Reflex√£o: Amor que Liberta

‚ÄúO amor n√£o √© olhar um para o outro, mas sim olhar os dois na mesma dire√ß√£o.‚ÄĚ – Antoine de Saint-Ex√ļpery

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Lenda Sioux ‚Äď Amor entre Touro Bravo e Nuvem Azul

Conta uma velha lenda que, uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas até a tenda do velho feiticeiro da tribo.

‚Äď N√≥s nos amamos e vamos nos casar, disse o jovem. E nos amamos tanto que queremos um feiti√ßo, um conselho, ou um talism√£‚Ķ Alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos‚Ķ Que nos assegure que estaremos um ao lado do outro at√© encontrarmos a morte. H√° algo que possamos fazer?

E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

‚Äď Tem uma coisa a ser feita, mas √© uma tarefa muito dif√≠cil e sacrificada‚Ķ Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia e apenas com uma rede e tuas m√£os, deves ca√ßar o falc√£o mais vigoroso do monte‚Ķ e traz√™-lo aqui com vida, at√© o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, continuou o feiticeiro, deves escalar a montanha do trono, e l√° em cima, encontrar√°s a mais brava de todas as √°guias, e somente com as tuas m√£os e uma rede, dever√°s apanh√°-la trazendo-a para mim, viva!

Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada…

No dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco. O velho pediu, que, com cuidado, as tirassem dos sacos… E viu que eram verdadeiramente formosos exemplares…

‚Äď E agora o que faremos? Perguntou o jovem. N√≥s as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue? Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne?

‚Äď Perguntou a jovem.

‚Äď N√£o!

‚Äď Disse o feiticeiro. Apanhem as aves e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro‚Ķ Quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres‚Ķ

O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os p√°ssaros. A √°guia e o falc√£o tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do v√īo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se at√© se machucar.

E o velho disse:

‚Äď Jamais esque√ßam o que est√£o vendo‚Ķ Este √© o meu conselho. Voc√™s s√£o como a √°guia e o falc√£o‚Ķ Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, n√£o s√≥ viver√£o arrastando-se, como tamb√©m, cedo ou tarde, come√ßar√£o a machucar-se um ao outro‚Ķ Se quiserem que o amor entre voc√™s perdure, voem juntos, mas jamais amarrados‚Ķ

O amor, quando legítimo e verdadeiro, cria asas e quebra correntes, possibilitando o voar juntos na liberdade da confiança, do respeito e do amor mutuo.

O amor √© um tesouro que quanto mais se divide mais se multiplica. O amor se expressa como sentimento que se expande, esparramando paz, alegria e harmonia. O amor √© o sentimento que nos habita e move em dire√ß√£o a n√≥s mesmo. O amor √© arte sublime que gera as possibilidades de ser feliz e grato a vida. O amor preenche, torna inteiro o que j√° era completo.

Seja inteiramente livre e ame intensamente, pois o ato de amar √© sublime gerador de vida em abund√Ęncia.

SOMENTE O SER LIVRE e consciente √Č CAPAZ DE AMAR EM PLENITUDE



Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Reflex√£o: E a Vida…

“As p√°ginas do livro da vida podem ser escritas, coloridas, rasgadas, amassadas, picotadas‚Ķ A escolha do que fazer, do como fazer, e porque fazer e se fazer, pertencem a cada um.” – Dragon ūüźČ

A vida é uma dádiva de alegria, que devemos receber com entusiasmo e auto-realização.

A vida está na expressão do eu interior. Sem a expressão de nossa essência, do que realmente somos, com medo do olhar que nos circunda, receando os tropeços, nos tornamos uma sombra em meio a floresta escura da noite, sem alegria, e vivendo uma vida vazia, sem intensidade.

