, 
Do amor adormecido, desejado e esperado.

Enquanto danço na saudade infinita,
Minha alma viaja na estrada do sonho, 
Sempre procurando o coração adormecido.

Minha alma vibra na paix√£o ardente,
Na busca incessante do reencontro.
Do amor sentido, na estrada da vida.


Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Sensual: Simetria do Amanhecer

“Quando algu√©m sorrir para voc√™ com os olhos, se encante e viva intensamente esse olhar. Voc√™ sorriu… eu me encantei.” – Dragon ūüźČ

Amanhece‚Ķ o som da noite, em seu sonho, ainda suspira saboroso. O frescor da manh√£ chega, despercebido, com a brisa √ļmida a invadir toda a Cova da Phoenix. P√°ssaros gorjeiam suave melodia, inundando o aconchegante ninho, despertando a exuberante Phoenix.

Esparramada pela cama, é um convite ao amor. Vestindo uma calcinha azul esverdeada, camiseta preta, deixando seu corpo de pela alva e suave, semidesnudo, a receber a brisa fresca. Dragon, observa, com os olhos ávidos de desejo, os detalhes do despertar tímido da amada.

Mansamente, Phoenix, enfrenta o raiar do dia, o brilho do sol a invadir seu ninho, embriagada de sono, esvoa√ßa contra a gravidade matinal, senta sobre a pira, num renascer saboroso. Vislumbra, ainda sonhando, a express√£o, curiosa e tranquila, desenhada nos tra√ßos fortes do desejoso Dragon. Se espregui√ßa com um gemido t√≠mido de suavidade incompar√°vel, desejosa, amea√ßa voar e se embrulhar gostosamente, sob as assas aconchegantes do amado Dragon. Mas… resiste oferecendo ao espelho um estonteante sorriso espont√Ęneo e ao chuveiro um corpo encantador.

O desligar da √°gua revela as magnificas e sensuais curvas do prazer. Gotas d‚Äôagua escorrem por seu corpo como folhas a deslizar sob a brisa refrescante. Os cabelos encaracolados, encharcados deitam, mansamente, sobre o ombro expondo toda a inusitada sensualidade moment√Ęnea. Uma sensa√ß√£o de inquietude, absorve o olhar do Dragon, seu pensamento mergulha nas profundezas do desejo despertando a vol√ļpia do prazer visual. Um leve sorriso desponta em seus l√°bios, acompanhado pelo toque de suas m√£os em si mesmo. Um olhar silencioso √© direcionado a Phoenix, que percebe o volume do desejo, e mansamente se aproxima, mergulhando deliciosamente sem pressa, lentamente, quente, molhada, intenso.

Encostados no beiral da porta, entrada para o magn√≠fico ninho, onde o amor se faz presente, breves del√≠rios s√£o sentidos. Os toques se misturam aos olhares entrela√ßados entre beijos e sussurros ofegantes. A sensa√ß√£o experimentada √© de ter o corpo acariciado como se estiv√©ssemos sendo tocados por p√©talas de rosas arom√°ticas. Uma sensa√ß√£o indescrit√≠vel…

Phoenix morde levemente o l√°bio inferior pressionando-o firme ao sentir o escorregar dos l√°bios, os deslizes da l√≠ngua percorrendo seu majestoso corpo em ebuli√ß√£o. Uma dan√ßa fren√©tica no sal√£o do prazer. Os corpos respondem a cada passo num encaixe perfeito. Ora Dragon, ora Phoenix… um bailar de movimentos harmoniosos nos deslizes e sim√©tricos nas escorregadas m√°gicas da boca em saborosa cinesia.

Rapidamente, Dragon, adentra o quarto e observa seu corpo, pelo imenso espelho, se esparramar sobre o tapete. Phoenix d√° dois passos em dire√ß√£o ao prazer, olhando fixamente, seu corpo desce suavemente sobre Dragon num encaixe esplendoroso. Vagarosamente, ela sente o amor adentrar seu corpo em movimento. Uma fragr√Ęncia deliciosa invade o ambiente a cada pulsar, o prazer escorre em plenitude no balan√ßar fren√©tico e sensual. Os Sons emitidos, no templo do deleite, entoavam a mais bela sinfonia de desejo.

Seus corpos experimentam o in√≠cio de um leve tremor. Observam-se pelo espelho. Sentem cada elevar e recuar dos corpos, numa dan√ßa de olhares em prazer, percebendo cada desejo, sabendo que pouco a pouco, o tremor aumentar√° e uma deliciosa e ben√©fica cat√°strofe acontecer√° em breve: aberturas e explos√Ķes. Respiravam ofegantemente enquanto a magistral orquestra do amar os extasiava.

