Momento: Somos um Só!

“Houve uma época não muito distante em que eu não tinha certeza se voltaria para casa de novo. Observava a imensidão da noite, no infinito universo, pela janela dos sonhos. Mas aqui estou. Sempre pareceu o caminho mais óbvio. Nada é fácil. Devo dizer isso como um suspiro. Em algum lugar, a eras e eras daqui: Duas trilhas em um bosque divergiam, e eu…. Eu peguei a menos óbvia. E isso fez toda a diferença. ” – Dragon

“O Dragão representa “o espírito do caminho” que traz a mudança eterna. Assim como a Fênix, na verdade, que renasce eternamente de suas cinzas. Quando retratada com o dragão como um símbolo do imperador, a Fênix se torna inteiramente feminina como a Imperatriz e, juntos, eles representam os dois aspectos do poder imperial. O aspecto feminino (huang), denota beleza, delicadeza de sentimentos e paz. Ele também é um símbolo nupcial significando “comunhão inseparáveis.” Isso não é só para o casal, mas para o yin-yang que completa interdependência mútua no universo em termos de dualidade”.


Água e Fogo! Lua e Sol! Passado e presente! Mulher e homem… sobre e sob a vida. Um não existe sem o outro e precisamos nos lembrar disso. Precisamos saber o que já é nosso. Precisamos saber quem somos. É o que nos conecta… quando nos lembrarmos um do outro, nos reencontraremos. E assim, voltaremos ao início, em um lugar atemporal. Onde nós estávamos destinados a nos amar, a nos apaixonar no infinito esplendor das estrelas solitárias.

“A pequena cidade adentrava a noite ao som de inúmeras conversas e incontáveis encontros e desencontros… Dragon, sentindo a inquietude do momento, permanecia a observar cada movimento ao seu redor. Repentinamente, virando levemente seu corpo, e no tempo de um sorriso, olha na vasta imensidão, as estrelas solitárias, no universo de uma pequena praça, e senti o perfume vibrante de um olhar radiante cruzar seu destino… Phoenix! Novamente a Phoenix!”

Em toda possibilidade de cada momento, sempre estaremos juntos. O tempo é o infinito do momento. Uma única gota d’água retém o pulso do passado, um único momento retém o pulso de todos os tempos. O agora. O passado e o futuro. Quando entendermos o momento, entenderemos todo o tempo. O tempo e a jornada.

Tudo que se transforma por dentro pode ser visto por fora no florescer em perfume extasiante, em beleza estonteante, em sabor doce e suave, em luz a clarear o caminho na noite escura da ilusão. Não nos esqueçamos de que a vida é o maior presente que já ganhamos. Ela tem infinitas incógnitas. Só tem uma coisa que nós podemos fazer a respeito. Nos rendermos. Sim, nós precisamos nos render.

Nós precisamos nos render. Dragon precisa se render! Phoenix precisa se render! Se render a vida e nós precisamos viver. Viver a vida, e sermos surpreendidos, no universo de uma pequena praça, sentindo o perfume vibrante de um olhar radiante cruzando nosso destino em uma “conexão harmoniosa e gratificante” de felicidade e paz.

As pessoas se conectam através do amor ou do medo. Nós, optamos por nos conectarmos através do amor, não do medo. O medo aportou, e assombra as nossas mentes, na estrada dos passos descompassados pela via láctea dos desejos e sentimentos. Na insegurança de momentos desesperançosos, distante dos sonhos, das crenças e valores morais que norteiam nossas almas, sem acreditar na compreensão mágica do amor, conduzidos por ilusões do prazer, omissões desnecessárias contidas em verdades visíveis, o medo fez morada com seus infindáveis fantasmas, na escuridão da floresta que adentramos. Faz-se mister o reencontro na conectividade do amor infinito. Nos conectarmos através do amor, pelo amor e assim permitir o Universo nos guiar pelos caminhos do encontro e reencontro de nós mesmo.

O universo vai abrir os braços e nos guiará no trajeto do reencontro pela compaixão e perdão. Não apenas na alegria, felicidade ou prazer. Também na escuridão, tristeza e perigo. Não fujamos. Não tenhamos medo. Rir e chorar fazem bem. Aproveitemos a oportunidade do aprendizado. É a única maneira de compreendermos a plenitude de cada momento. E só então poderemos viver uma vida plena.

Viver a vida em plenitude! O que estamos vivendo tem uma resposta profunda dentro de nosso ser, e se nos afastássemos por um momento de todas os interesses, apegos, desejos associados com o mundo externo, perceberíamos que há respostas sutis, sussurradas em nossos ouvidos internos, carregadas por nossos canais intuitivos e expressadas no mais silencioso momento de nossa alma, pela janela do olhar. Para isso é preciso entrar dentro de si, sentir o perfeito equilíbrio, e perceber… o universo infinito na natureza sem fronteiras de nosso mundo interior. Sempre em constante movimento. Vai aquém das palavras. É um mundo de visões. Sentimentos. É imaginação. A correnteza interior não pode ser posta dentro de caixas porque para de fluir.

O tempo caminha por labirintos no espaço da verdade, transformando, descortinando o véu da luz e da escuridão que existe em nós. O tempo invariavelmente transborda, em algum momento, nossos valores e crenças, possibilitando enxergarmos quem realmente somos. Então! Não precisamos ser, momentaneamente, outra pessoa. Apenas precisamos ter a coragem de descobrir, a audácia de enfrentar e a integridade de sermos quem somos. Assim, estaremos abrindo as asas para a vida plena. Quando fazemos isso, nossa alma aparece refletida, ainda que ofuscada pela nevoa das imperfeições, límpida e transparente no universo de conexões integras e harmoniosas.

Observar de dentro para fora…. Ouvir a voz da alma… Vislumbrar além da fronteira egoica de nossos desejos… e ter um forte compasso interior. Enxergar o interior… saber quem somos… conhecer-nos inteiramente. Conhecer-nos profundamente, na intensidade suficiente de nos colocarmos na situação do outro, e assim, conseguirmos tirar o melhor de nós. É assim que nos tornamos um, conosco, com o outro e com o mundo. Com o Universo e todo o resto.

Simples assim… Somos um… Somos um só!

Contanto é fundamental não parar de perguntar. Nunca se cansar de fazer essa pergunta pelo resto da vida.

Quem sou eu? Quem é você?


Cláudio Cordeiro 🐉

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