A vida √© um grande livro que deve ser escrito com as tintas da sinceridade, da lealdade, do amor, da harmonia, da gratid√£o e do prazer, ainda que sabedores da imperfei√ß√£o que nos acomete em diversos momentos, provocando decep√ß√Ķes, m√°goas e rancores. Precisamos assumir nossa responsabilidade perante a vida e as pessoas. Assumir que somos, em nossa ess√™ncia, imperfeitos √© assumir a possibilidade de trope√ßarmos, embolando os passos durante a caminhada. O trope√ßo, o embolar dos passos √© a li√ß√£o do momento. Assim, a vida nos convida ao entendimento, ao aprendizado e, consequentemente, ao encontro de nossa ess√™ncia, estimulando-nos √† conquista de novos n√≠veis de paz e felicidade.

A vida, como vento, segue uma estrada pr√≥pria e cabe a n√≥s descobrirmos como caminhar ‚Äď sem tortura, cansa√ßo, e desperd√≠cio de vida – em uma dire√ß√£o que favore√ßa o suave esvoa√ßar dos cabelos, dando a verdadeira sensa√ß√£o de florescer, reflorestar, de certeza e continuidade… H√° caminhos que nos s√£o impostos pelo vento e, na nossa maleabilidade, conseguimos nos adaptar e continuar na estrada. Mas naquilo que s√≥ cabe a n√≥s, √© de nossa vontade virar a cabe√ßa mudar a dire√ß√£o e nos guiar rumo ao que desejamos. No fim, a vida pode ser suave na conjun√ß√£o do esvoa√ßar gostoso do vento e a deliciosa sensa√ß√£o de ter liberdade para escolher, basta que saibamos enxergar como promover essa dan√ßa, essa suave dan√ßa, que envolve a nossa exist√™ncia e nossos desejos.

A vida √© um poema de beleza infinita, cujos versos s√£o constitu√≠dos de propostas de luz, escritas na partitura da Natureza, que lhe exalta a presen√ßa em toda parte. Em consequ√™ncia, a oportunidade de vivermos intensamente, plenamente constitui uma sinfonia a parte de encantamento e conquistas, mediante cuja aprendizagem vamos nos aperfei√ßoando e alcan√ßamos os paramos da realidade. Para se viver intensamente √© preciso ser o mais fundo de si. Viver o mais intimo de si √© estar pleno, intenso e inteiro. √Č se colocar em cada gesto, em cada express√£o ou anseio. Se existe um compromisso ao qual n√≥s devemos nos entregar de corpo e alma este √© o compromisso de sermos o que somos.

A alegria, pois, de viver, deve ser parte ativa da busca de nossa ess√™ncia, de quem somos. Um fruir de toda magia existente no painel Universal, retirando as maravilhosas concess√Ķes de completude que pairam ao alcance de todo aquele que deseja elevar-se, livre de tormentos e de amarras com o passado.

A vida √© uma floresta infinita, e invariavelmente, ao desbrava-la, nos apresentamos tristes, ansiosos, violentos, com medo, assinalados pelas imperfei√ß√Ķes morais e traumas que carregamos das atitudes e a√ß√Ķes transatas, dos compromissos mal vivenciados, das realiza√ß√Ķes desastrosas, transferindo de um para outro momento a oportunidade de alcan√ßarmos a clareira iluminada pela paz, alegria e amor. Para tanto bastaria optarmos, nas solu√ß√Ķes das dificuldades e desaven√ßas, pelo caminho de “dentro para fora”, a contributo de esfor√ßo bem direcionado. Em todo lugar h√° sol, vida e harmonia convidando √† paz e √† participa√ß√£o em um desbravar com passos equilibrados na floresta da felicidade.

Cabe a n√≥s escolhermos se queremos viver sendo o protagonista da nossa vida ou observ√°-la como um espectador. A primeira op√ß√£o vai nos aproximar do amor, da vida, a segunda do papel de v√≠timas. Depende de n√≥s. Todas e cada uma das nossas decis√Ķes deixam marcas que v√£o construindo o caminho. N√£o √© poss√≠vel viver o detalhe da vida e seus momentos rasamente, se √© para ser, tem que ser na profundidade do pr√≥prio sentimento e da presen√ßa que cultiva e aduba a vida.