Phoenix saboreava toda vol√ļpia do desejo de Dragon adentrando seu corpo √ļmido de prazer e excita√ß√£o, provocando gemidos. Sentia o dedilhar em sua doce intimidade, tocando-lhe como algu√©m que entra num bosque pela primeira vez e come√ßa a passear por todas as dire√ß√Ķes tentando mapear cada peda√ßo do desejo. Seus seios, r√≠gidos, pareciam flutuar abra√ßados fortemente pelas m√£os do Dragon. Seu olhar perdido sob as p√°lpebras refletia o despontar do momento.

Dragon, curva-se levemente abraçando-a num encaixar magnifico de seus desejos. O movimento é sutil e poderoso. Seus corpos estão unidos. Os olhares se revelam e os lábios entreabertos é um convite ao saboroso beijo. A percepção de que o tempo é o infinito do momento, e no próximo movimento, a deliciosa e favorita sensação seria degustada, sem querer que aquele sabor terminasse depois de lentamente apreciá-lo, os movimentos cessaram repentinamente. Cessaram para que a sensação daquele momento não terminasse rapidamente. Os olhos cobertos pelas pálpebras, tentavam perpetuar aquele sabor, aquela sensação prazerosa. Enganando o tempo, que pausou no saborear do amar, no afogar dos lábios e toques carinhosos.

Um leve movimento do Dragon foi suficiente para despertar o fogo interior da Phoenix, fazendo-a arder em brasa. Os movimentos se fizeram mais intensos e sensuais. Uma explos√£o de prazer estava acontecendo. Seus corpos tremiam. Respira√ß√£o descompassada. Inteiramente entregues ao sabor do amor… explodiram em um orgasmo deliciosamente orquestrado.

Dragon acaricia com ternura o rosto da Phoenix, olhando profundamente em seus olhos, exclama: Gratid√£o por desnudar minhas emo√ß√Ķes caminhando no jardim do sentimento, construindo pontes de amor sobre o vale do medo e por seduzir minha alma, na indel√©vel sensa√ß√£o, infinita e m√°gica, de amar e ser amado na finitude do infinito tempo de amar. ‚ÄúI see You‚ÄĚ… Phoenix! Beleza meiga, encanto m√°gico de um simples e intenso amanhecer.


Arrepia-me a pele
Sussurra desejos
Morde meus l√°bios
Faz de mim seu
Tira-me de mim
Para me encontrar
Em você.

Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Momento: Insensatez

‚ÄúDe repente a m√°scara cai, o rei se revela um plebeu; a bela dan√ßarina uma velha desdentada; o virtuoso guerreiro um franzino menino. ‚Äď Erasmo‚ÄĚ 

O que é a vida senão um grande teatro ao ar livre? Quiçá uma pura ilusão? Onde o jovem retira a máscara e revela ser um velho; onde o rei revela-se um plebeu; o homem, uma mulher. A vida é uma comédia, nada mais do que isto. Iludimo-nos, esperamos, saciamo-nos, e tudo é vão, tudo é ilusão, mentira, uma sombra ou um sopro. Fazendo de Deus um mero espectador da vida, fizemos de nós mesmos os bêbados que caminham abraçados na beira do abismo da desilusão.

In√ļmeros vivem e desfrutam a mis√©ria existente entre a ilus√£o e a estupidez. A mistura perfeita dos mais insanos perfumes que a alma humana poderia sentir exalar; a mais perfeita caricatura, a mais linda m√°scara que acolhem e vestem na mais pura demonstra√ß√£o de insensatez que os leva para o caminho por onde querem andar: o vazio da alma. 

Enquanto o duro conhecer, seja a si mesmo ou a verdade libertadora, que como disse Salom√£o, traz tristeza, aborrecimento, o viver por apar√™ncias traz uma sensa√ß√£o ilus√≥ria de liberdade no prazer. Aqueles que iludem a si e aos outros falam da janela de suas casas, falam da janela onde a cortina esconde a parede; mas quem est√° sentado no sof√° consegue observar muito bem o ‚Äúcub√≠culo de Raskolnikov onde achar que √©, e n√£o ser o que pensa ser, ou talvez por achar que √© o que √©, n√£o ousa pensar que talvez seja aquilo que diz ser. ‚Äď do Livro Crime e Castigo de Dostoi√©vski‚ÄĚ

E assim talvez compreendam a m√≠sera insignific√Ęncia de um momento ilus√≥rio, no ‚Äúquarto da solid√£o acompanhada‚ÄĚ, na ‚Äúsala repleta de um vazio intenso de sentimentos‚ÄĚ. At√© l√° tudo que resta √© viverem na mis√©ria que existe entre a ilus√£o e a estupidez ‚Äď a insensatez.