Cl√°udio CordeiroūüźČ

Poema: Beijar-te assim…

“O beijo √© uma estrofe que duas bocas rimam na poesia do desejo. Ent√£o, beije-me…” – Dragon¬†ūüźČ


Imagino beijar-te assim ...
No silêncio do ardente desejo,
Tua alma desnudar,
Na intensidade do beijo,
Caminhar em ti suavemente,
Dos lábios aos pés conduzindo,
Seu corpo ao prazer,
Sua alma ao delírio,
Sorvendo, de ti, o amor,
Ao beijar-te assim.

Desejo amar-te assim ...
Apaixonado, inteiramente louco,
Na intensidade que merece,
Senti seu corpo tremer,
Sua alma estremecer,
Inteira vibração,
Viver essa paix√£o,
Intenso desejo,
Ao amar-te assim.

Desejo sentir-te assim ...
Nua, suada, colada e molhada,
Seu corpo definido,
Exibindo a harmonia das curvas delineadas,
Perfeitamente encaixada,
Na blusa entreaberta,
Na saia levantada,
Pela brisa molhada,
No m√°gico momento,
Ao sentir-te assim.

Que sejamos assim ...
Corpos molhados e ardentes,
Com a chuva a nos banhar,
Com o sol a nos abraçar,
E no piscar do olhar,
Nos deixarmos levar,
Na sinfonia do beijar.

Aprendizes na arte do amar,
Saberemos vivenciar o desejo,
De mãos falando suas próprias línguas,
De l√≠nguas expressando suas √≠ntimas inten√ß√Ķes,
De inten√ß√Ķes com sentimentos que escutam,
Sons de versos em beijos molhados, envolventes,
De almas desnudas no instante de amar.

Dragon ūüźČ


Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Momento: Depois de Algum Tempo…

‚Äú√Č importante n√£o perder de vista as coisas que te encantam, pois ali h√° um pouco da tua ess√™ncia‚ÄĚ.

Depois de algum tempo… aprendemos

A construir todas as nossas estradas no hoje, para caminhar agora.

A diferença, a sutil diferença, entre caminhar junto e apenas seguir.

Depois de algum tempo… compreendemos

Que amar n√£o significa apenas seguir, mas seguir inteiramente.

Que leva tempo para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la.

Que existe a sua verdade, a verdade do outro e simplesmente que existe “a Verdade”.

Que não importa o quanto você valoriza, algumas pessoas simplesmente não valorizam.

Que não importa o que se tem na vida, mas quem você tem na caminhada da vida.

Que pior do que a convic√ß√£o do n√£o e a incerteza do ‚Äútalvez‚ÄĚ √© a desilus√£o de um ‚Äúquase‚ÄĚ.

Que o valor das rela√ß√Ķes n√£o est√° no tempo que elas duram, mas na intensidade com que aconteceram.

Que o tempo √© o tempo do Universo, o tempo de Deus e n√£o o “seu/meu/nosso” tempo.

Que o tempo cuida fazer sentir o silêncio no calar da saudade.

Depois de algum tempo… precisamos

De um abraço que amplia o sentimento no caminho.

De um beijo que adoça os lábios fazendo seguir.

De um cheiro que perfuma o relacionamento no amar.

De uma voz que fortalece a sintonia da confiança.

De um momento que cria sinergia intensa e inteira.

De um corpo em movimento que aqueça a alma

De um olhar que acalenta a vida na arte de amar no tempo, pelo tempo e apesar do tempo…

De um momento, um reencontro…



Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Momento: Ausência Assimilada

“Inutilmente a tua imagem chega ao meu encontro

E n√£o me entra onde estou que somente a mostro

Tu, se te virasses para mim só poderia encontrar

No muro de meu olhar a tua sombra sonhada

Sou aquele infeliz compar√°vel aos espelhos

Que podem refletir mas n√£o podem ver

Como eles meu olho é vazio e como eles habitado

Pela aus√™ncia de ti que faz sua cegueira” – Lacan

√Č na aus√™ncia que refletimos na import√Ęncia e valor do tempo sem presen√ßa,

√Č na aus√™ncia que percebemos a necessidade da ausente presen√ßa por vezes,

√Č na aus√™ncia que aprendemos a respeitar o tempo sem presen√ßa,

√Č na aus√™ncia que revivemos a maravilhosa arte do reencontro,

√Č na aus√™ncia que compreendemos o momento da indiferen√ßa,

√Č na aus√™ncia que sentimos a for√ßa imensur√°vel do amor verdadeiro,

 √Č na aus√™ncia que nos fazemos ainda mais intensos em nossa simples expressividade,

√Č no amar incondicional que compreendemos a necessidade, que se fez maior que o pr√≥prio momento, de vivenciar o agora, no assimilar da aus√™ncia necess√°ria.


Ausência

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje n√£o a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, t√£o pegada, aconchegada nos meus bra√ßos, que rio e dan√ßo e invento exclama√ß√Ķes alegres, porque a aus√™ncia, essa aus√™ncia assimilada, ningu√©m a rouba mais de mim.”

Carlos Drummond de Andrade


 


Cl√°udio Cordeiro – Dragon¬†ūüźČ

Reflex√Ķes: A Flor de L√≥tus

‚ÄúAs pessoas mais belas com as quais tive a oportunidade de me encontrar s√£o aquelas que conheceram a derrota, conheceram o sofrimento, conheceram a luta, conheceram a perda e encontraram o seu jeito de sair das profundezas.‚ÄĚ – Elisabeth K√ľbler-Ross

Passeando por seu imenso jardim, Dragon parou defronte pequeno lago, onde semear√° in√ļmeras sementes. Eram sementes da Flor de L√≥tus. Enquanto observava o desabrochar de t√£o bela flor, seu pensamento embarcou em profundas reflex√Ķes sobre o simbolismo desta encantadora cria√ß√£o divina.

A flor de lótus implica uma metáfora esplendorosa de como existem pessoas capazes de dobrar a dor e desdobrá-la posteriormente em forma de serenidade, autocontrole e persistência, representando o poder da resistência psicológica como capacidade para transformar a adversidade em potencialidade libertadora. Ou seja, resiliência, a essência da personalidade resistente. A resiliência é definida como a capacidade dos indivíduos de superar períodos de dor emocional e grandes adversidades.

Há pessoas que são caracterizadas pela sua grande capacidade de resiliência. São precisamente aquelas que têm como arma sua capacidade de se manter à tona diante das dificuldades, e encaram a dificuldade como aprendizado. As pessoas resilientes sabem que a imunidade ao sofrimento é impossível e compreendem que as tempestades que tornam nossos dias mais obscuros também são oportunidades para se superar. Elas se enchem de valor e continuam tendo como caminho prosseguir para crescer, apesar das adversidades. Elas envergam, mas não quebram. Todos temos as nossas próprias batalhas com as quais lidar e os nossos próprios recursos para enfrentá-las de uma forma ou de outra, temos apenas que descobri-los.

De acordo com Zongjing Lu, um cl√°ssico da filosofia confuciana, somos incapazes de encarar nossos verdadeiros sentimentos. Entretanto, nosso cora√ß√£o √© como a flor de l√≥tus. Quando o cultivamos, nos iluminamos e nossa alma se agiganta diante da vida. √Ä noite, as p√©talas da flor se fecham e ela submerge na √°gua. Ao amanhecer, ela se levanta das profundezas escuras e ressurge √† superf√≠cie, onde abre suas p√©talas novamente. A noite escura antecede o dia com a promessa de um novo despertar ap√≥s o recolhimento necess√°rio. Da mesma forma podemos inferir que as dores que nos fazem submergir em tristezas profundas trazem o fundamento para o reerguimento √† superf√≠cie. A luz libertadora est√° sempre √† nossa espera, apenas aguardando que abramos nossos bra√ßos para ent√£o receber sua lucidez. As luminosas p√©talas da flor de l√≥tus t√™m o dom de se ‚Äúauto limpar‚ÄĚ, isto √©, elas se purificam de todas as impurezas pr√≥prias do ambiente de onde emergiram para florescerem l√≠mpidas, mantendo o perfume que ado√ßa o ambiente.