E talvez seja a insensatez que nos faz trilhar caminhos, √°rduos e inimagin√°veis, em busca do compreender… ent√£o, no raiar da madrugada, partimos em uma jornada enfurecida, enlouquecida em busca de respostas. Viramos in√ļmeras p√°ginas, no livro da vida, caminhos escuros do exibicionismo, prazer, loucuras do ego em devaneio. Encontramos as respostas, , exibidas pela mis√©ria da pequenez humana. E no fim a frusta√ß√£o, regada por in√ļmeros pensamentos e l√°grimas emboladas a uma sensa√ß√£o de al√≠vio e desconforto, pois descobrimos que as respostas j√° existiam dentro de n√≥s.

E o interessante √© que… o que tanto se busca, perde completamente o sentido, quando se acha, diante da insensatez observada. A vulgaridade das atitudes, descortina a imagem constru√≠da, quebra a magia do olhar de admira√ß√£o e desejo, expondo a realidade do duro conhecer.

Compreender, entender e seguir. Tento à minha maneira. Como?

Os esquim√≥s n√£o usam palavras para expressar excel√™ncia. N√£o existe uma baleia excelente, nem um urso polar excelente. O mesmo vale para n√≥s, m√≠seros andarilhos em busca de si mesmo, expositores das sombras que habitam a alma. Ningu√©m √© … perfeito. Como ensina Carl Rogers… ‚ÄúCada pessoa √© uma ilha em si mesma, em um sentido muito real, e s√≥ pode construir pontes em dire√ß√£o a outras ilhas se efetivamente desejar ser ele mesmo…‚ÄĚ

A madrugada adentra o amanhecer, busco as estrelas cintilantes, encontro a beleza do sol a encantar os sonhos, que viajam no expresso do pensamento, pelo espa√ßo vazio onde floresciam as fantasias… E nesse espa√ßo que se abre ‚Äď na interioridade de minha alma, e somente nela ‚Äď que me sinto livre para despir de qualquer subterf√ļgio que utilizo para encarar as banalidades e dores do encontro. Ali√°s, neste momento as pr√≥prias trivialidades mudam de sentido, porque tudo que fa√ßo, por mais simples que seja, revela as bases s√≥lidas do meu ser, do meu amor. Existe liberdade para ser e sensibilidade para sentir o que sou, porque sou e essencialmente quem sou.

E, desse modo, encontro no ref√ļgio da intimidade de m‚Äôalma, um momento √ļnico e compreendo que s√≥ √© poss√≠vel estar e sentir verdadeiramente algu√©m, quando permitimos ser inteiros e que o outro seja o nosso eu completo, sem fugas, mentiras, enganos, medos ou restri√ß√Ķes. Com todas as loucuras, esquisitices e sonhos, j√° que sem eles somos t√£o somente a penumbra da vida.

Assim, n√£o vale a pena, se esconder em padr√Ķes para agradar quem n√£o aprecia as nossas peculiaridades, pois isso traria mais vazio ao buraco que se abriu com o duro conhecer. √Č necess√°rio estar desperto para ouvir aqueles que entendem das melodias da alma, j√° que s√£o nestas que as nossas estranhezas mostram o seu encanto. Precisamos de pessoas que saibam interpret√°-las…



Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Artigo: L√°grimas guardadas

‚ÄúSer feliz n√£o √© ter uma vida perfeita, mas usar as l√°grimas para irrigar a toler√Ęncia. Usar as perdas para refinar a paci√™ncia. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obst√°culos para abrir as janelas da intelig√™ncia.‚ÄĚ – Augusto Cury

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O coração das boas pessoas é cheio de lágrimas guardadas

No coração das boas pessoas não cabe o sentimento de tristeza. Elas lutam pelos outros, nunca dizem não e são o melhor apoio em qualquer momento de necessidade. No entanto, quando choram o fazem escondidas porque não podem mais continuar, porque estão cansadas demais de serem fortes e suas almas necessitam dessas lágrimas para melhorar.

Esse tipo de situa√ß√£o de alta carga emocional √© muito comum nas pessoas acostumadas a dar tudo de si por quem est√° ao seu redor. Chamamos essas pessoas de ‚Äúboas pessoas‚ÄĚ e, ainda que todos n√≥s consigamos separar muito bem o que √© bom e o que √© ruim, existem determinadas personalidades muito mais aptas a gerar bem-estar aos outros. Assim, essas pessoas s√£o mais sujeitas a ficarem sobrecarregadas, a se decepcionarem e a sofrerem emocionalmente.