A flor de l√≥tus simboliza o renascimento, o crescimento espiritual e a pureza do cora√ß√£o e da mente. O seu significado come√ßa em suas ra√≠zes ‚Äď literalmente! Suas ra√≠zes est√£o fundamentadas em meio √† lama e ao lodo de lagoas e lagos. O l√≥tus vai subindo √† superf√≠cie para florescer com not√°vel beleza. O simbolismo est√° especialmente na capacidade de enfrentar a escurid√£o e florescer t√£o limpa, t√£o bonita e t√£o especial para tantas pessoas. Simbolizando a alma que ressurge da lama e se ilumina na luz do amor, nos ensinando que √© poss√≠vel vivenciar as experi√™ncias da escurid√£o, na estrada da vida, sem nos contaminarmos com o lodo.

Um conhecido ditado oriental diz que: ‚ÄúA flor de l√≥tus cresce apenas no p√Ęntano e nunca nas montanhas‚Äú, significando que para alcan√ßar esse estado de eleva√ß√£o, √© necess√°rio praticar bons atos, ter atitudes respons√°veis em meio ao caos moment√Ęneo. √Č como o caminho do autodesenvolvimento que a cada um compete e pelo qual cada um √© respons√°vel. Que possamos aprender com a flor de l√≥tus, nos mantendo l√≠mpidos e humanos para enxergar o que importa. E o que importa verdadeiramente na vida √© ser justo mesmo na lama. Amar as pessoas n√£o √© o √ļnico dever que temos. S√≥ quem √© capaz de se amar pode amar os outros de verdade. A flor de l√≥tus floresce na lama, mas podem limpar seus arredores. E suas folhas t√™m o poder de se sacudir e remover a √°gua turva. N√£o sobram vest√≠gios de sujeira nelas. Tal qual a flor de l√≥tus que se mant√©m virtuosa, l√≠mpida apesar do ambiente sujo, n√≥s tamb√©m podemos nos mantermos fortes e virtuosos nas in√ļmeras vezes que somos envolvidos na “lama suja” dos que nos circundam.

Podemos aprender, com o simbolismo desta encantadora flor a sermos capazes de superar as adversidades que surgem pelo caminho da vida, n√£o ficando retido a ambientes e experi√™ncias melanc√≥licas ou sombrias, capazes de superar as tend√™ncias imperfeitas de nossa personalidade, e transform√°-las para se integrarem como for√ßas positivas no magnifico ressurgimento para a vida… l√≠mpido, perfumando o ambiente no qual florescemos.


"No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu n√£o a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no ver√£o, procurando completar-se.
Eu n√£o sabia ent√£o que a flor estava t√£o perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração." - Rabindranath Tagore


Cl√°udio Cordeiro – Dragon ūüźČ

Momento: Menina Linda!

“Amar em sua intensidade plena significa entrar em contato com fragilidades e vulnerabilidades que possu√≠mos.” – Dragon  ūüźČ

Ao contr√°rio do que pensam… nem sempre estamos a procura de beleza, de rostos bonitos e corpos sarados, que por sinal h√° de monte por a√≠. √Č f√°cil encontrar algu√©m para curtir, fazer sexo, estar uns dias ou simplesmente passar um tempo junto.

Dif√≠cil mesmo √© achar algu√©m com papo interessante, ideias e opini√Ķes valiosas que nos faz perder a no√ß√£o do tempo, nos encontrando no espa√ßo de uma conversa inteligente, madura, sincera, livre (que d√° tes√£o de estar e permanecer) que flui sem precisar for√ßar.

Cada vez fica mais raro encontrar algu√©m verdadeiro, com beleza intensa que vem de dentro e inteira a povoar as palavras e atitudes… madura na coer√™ncia de ser si mesma, em toda exuber√Ęncia da alma, do jeito, do charme, do encanto, da paz, da companhia sincera e de todas as horas.

O sabor do sentimento sincero degustamos com pessoas que s√£o o pr√≥prio sin√īnimo de amor, vida e que faz acontecer no peito uma imensa gratid√£o que vai ao encontro do Universo e nos conduz, capacita a sermos melhores, frutos de um radiante novo momento.

A fragr√Ęncia da responsabilidade emocional podemos sentir com pessoas que sabem como curar as nossas feridas mais profundas atrav√©s do singelo olhar, conversa sincera, ouvido atento e abra√ßo gentil.

O calor do compromisso afetivo percebemos nas pessoas que são alívio para o coração angustiado, que é completude quando achamos ter perdido alguns pedaços

O sonho do amor na maturidade do amar encontramos na pessoa que lê os rabiscos mais intensos de nossa alma e retiram de lá poemas inspiradores.


Ferido por tantos espinhos
Tua alma me enxergou 
Teu coração me sentiu... 
Meus olhos a leram, 
Minha alma dançou 
Na melodia do sentimento 
E as m√£os caminharam 
Pelo ondular de seu corpo leve e solto...

Acredite! Menina linda!
Que ser√°s raiar de brisa leve,
Faceira, delícia intensa.
Tormentas a me deixar desperto,
T√£o certo de ser plena, 
Nas asas de um drag√£o.

Acredite! Menina linda!
Que ser√°s encanto que encanta,
Faceira, sorriso f√°cil.
Corpo que brilha e conduz,
Boca que seduz,
No beijo de um drag√£o.

Acredite! Menina linda!
Que ser√°s, a flor colhida,
No jardim do coração
Faceira, alma inteira.
Plena e verdadeira,
No olhar de um drag√£o.


Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Reflex√£o: Palavras!

‚ÄúQue a gentileza seja a fa√≠sca que acende o sol da alma, iluminando e movimentando os pensamentos, palavras e atitudes na fogueira do dia.‚ÄĚ -The Dragon ūüźČ

As palavras s√£o t√£o poderosas e por muitas vezes t√£o pequenas, ‚Äúinsuficientes‚ÄĚ, n√£o √©? 

Em uma simples palavra pode estar o mundo, a vida, os sonhos de algu√©m…

Em uma pequena palavra pode estar o fim do mundo, da vida, dos sonhos de outro algu√©m…

Interessante √© que n√£o nos apercebemos que, uma palavra, pode acabar com um dia, com uma decis√£o, com um sentimento, com uma hist√≥ria… ou pode dar for√ßa, paz, esperan√ßa…amor!

Observe!!! N√≥s conseguimos esquecer, com facilidade, fatos, lugares, roupas, √©pocas at√© pessoas, mas as palavras… permanecem em nossa alma a queimar cada flu√≠do de vida e sonhos.

S√£o t√£o contradit√≥rios, t√£o imensur√°veis os efeitos e sentidos que a palavra podem adquirir, dependendo de como a escutamos ou falamos. Precisamos aprender a ouvir, mas tamb√©m a expressar (falar), ou seja, como ‚Äď com qual inten√ß√£o –  a ‚Äúusamos‚ÄĚ √© a “chave”, √© a quest√£o! A diferen√ßa!  A b√™n√ß√£o ou maldi√ß√£o.

Olhar com “olhos do cora√ß√£o” e enxergar al√©m do pr√≥prio olhar… Ouvir com “ouvidos do cora√ß√£o” e escutar al√©m das palavras… ‚Äď Dragon ūüźČ

N√≥s j√° usamos (in√ļmeras vezes) palavras ruins e boas, e j√° sentimos de volta o impacto delas. E sabemos que s√≥ o tempo pode nos trazer a maturidade necess√°ria para utiliz√°-las no tempo certo e interpret√°-las sem o impositivo do ‚ÄúEU‚ÄĚ. E at√© l√°, vamos passar por dif√≠ceis e √°rduas tarefas de aprender a usar as palavras boas, e de lutar bravamente com nossa consci√™ncia para esquecer as ruins que j√° nos disseram ou falamos.