Choramos l√°grimas escondidas que ningu√©m v√™, liberamos tens√Ķes, medos e tristezas em cantos escuros para n√£o sermos descobertos, para que ningu√©m perceba que fomos feitos do mesmo material de todas as outras pessoas.

Goethe, o poeta, dramaturgo e novelista, grande especialista portanto em emo√ß√Ķes humanas, costumava dizer que quem nunca terminou uma refei√ß√£o e depois se fechou e algum lugar para chorar nunca provou o aut√™ntico sabor da vida. As pessoas choram por muitas e diversas raz√Ķes, mas h√° quem simplesmente o fa√ßa porque est√° cansado de aparentar que pode com tudo. Que √© invenc√≠vel.

Vamos nos aprofundar nesse aspecto.

Por que as boas pessoas choram escondidas

Falamos no in√≠cio que √© comum categorizar as pessoas como boas pessoas se essas t√™m a personalidade mais orientada para os outros do que para si mesmas. S√£o comportamentos que encontram a felicidade fazendo o bem, dando tudo em troca de nada. √Č portanto um altru√≠smo cheio de dignidade que √© muito admir√°vel de t√£o humilde. Mas, por sua vez, √© tamb√©m muito duro para a pessoa.

Um costume muito frequente nesse tipo de perfil √© que a pessoa prefere sofrer emocionalmente em solid√£o, ao inv√©s de compartilhar seus sentimentos com outras pessoas. Isso se d√° dessa maneira ‚Äď ao menos na maioria das vezes ‚Äď por v√°rios aspectos psicol√≥gicos que foram definidos pela Universidade de Ci√™ncias da Sa√ļde no Jap√£o. A raiz desses comportamentos foi retratada em um interessante estudo publicado na revista m√©dica ‚ÄúLibrary of Medicine National Institutes of Health‚Äú.

Nessa pesquisa foi analisado o trabalho de 300 enfermeiras ao longo de um ano. Segundo as pr√≥prias enfermeiras explicaram, em alguns casos elas s√£o obrigadas a enfrentar situa√ß√Ķes muito duras, de alta carga emocional. Quando precisam desabafar, as enfermeiras preferiam fazer isso em solid√£o porque sentiam que era muito mais cat√°rtico, alcan√ßavam um bem-estar mais reparador desse modo. Bastavam alguns minutos de choro em rigorosa solid√£o para depois voltarem para suas responsabilidades.

A psicologia das l√°grimas

Choramos para nos libertar, para transformar a tens√£o em √°gua salgada. Choramos para que o medo encontre o al√≠vio e para que a tristeza se transforme em um choro capaz de consolar. A forma como fazemos isso, seja junto a algu√©m ou sozinhos como no caso das enfermeiras, n√£o tem qualquer import√Ęncia. O essencial √© que consigamos alcan√ßar uma cura adequada de acordo com as nossas necessidades particulares.

As l√°grimas jamais ser√£o reflexo de fraqueza, mas sim da capacidade de ser forte.

Um aspecto em que h√° unanimidade √© que no geral s√£o as mulheres as pessoas que costumam exercer mais o papel de cuidadoras. S√£o elas que, com grandeza em seus cora√ß√Ķes, d√£o tudo a troco de nada pelos seres que amam, sejam seus filhos, seus parceiros ou suas fam√≠lias‚Ķ Por isso estudos como o realizado pela Organiza√ß√£o Holandesa para a Investiga√ß√£o Cient√≠fica falem das l√°grimas da mulher como um tipo de linguagem interior com grande utilidade emocional.

As l√°grimas: biologia, psicologia e catarse

Podemos observar e entender as l√°grimas desde perspectivas diferentes:

  • Segundo a biologia, existiria na verdade uma raz√£o pela qual as mulheres t√™m mais facilidade na hora de chorar. A resposta est√° na testosterona, que no caso do homem atuaria como inibidora do choro, ao mesmo tempo em que o horm√īnio prolactina, muito mais elevado nas mulheres, facilita a libera√ß√£o das l√°grimas.
  • Para muitos psic√≥logos as l√°grimas nos ajudam a ter uma melhor compreens√£o de nosso mundo interior e de nossas necessidades. Esta express√£o emocional atua primeiro como um tranquilizante, para depois nos permitir ver com uma clareza mental mais adequada as nossas necessidades que n√£o est√£o sendo atendidas, que requerem sem d√ļvida uma mudan√ßa em nosso modo de ser.
  • O poder cat√°rtico das l√°grimas pode alcan√ßar um maior benef√≠cio se recorrermos ao bom choro. Segundo os especialistas, as l√°grimas emocionais liberadas durante esse processo cont√™m muito mais prote√≠nas e, desse modo, t√™m um poder curativo no organismo da pessoa.