E, com conhecimento de causa, lhes digo que o mais dif√≠cil √© esquecer… como √© ruim. Algumas vezes elas entram dentro de n√≥s e fixam como tatuagens na pele, n√£o saem por nada, elas chegam a mudar quem somos e como vemos o mundo, tiram de n√≥s o brilho de muitos sentimentos puros, nos tornamos uma vers√£o de n√≥s mesmos desgastada e mais rude, grosseira…

N√≥s estamos repletos de buracos feitos pelos tiros de precis√£o realizados por elas… as “fat√≠dicas”. Ent√£o! O mundo ao nosso redor nos quer de volta, aquele que √©ramos! Os sentimentos e demonstra√ß√Ķes que costum√°vamos ter! Dif√≠cil n√£o! O engra√ßado √© que por muitas vezes as mesmas pessoas que nos ‚Äúapedrejaram‚ÄĚ ser√£o as que v√£o exigir de n√≥s o melhor… exigir a melhor parte, a brandura na rea√ß√£o, as melhores palavras, o melhor “amor”.

Como somos contraditórios!

Fa√ßamos essa an√°lise: quantas pessoas j√° ‚Äúapedrejamos‚ÄĚ com nossas palavras? Pessoas que amamos muito, ou desejamos amar. E ficaremos nos perguntando qu√£o desnecess√°rio √© essa vida que levamos, tiramos, roubamos, extinguimos com nossas pobres e rudes palavras.

Como pode ser diferente?

E tudo est√° em pequenas palavras, ditas e n√£o ditas, boas e ruins… que podemos dizer mais ou nunca dizer…

Mais… amo voc√™.

Mais… me desculpe.

Mais… como voc√™ est√°?

Mais… vai ficar tudo bem.

Mais… voc√™ consegue.

Mais… estou com voc√™!

O menos n√£o precisa ser nem dito… melhor n√©…



Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Momento: Somos um s√≥! Somos Yin e Yang! Lua e Sol!

‚ÄúN√£o importa que tipo de portal se abra diante de n√≥s… Mesmo que nossos momentos juntos √†s vezes nos entriste√ßam, quero amar incansavelmente… e foi assim que decidi amar o destino que me escolheu. Hoje… e s√≥ por hoje. E para sempre. ‚Äú – Dragon ūüźČ

A dualidade de tudo que existe no universo. As duas forças fundamentais opostas e complementares que se encontram em todas as coisas:

O yin Рprincípio da noite, Lua, a passividade, absorção.

O yang Рprincípio do dia, Sol, a luz, atividade.


Quando a m√°gica do amor universal se fez presente 
Seus casulos se tocaram no voo perdido do universo em desalinho
No lapso do instante de um portal que se abre,
Adentrando o infinito do Universo finito
Surgem no princípio do próprio tempo do destino
Dragon e Phoenix!
√Āgua e fogo! 
Passado e presente! 
Presente e futuro! 
Vida e morte! 
Morte e renascimento!

Parecem se conhecerem. 
Deve ter sido coincidência. 
O destino não tem coincidências. 
Ele é inevitável, por natureza. 
Tudo que parece coincidência estava fadado a acontecer,
E o que est√° fadado a acontecer chama-se destino.
Mas quando se percebe o seu significado, 
√Č sempre tarde demais. 
Dragon, demorou muito para perceber isto. 
Quando é o destino, não há coincidências. 
O destino é determinado por suas escolhas, 
Mas há momentos em que é o seu destino que lhe escolhe.

Eventos predestinados est√£o se desenrolando agora mesmo. 
Dragon sentiu uma premonição triste de que vai durar pouco, 
Mas decidiu amar o destino que lhe escolheu. 
Eu te amo. Ainda est√° fascinado pelo que disse?

Dragon estava destinado a amar a Phoenix.
Phoenix estava destinada a amar o Dragon.
Em toda possibilidade. Sempre...
Sobre e sob a vida
Um n√£o existe sem o outro
Renascer e nascer num contínuo inexplicável
Precisam se lembrar disso.
Necessitam saber o que j√° lhes pertence.
√Č o que os conecta.
Quando se lembrarem, se reencontrar√£o.
Então voltarão ao início, 
Em um lugar atemporal. 
Um portal no instante do destino.

Tudo que se transforma por dentro pode ser visto por fora.
Tudo que se transforma por fora jamais é sentido por dentro.

O tempo é o infinito do momento
Uma √ļnica gota d'√°gua ret√©m o pulso do passado, 
Um √ļnico momento ret√©m o pulso de todos os tempos. 
O passado e o futuro.
Quem entende o momento entende todo o tempo. 
O tempo e a jornada.

N√£o se esque√ßa ‚Äď Dragon - de que a vida √© uma d√°diva.
Ela tem infinitas incógnitas. 
Indeléveis sabores.
Inimagin√°veis estradas ‚Äď de luz e escurid√£o.
Só tem uma coisa que pode ser feita a respeito. 
Se render. Sim, √© preciso se render. √Č preciso se render a vida... 
E... Dragon! Viva... é preciso viver.

As pessoas se conectam as outras através 
Do bem ou do mal,
Do amor ou da consciência. 
Se conecte pelo fio do amor, do amor infinito.
Não pela linha da consciência, da consciência em culpa.
Se conecte pelo amor para que o Universo te proteja e cuide.
Ele vai abrir os braços e caminhar junto. 
N√£o apenas na alegria, felicidade ou prazer. 
Também na escuridão, tristeza e perigo.

N√£o fuja. 
N√£o tenha medo. 
Rir e chorar fazem bem. 
Aproveite. Permita o destino te escolher.
E ame o destino que te escolheu.
√Č a √ļnica maneira de compreender a plenitude de cada momento. 
E só então poderá viver uma vida plena.
N√£o tenha medo de viver e acreditar...
Mais uma vez.

Deixe que o tempo transforme 
Dragon em quem Dragon é. 
E o destino escolha 
Apenas descubra quem Dragon é 
E abra suas asas para a vida. Voe...
Quando fizer isso, sua alma acender√° e ascender√°.
√Č assim que voc√™ se torna um, com voc√™ e com o mundo
Com o Universo e todo o resto.
Contanto que você não pare de perguntar.
Nunca se canse de fazer essa pergunta pelo resto da vida.
Quem é você?
You're the Dragon!!!


Cl√°udio Cordeiro ūüźČ

Espiritualidade: Atitudes na Escurid√£o

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As resolu√ß√Ķes, atitudes que tomamos com o pensamento em desalinho, em desequil√≠brio emocional inevitavelmente atrair√° o remorso e a dor. Durante os momentos de escurid√£o emocional, mental as quedas s√£o quase inevit√°veis.

Cuidado! Observe os sinais!

Atitudes irrefletidas s√£o geradas nas profundezas do desespero;

Atitudes violentas estão escondidas na escuridão da irritação;

Atitudes de maldade intencional s√£o tramadas e executadas durante a negritude do √≥dio;

Atitudes vingativas estão escondidas sob manto tenebroso da mágoa;

Atitudes que denigrem e caluniam nascem do charco p√ļtrido da inveja, do ci√ļme.

Atitudes autocidas tem gênese no abismo negro da ansiedade destruidora.


Quando a nevoa¬†escura da desarmonia interior se aproximar e come√ßar a encobrir seus pensamentos distorcendo¬†suas emo√ß√Ķes…

N√ÉO REAJA, PARE! REFLITA!… Uma rea√ß√£o impensada √© condutora do carro desgovernado da culpa.

Quando a tempestade do desequil√≠brio e descontrole emocional se fizer presente…

N√ÉO FALE, PARE! REFLITA!… Uma palavra impensada √© condutora do veneno mortal do remorso.

Quando a d√ļvida e a tempestade chegar¬†formando¬†uma paisagem tormentosa e escura… Busque a luz do di√°logo, da compreens√£o, do amor que apaz√≠gua o cora√ß√£o e relaxa a mente, pondo em ordem os pensamentos e as emo√ß√Ķes, antes de qualquer tomada de decis√£o.

Faça luz em seu caminho antes de qualquer decisão. Liberte-se!



Cl√°udio Cordeiro ūüźČ