Para concluir, as boas pessoas costumam chorar escondidas porque desse modo conseguem um maior consolo e intimidade para poderem ser elas mesmas sem uma armadura, sem uma coura√ßa que esconde o que est√° por dentro. As armaduras sempre pesam e, ainda que um bom choro tranquilize e desfa√ßa amarguras e decep√ß√Ķes, nunca √© demais priorizar a si mesmo de vez em quando e colocar limites para atender um pouco melhor o cora√ß√£o que, longe de ser de pedra, √© de carne, sonhos e l√°grimas salgadas.

Por: Valéria Amado via http://amenteemaravilhosa.com.br/


Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Reflex√£o: Sempre Inteiro

“E eu tenho esta vida que √© toda minha. Absolutamente sob minha responsabilidade. E quando eu erro, √†s vezes, acabo acertando. √Äs vezes, termino arrependida. Mas eu tento, sempre tento. E avan√ßo mesmo quando isto significa dar uma pausa e esperar. O tempo certo √© o tempo do tempo mesmo. O que √© melhor nem sempre √© o que se anseia avidamente. Felicidade √© uma bestagem dessas: matar saudade, matar a fome com aquilo que se tem vontade, perder o medo, conquistar um amigo, encontrar um amor, mas estar totalmente inteiro no lugar que se escolheu. E querer bem: a si, ao Outro, ao Mundo‚Ķ Um bem-querer que inunda tudo. E sossegar nossas paix√Ķes para, quando tivermos de lan√ßar m√£o delas, nos mover com voracidade em dire√ß√£o √†quilo que se quer, porque √© justo e merecido.”- Marla de Queiroz

A Terra, pequeno ponto azul na imensid√£o do Universo, √© uma grande escola – para o eterno aprendizado -, um fabuloso¬†teatro – para a grande apresenta√ß√£o -, uma incr√≠vel orquestra – para a sublime sinfonia -, ¬†e n√≥s somos os aprendizes, os artistas e os m√ļsicos que atrav√©s da “Majestosa Vida” temos a¬†oportunidade de compartilhar a inteireza do ser¬†no encontro do amor.

Para que nossas rela√ß√Ķes, sejam quais forem, possam florescer no jardim do cora√ß√£o, encantar o cora√ß√£o com amor, precisamos nos fazer inteiros, nos compreender inteiros, mesmo que repletos de cicatrizes na alma e medos intensos no cora√ß√£o.

Para termos um relacionamento solidificado no amor, precisamos edificar primeiramente o amor em n√≥s mesmos, sendo inteiro no amar, caso contr√°rio seremos apenas sombras no amor do outro.

Para construirmos um relacionamento feliz, necessitamos ser felizes sozinhos em primeiro plano, caso contr√°rio seremos apenas sombras na felicidade alheia.

Uma relação não é feita de metades. Quando somos metades, não conseguimos saber qual a diferença entre amor e paixão, amor e desejo, amor e amizade, amor e interesse. Mas, quando somos inteiros a paixão se transforma em amor, o desejo se perde no amor, a amizade consolida o amor e o interesse se esvai para o amar sem limites.

Simples assim! Metade… √© apenas metade de si mesmo. Metade… √© apenas sombra no relacionamento.

Somos seres inteiros e precisamos encontrar outros seres inteiros para que possamos viver uma relação plena, extasiante em todos os sentidos.

Um relacionamento que envolve seres completos Рna busca da plenitude pessoal Р, há uma vibração positiva, uma interação harmoniosa em todos os sentidos, humano, espiritual e físico.

Não se contente em ser metade, nem permita que o outro assim o seja. Vamos lá! Auxilie-o a ter suas próprias asas, a ser completo, caso contrário o voo será sempre pequeno e sem brilho. Se permanecerem sendo metades não conseguiram voar além dos sonhos para visualizar o magnífico esplendor do amor que aquece a vida.

Seja inteiro, seja pleno, seja intenso… e abrace com energia, beije profundamente, ame intensamente e viva na completude da pr√≥pria vida.

Um ser inteiro, não machuca, não é vítima nem algoz, é senhor (a) de sua liberdade e consciência, cuida do relacionamento, protege o ser que ama, porque compreende quanto é árduo e longo o caminho da cura.

Um ser inteiro respeita seu relacionamento, porque est√° pleno e n√£o tem “sombras insatisfeitas”¬†comandando seus vazios e seu √≠ntimo.

Um ser inteiro – ama e deixa-se ser amado – sem medos, sem sombras, sem meias verdades, e se der medo, segue com medo mesmo!

Ent√£o, n√£o se permita ser metade. Se n√£o puder ser inteiro, amar… deixa ir… v√°…


N√£o quero metades 
Sou inteiro
N√£o me falta, parte alguma 
Remendei-me a vida inteira

Tomei conta de mim 
Os pedaços do passado 
J√° foram alinhavados 
Deixei para tr√°s

Em remendos acarinhados 
Os guardei, n√£o me desfiz 
Aprendi que remendos 
Também vestem...

Quero costurar momentos 
Com matizes, sentimentos 
No o crep√ļsculo da vida 
J√°, nada mais a esperar...

Só o sentido, que darei a existência 
Quando o amor novamente 
De mansinho chegar 
A minha porta bater

Abrirei, para que possa entrar 
N√£o mais uma metade 
Para completar-me 
Mas em sentimento inteiro

Para somar, entrelaçar, abraçar 
Terminar a tela... pintar 
Novas vestes a bordar.
Sentimentos a doar.

Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Poema: Resplandecer

Apesar da dist√Ęncia,
O amor, sorridentemente,
Renasce a cada amanhecer
No jardim encantado do desejo
Como “tulipas” coloridas pela “tinta invis√≠vel” do prazer.

Meu amor está além dos pensamentos!
Sentidos no toque intangível,
De cada suspiro de prazer,
Vivenciado intensamente na intimidade do amar.

Meu amor está além das palavras!
Uma camisa trocada,
Um corredor de prazer,
Um toque suave,
Uma saudade sentida.

Meu amor está além do tempo!
Do Ver√£o… no sol da varanda,
Da Primavera… nas flores da perede,
Do Outono… nas folhas do ch√£o,
Do Inverno… na neve do banho,
Esta√ß√Ķes da intimidade nos momentos – do amar – na maturidade de ser.

Meu amor está além da poesia!
De uma letra desenhada com escolhas,
Numa linha traçada pelos sonhos,
Em uma p√°gina rabiscada com a “lapiseira do cora√ß√£o”.

Meu amor é
Um barco de pensamentos sentidos,
No mar de palavras desenhadas,
Pela areia do tempo,
Como poesia perfumada,
No jardim das inten√ß√Ķes… de encantar, vivenciar, compreender, ser e amar,
Continuamente no Resplandecer Infinito (do seu) Sorriso.



Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Momento: Sabor do Amor

“O tempo pausa para que possamos saborear cada momento do amor…‚ÄĚ – Dragon ūüźČ

Na intimidade de seus pensamentos. Dragon refletia: ‚ÄúIngrediente principal no despertar do relacionamento, aroma da ardente paix√£o que perfuma o inspirador desejo, o AMOR adentra a ess√™ncia de nossa alma e d√° SABOR ao relacionamento, como os raios solares invadem o amanhecer, a brisa esvoa√ßa no entardecer e os feixes do luar banham o encantador anoitecer. ‚ÄĚ

Sabor e amor, do Latim, SAPOR, ‚Äúsabor‚ÄĚ, relacionado ao verbo SAPERE, que tanto queria dizer ‚Äúter gosto, sentir gosto‚ÄĚ, como ‚Äúcompreender, saber‚ÄĚ. Saber apreciar o amor e seu aroma m√°gico, encantador de sonhos, na intensidade do momento, descortina a inteireza do relacionamento na plenitude da vida.

A m√°gica est√° em compartilhar amor com sabedoria sentindo o sabor de cada gesto, cada olhar, cada palavra, detalhes inusitados do cotidiano, porque o amor √© para ser provado, degustado ao amanhecer, pelo entardecer e no anoitecer dos aromas di√°rios. Todos os dias √© preciso escolher amar, permitir que a cabe√ßa (a raz√£o) esteja em plena conson√Ęncia com o cora√ß√£o (o gostar).

Cada amanhecer √© uma p√°gina em branco que a vida nos proporciona escrever, pode ser palavras duras, rebuscadas ou escritas com uma caligrafia suave e grafia doce. N√£o importa! Todas as linhas conduzem o sabor do amor, onde as palavras bailam e encontram seu apogeu na exuber√Ęncia do sentimento rabiscado com as tintas invis√≠veis do amar, pleno e intenso.

No viver do amanhecer o amor √© um poema de beleza infinita, p√°gina de gratid√£o, cujos versos sensuais s√£o constitu√≠dos de propostas de luz na imensid√£o da manh√£, escrito de forma intensa, ao sabor do sentir, na partitura do relacionamento…

Cada entardecer √© uma exuberante partitura na √°ria da vida, executada com instrumentos afinados, no sabor da confian√ßa, no aroma da compreens√£o, no perfume do respeito, onde a musicalidade saborosa do amor √© degustada na “orquestra” do relacionamento. O que importa? √Č dividi-lo com quem caminha na mesma vibra√ß√£o, na mesma sinfonia, desenhando na partitura, do relacionamento, as notas musicais que completam o magistral “sonho real” de saborear, amar e dedilhar os acordes da felicidade…

No viver do entardecer, desejamos o bailar dos sentimentos no sabor do olhar, na melodia equilibrada das palavras, no afinar das atitudes, na harmonia musical dos aromas perfumados pelo amor. E, se o entardecer nos oferecer uma nova partitura, apontando desafios, novas melodias, ent√£o, mudamos o instrumento, a afina√ß√£o, a m√ļsica, respeitando a exuberante sinfonia do amor na arte do relacionamento…

Cada anoitecer é uma infinita dança suave no eterno palco chamado relacionamento, para apresentação do saboroso amor, no florescer da intimidade dos sorrisos em devaneios, nas conversas que aquecem o sentimento, na privacidade dos momentos íntimos a reflorestar o coração desnudo. No fim, o relacionamento pode ser suave na conjunção do esvoaçar gostoso do amar, na deliciosa sensação de ter liberdade para escolher ser, estar e permanecer. Para tanto, basta que saibamos enxergar como promover essa dança, essa suave dança, que envolve os passos do ardente desejo do amor.

No viver do anoitecer, descobrimos que o desconhecido pode ser algo maravilhoso, quando nos permitirmos construi-lo corajosamente e inteiramente na integridade de n√≥s mesmos, compreendendo que n√£o existe mais tempo para rebeldia, trope√ßos, enganos, ilus√Ķes… E, se o anoitecer oferecer o palco do amor, vamos bailar no sal√£o do amar e explodir em √™xtase, ao nos esparramarmos sobre a cama, nus e selvagens, dan√ßando ao sabor do desejo, na melodia soprada pela brisa que adentra suavemente na alma, inteiramente e intensidade no cora√ß√£o.

O SABOR deve permear a busca pelo AMOR, cabendo aos parceiros, primeiramente degustar o amor em suas próprias vidas e aprender a saboreá-lo, degustá-lo no rabiscar do amanhecer, na ária do entardecer, no bailar do anoitecer, para assim conduzir poeticamente os sentimentos por caminhos afetivos onde os sentidos, à flor da pele, trarão prazeres imensuráveis pelo doce sabor que possui o amor e, com isso, a sede e a fome pelo amar nunca cessarão.


Rubens Alves desnudou magnificamente a alma do poeta e vestiu seus pensamentos quando disse: “Uma das miss√Ķes da poesia, √© colocar palavras no lugar da dor. N√£o para que a dor termine, mas para que ela seja transfigurada pela beleza.”

Se você não existisse, ainda assim eu sentiria saudades de você, porque és...

Poema no amanhecer
Melodia no entardecer
Dança no anoitecer

Sol em dias de inverno 
Manh√£ florida de primavera
Brisa leve nas tardes de outono 
Estrela em noites de ver√£o 

Tivesse eu outras vidas... todas seriam para amar voc√™, de novo...E de novo...! ūüźČūüíôūüĒ•


Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Momento: Phoenix! O nome do amor

“As vezes eu queria voltar em alguns momentos da minha vida. N√£o pra mudar nada, s√≥ pra sentir algumas coisas duas vezes…” – Dragon ūüźČ

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Em sua magistral caverna, Dragon, busca o profundo significado do sentimento desafiador que envolve seus pensamentos. Debru√ßado na infinita enciclop√©dia do universo – Dragon ‚Äď sabiamente, percebe na simplicidade a exuber√Ęncia desse sentimento. E, na estrada long√≠nqua do renascimento, pelo fogo da vida, compreende os ‚Äúsinais‚ÄĚ deixado pela imensur√°vel beleza sentida, conhecida… e soletrada em sete letras que despertam a magia universal do aprendizado compreendido no amar …

Plenamente sua alma numa explos√£o de desejos, vivendo

Hoje o renascer ardente em um

Olhar singelo e inteiro na

Estrada encantada do sentimento que ilumina a

Noite mágica do coração pleno de

Intensidade, sedento de prazer, encobertos pelo

Xale da sensualidade e pelas loucuras do dia-a-dia.


“Se voc√™ conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado…

Se voc√™ achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados…

Se voc√™ n√£o consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que est√° marcado para a noite…

Se voc√™ n√£o consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado…

Se voc√™ tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convic√ß√£o que vai continuar sendo louco por ela…

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

√Äs vezes encontram e, por n√£o prestarem aten√ß√£o nesses sinais, deixam o amor passar, sem deix√°-lo acontecer verdadeiramente.

√Č o livre-arb√≠trio. Por isso, preste aten√ß√£o nos sinais.

N√£o deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!‚ÄĚ

Carlos Drummond de Andrade


Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Momento: Eu me Levanto!

“Quando voc√™ sai de uma tempestade, n√£o √© a mesma pessoa que entrou. Esse √© o prop√≥sito da tempestade… da vida.” – Dragon ūüźČ

Quanto mais nos distanciamos dos valores edificantes, da magistral intimidade do amar, daquilo que nos encanta em função do que é puramente conveniente ou simplesmente permitido, escolhido, o amor se esvai em seu sentido e os momentos mágicos a dois se tornam silêncios de intensos ruídos.

√Č preciso estar sempre em vigil√Ęncia e atento as escolhas que n√£o fizemos, mas nos permitimos seguir.

Ent√£o… mantenha-se sempre leal ao que te encanta, a sua ess√™ncia, a seus sentimentos e viva plenamente a intensidade do amor, a inteireza do momento, sendo integro e verdadeiro consigo mesmo e com seu companheiro.

‚Äú√Č importante n√£o perder de vista as coisas que te encantam, pois ali h√° um pouco da tua ess√™ncia‚ÄĚ.


Posso ser inscrito no livro da memória, no momento da história, na página amarga da ilusão, com mentiras amargas do olhar, ouvir e falar. Posso deitar no pó do amargor, mas ainda assim, como o pó, vou me levantar.

No Planalto da vida “vazia” ecoa a vingan√ßa sem pudor, a maldade sem piedade. Esquecidos do perd√£o que pacifica, da verdade que liberta, do tempo que tudo desvela.

A d√ļvida √© verdade… A verdade √© d√ļvida… N√£o leve isso t√£o a mal, sou apenas um andarilho, ainda imperfeito, carregando pedras e ventos em minha pequena e antiga alma.

Olhar perdido no vazio da imensa decep√ß√£o, banhei-me em l√°grimas dilacerantes. Com l√°grimas a banhar a face de minha alma, esbravejei enfraquecido pela dor, contemplando a lua na escurid√£o do infinito. Ah! Assim como a lua finita no raiar do sol, na primazia exuberante das ondas do mar, de onde se ergue a esperan√ßa… ainda assim, vou me levantar.

Posso ser fuzilado com palavras, rasgado com olhares, sufocado no ódio, derretido na insensatez, simples assim, como Dragon no ar, vou pairar, vou voar.

A liberdade, a lealdade, o respeito esvoa√ßaram no espa√ßo da comunica√ß√£o, aprisionados na ang√ļstia, na ansiedade, na tristeza. Por√©m na liberdade comunicativa das palavras, dan√ßo, bailo e paro no ar como se tivesse, asas de beija-flor.

Dos trapos costurei as p√°ginas dessa hist√≥ria inimagin√°vel, incont√°vel e… acima de um passado, emaranhado na √°rvore da vida, enraizado no tempo de dor e desventuras sem iguais, em tempos idos, ressurge na for√ßa das atitudes repetidas a oportunidade perdida.

Sou uma gota no oceano da vida, vasto e irrequieto, indo e vindo contra a arrebenta√ß√£o… deixando para tr√°s manh√£s, tardes e noites vividos nas vozes da decep√ß√£o, sons da trai√ß√£o, medo e sofrimento… em uma madrugada que √© maravilhosamente l√≠mpida, no sereno suave das palavras paterna, tudo se esclarece, clareia e Eu me levanto.

Caminhando na estrada da vida, desviando das pedras trai√ßoeiras, abro as asas do perd√£o a esvoa√ßar, me erguendo acima das alturas, e assim, renas√ßo na express√£o l√ļcida do olhar reconhecido e amando.

Eu me levanto! e sigo adiante…



Cl√°udio Cordeiro ūüźČ